segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O FLACO VIAJA EM: FUTEBOL, MOÇAS DE TRAÇOS INCAS E ANCAS LARGAS

Por Felipe Bigliazzi

Passado, exatos sete dias de minha estada em Santiago, vem um conhecido amigo e me aconselha: “Escreva sobre suas experiências futebolísticas na capital chilena”. Nada que eu não tenha pensado, no entanto hei de confessar: Visto a carapuça, quando dizem que o brasileiro é um feriado ambulante. Sendo assim e assim sendo, vamos ao que interessa: as mulheres chilenas.

Não que todas as chilenas sejam de se jogar fora, mas essa viagem me fez meditar e agradecer por ser brasileiro. Em Santiago é mais comum do que azeitonas chilenas, ver moças de traços incas com as ancas largas. Não digo como adjetivo usado para designar as moças de Copacabana, pois ancas largas em corpo miúdo(as chilenas possuem traços incas e baixa estatura) é de amargar. No entanto, passadas as minhas primeiras impressões da cidade, me interei sobre o cotejo entre a Universidad Católica e o Internacional de Porto Alegre, válido pelas oitavas de final da Copa Nissan Sulamericana. Descobri que o Estádio ficava num bairro nobre, conhecido como San Carlos de Apoquindo, dentro da Comuna de

Las Condes. Para a minha infelicidade não havia ônibus que me acercasse ao local, ainda mais para o horário da partida, 21h10.Não me sobrava outra opção, paguei uma razoável bagatela e tomei um táxi. A chegada ao estádio foi tranqüila, entrei no campus da Universidad Católica e logo avistei o estádio. O preço do ingresso é equivalente ao parâmetro tupiniquim: 4.500 pesos chilenos a popular(Arquibanda), o equivalente a 18 reais. Me posicionei atrás de um dos gols, justo onde fica a barra brava da Católica, conhecida como Los Cruzados. A torcida é a terceira da cidade, atrás do Colo-Colo e da Universidad do Chile, respectivamente, em popularidade.

Comprei um mani(amendoim) e fiquei apreciando os cantos dos Cruzados. Já tinha conhecimento da influência argentina nas torcidas chilenas, e como pude perceber, os ritmos são idênticos aos vistos em Buenos Aires.Bumbos gigantes marcam os temas. Os chefes como na Argentina, ficam de pé nos “paravalanchas” comandando a festa. Eis os primeiros cantinhos: “Borombom Borombom, el que no salta es brasileiro y maricón”, “Que se paren los Cruzados, Chi-chi-chi, le le le, Universidad Católica de Chile”. Para Clemer que fazia aquecimento, homenagens: “Que lo vengan a ver, eso no es um arquero, es una puta de cabaret”.

Jovens garotas de ancas largas na arquibancada, davam o ar de sua graça(surpreendente presença feminina) e logo pude sentir o odor característico dos estádios sulamericanos: O bom e velho aroma jamaicano, invadia as minhas narinas, e a cabeça dos jovens torcedores da Católica.Para tristeza dos seguidores de Pinochet, é impressionante a popularidade do “cigarrinho de artista” nos estádios chilenos.

O recebimento ao time é ótimo. Bobinas de calculadoras, voando aos borbotões para o campo de jogo. Jovens torcedores, trepados ao alambrado cantavam com sinalizadores na mão, dando um clima excelente para a peleja. O acanhado estádio de San Carlos de Apoquindo, lembra a Fazendinha. Tem capacidade para 20.000 pessoas e fica a poucos metros da Cordilheira dos Andes. No final do jogo, os quase 15.000 torcedores que foram ao jogo puderam sentir a mudança de tempo. O frio e a neblina que vinham da cordilheira se faziam sentir, e com pouca blusa e pobre nível futebolístico, só me restou torcer para que o jogo acabasse logo para retornar ao hotel. O encontro terminou em 1x1, para a decepção dos Cruzados, que amargaram a eminente eliminação, que logo se consumaria em uma semana no Estádio do Beira Rio.

Viña Del Mar, Valparaíso, Valle Nevado e Vinicola Concha y Toro foram os meus seguintes destinos no Chile. Pude perceber a simpatia contida(bem mais fechados que brasileiros e argentinos) do povo chileno e o conhecimento político e cultural que quase todos possuem. A cerveja, assim como as mulheres, me fizeram agradecer por ser brasileiro. Cristal, Escudo e Austral são as mais conhecidas entre as nacionais, a última a mais forte e saborosa.Uma dica do Flaco aos turistas: melhor insistir no vinho.

A onda entre a molecada chilena é o reggaetón. Estilo de música que mescla reggae, rap e ritmo caribenhos. As letras e a dança que possuem cunho sexual, dão um ar de funk carioca aos bailes de Santiago..A enjoativa batida e as vozes irritantes(latinos imitando rapper em espanhol) fazem com que suas cançoes se tornem frenéticamente inconfundiveis. A perceptível influência estadonidense não fica apenas no gosto musical. As vestimentas dos jovens, lembram os rappers americanos: bermudões, bonés de beisebol e correntes do Bronx são mais que comuns. O cabelo da rapaziada é inspirado no estilo argentino: muito mullets e cortes repicados.

Visitando o Palácio da Moneda, a Plaza de Armas e principalmente a casa de Pablo Neruda, me pus a pensar: O melhor ainda está por vir. E de fato estava.
Domingo, sai do hotel por volta das 4 e meia, com um destino em mente: O Estádio Nacional.

Confesso que aquele discurso chileno: “Somos o unico país sulamericano que deu certo”, já estava causando uma pequena antipátia. Realmente, senti pouca latinidade em Santiago. A prova tinha que ser tirada neste que era o meu ultimo dia de viagen.Eis que saco a mais verdadeira conclusão: Não há lugar melhor para conhecer as entranhas de um povo latino do que num estádio de futebol.

Tomei um ônibus e para minha surpresa não precisei desenbonsar nenhum misero peso chileno para chegar a estação de Metro, conhecida como Escuela Militar. Paguei 380 pesos chilenos e desci as modernas instalações do subterraneo de Santiago. Logo na plataforma, um mar de hinchas da “U”, já faziam algazarra. Não foi preciso mais do que 5 minutos para sentir a diferença entre as torcidas da U do Chile e da U.Catolica. A fanfarra, diferentemente de quinta, era geral.

Após 15 minutos de recorrido, chegamos a estação de Ñuble. Caminhei cinco longas quadras, em meio a uma fantasma avenida. Logo, me deparo com o antigo, e não menos encantador Estádio Nacional. Muitas imagens a cabeça: Os gols de Vavá, Amarildo e Garrincha em 1962, até a mais doce derrota da historia do São Paulo F.C(derrota por 2x0 para a Universidad Catolica, que deu aos comandados de Telê, o bicampeonato da Libertadores em 1993). Enfrente a bilheteria, tive outra resposta quanto a tal “não latinidade de Santiago”: Me deparei com os conhecimos pedintes de porta de estádio.Em vez do famoso: “Me vê um real...”, escutei: “Una monedita para alentar al León”. Juro que fiquei satisfeito com a latinidade do pedido, e logo contribui com o supliciante torcedor.O ingresso custou 5.000 pesos chilenos, o equivalente a 20 reais

A Univeridad de Chile tem o apelido de León(mascote), Los azules(obviamente, suas cores) e los bullangueros. A sua barrabrava é conhecida como Los de Abajo.E como o nome já diz, seus membros se colocam na parte inferior da arquibancada. Este setor é carinhosamente conhecido como Galeria Popular. A banda do Los de Abajo é formada por inumeros cabeludos com oculos escuros. O ritmo é marcado por imensos bumbos. As cançoes se repetem pouco, e a influencia das barrabravas argentinas é nitida. Eis que surgem os primeiros cantinhos da tarde: “Vamo bulla, hoy te venimos a ver/soy de abajo no podemos perder/te llevamos dentro del corazón/este año te queremos ver campéon”. “Vamos,vamo leones,vamo leones, salgam campeones/yo al bulla lo quiero,lo llevo adentro del corazón”.

A partipação dos demais torcedores da “U” é destacavel,acompanham a barrabrava a todo instante nos cantinhos. Aproximadamente 20.000 pessoas foram ao Estádio Nacional para apoiar ao conjunto bulla. A torcida visitante veio, segundo o instituto Dataflaco, com não mais de 200 torcedores desde Antofagasta. Muitas faixas e três bandeirões davam o colorido. O mais curioso era um bandeirão contendo o glorioso Homer Simpsom, desenhado com a camisa da U enforcando o seu filho colocolino, o não menos famoso, Bart Simpsom.

Papel picado, confetes e bobinas de calculadoras davam inicio ao excelente recebimento na entrada do time. Cantinho especial para o Matador Salas, que completava neste dia, 200 partidas com a camisa da Universidad do Chile. Eis a homenagem: “Campeón en Argentina, Campeon en Europa, el mas grande goleador tambien de la Roja, Matador matador, el mas grande goleador”.

No domingo seguinte se jogaria o superclássico chileno entre Colo-Colo e Universidad de Chile. A torcida já preparava o clima com cantinhos agressivos aos caciques: “ El bulla va caminando para Pedreiros(bairro do Colo-Colo), El índio píde custodia porque es cagón,vamos a romper los baños y El alambrado(AL índio culiao) para ver cual hinchada es La mejor(La Del león)/oh oh oh oh porque El bulla es un sentimiento, oh oh oh oh a balazos se van a tirar/Porque soy de abajo y tenemos aguante, a este índio hueco lo vamos a reventar/somos de La brava, siempre te acompaño y a ese índio hueco lo vamos a reventar”.

Do aspecto técnico, não há muito para destacar. Pude ver o bom volante Astrada, que também atua pela seleção de Marcelo Bielsa e a veteraníssima dupla de ataque, formada pelo argentino Raúl “El Pipa” Estevez e Marcelo Salas. A Universidad venceu o Antofagasta por 3x0. A figura do jogo foi Rául Estevez, que além de anotar os dois primeiros gols do encontro, ainda teve tempo de fazer lindas jogadas, como no passe que resultou no terceiro gol. Talvez, este fato, de um veterano jogador argentino ser a figura de um dos principais times do futebol chileno, mostre o pobre momento do campeonato mais importante desse país.

Para a minha surpresa, ainda passei por uma revista policial dos Carabineros chilenos na entrada da estação de Ñubel do metro.Para minha felicidade, não passei por nenhuma restrição por parte dos mal-encarados policiais.Já nos vagões, ainda pude conferir mais fanfarras dos rapazes do Los de Abajo, esses que seguiam cantando em referencia ao esperado clássico contra o Colo-Colo: “Que domingo al índio hay que culiar”. Saí do Estádio Nacional com o sentimento de dever futebolístico cumprido. Pude conhecer a cultura geral de mais um país sulamericano e compreender sua relação com o esporte bretão. E de tudo isso, o que pude tirar de conclusão, é o seguinte: Enquanto houver um estádio de futebol e moças de ancas largas, nunca deixaremos de ser latinos. E tenho dito...

FLACO BIGLIAZZI

O FLACO VIAJA EM: FUTEBOL, MOÇAS DE TRAÇOS INCAS E ANCAS LARGAS

Passado, exatos sete dias de minha estada em Santiago, vem um conhecido amigo e me aconselha: “Escreva sobre suas experiências futebolísticas na capital chilena”. Nada que eu não tenha pensado, no entanto hei de confessar: Visto a carapuça, quando dizem que o brasileiro é um feriado ambulante. Sendo assim e assim sendo, vamos ao que interessa: as mulheres chilenas.

Não que todas as chilenas sejam de se jogar fora, mas essa viagem me fez meditar e agradecer por ser brasileiro. Em Santiago é mais comum do que azeitonas chilenas, ver moças de traços incas com as ancas largas. Não digo como adjetivo usado para designar as moças de Copacabana, pois ancas largas em corpo miúdo(as chilenas possuem traços incas e baixa estatura) é de amargar. No entanto, passadas as minhas primeiras impressões da cidade, me interei sobre o cotejo entre a Universidad Católica e o Internacional de Porto Alegre, válido pelas oitavas de final da Copa Nissan Sulamericana. Descobri que o Estádio ficava num bairro nobre, conhecido como San Carlos de Apoquindo, dentro da Comuna de

Las Condes. Para a minha infelicidade não havia ônibus que me acercasse ao local, ainda mais para o horário da partida, 21h10.Não me sobrava outra opção, paguei uma razoável bagatela e tomei um táxi. A chegada ao estádio foi tranqüila, entrei no campus da Universidad Católica e logo avistei o estádio. O preço do ingresso é equivalente ao parâmetro tupiniquim: 4.500 pesos chilenos a popular(Arquibanda), o equivalente a 18 reais. Me posicionei atrás de um dos gols, justo onde fica a barra brava da Católica, conhecida como Los Cruzados. A torcida é a terceira da cidade, atrás do Colo-Colo e da Universidad do Chile, respectivamente, em popularidade.

Comprei um mani(amendoim) e fiquei apreciando os cantos dos Cruzados. Já tinha conhecimento da influência argentina nas torcidas chilenas, e como pude perceber, os ritmos são idênticos aos vistos em Buenos Aires.Bumbos gigantes marcam os temas. Os chefes como na Argentina, ficam de pé nos “paravalanchas” comandando a festa. Eis os primeiros cantinhos: “Borombom Borombom, el que no salta es brasileiro y maricón”, “Que se paren los Cruzados, Chi-chi-chi, le le le, Universidad Católica de Chile”. Para Clemer que fazia aquecimento, homenagens: “Que lo vengan a ver, eso no es um arquero, es una puta de cabaret”.

Jovens garotas de ancas largas na arquibancada, davam o ar de sua graça(surpreendente presença feminina) e logo pude sentir o odor característico dos estádios sulamericanos: O bom e velho aroma jamaicano, invadia as minhas narinas, e a cabeça dos jovens torcedores da Católica.Para tristeza dos seguidores de Pinochet, é impressionante a popularidade do “cigarrinho de artista” nos estádios chilenos.

O recebimento ao time é ótimo. Bobinas de calculadoras, voando aos borbotões para o campo de jogo. Jovens torcedores, trepados ao alambrado cantavam com sinalizadores na mão, dando um clima excelente para a peleja. O acanhado estádio de San Carlos de Apoquindo, lembra a Fazendinha. Tem capacidade para 20.000 pessoas e fica a poucos metros da Cordilheira dos Andes. No final do jogo, os quase 15.000 torcedores que foram ao jogo puderam sentir a mudança de tempo. O frio e a neblina que vinham da cordilheira se faziam sentir, e com pouca blusa e pobre nível futebolístico, só me restou torcer para que o jogo acabasse logo para retornar ao hotel. O encontro terminou em 1x1, para a decepção dos Cruzados, que amargaram a eminente eliminação, que logo se consumaria em uma semana no Estádio do Beira Rio.

Viña Del Mar, Valparaíso, Valle Nevado e Vinicola Concha y Toro foram os meus seguintes destinos no Chile. Pude perceber a simpatia contida(bem mais fechados que brasileiros e argentinos) do povo chileno e o conhecimento político e cultural que quase todos possuem. A cerveja, assim como as mulheres, me fizeram agradecer por ser brasileiro. Cristal, Escudo e Austral são as mais conhecidas entre as nacionais, a última a mais forte e saborosa.Uma dica do Flaco aos turistas: melhor insistir no vinho.

A onda entre a molecada chilena é o reggaetón. Estilo de música que mescla reggae, rap e ritmo caribenhos. As letras e a dança que possuem cunho sexual, dão um ar de funk carioca aos bailes de Santiago..A enjoativa batida e as vozes irritantes(latinos imitando rapper em espanhol) fazem com que suas cançoes se tornem frenéticamente inconfundiveis. A perceptível influência estadonidense não fica apenas no gosto musical. As vestimentas dos jovens, lembram os rappers americanos: bermudões, bonés de beisebol e correntes do Bronx são mais que comuns. O cabelo da rapaziada é inspirado no estilo argentino: muito mullets e cortes repicados.

Visitando o Palácio da Moneda, a Plaza de Armas e principalmente a casa de Pablo Neruda, me pus a pensar: O melhor ainda está por vir. E de fato estava.
Domingo, sai do hotel por volta das 4 e meia, com um destino em mente: O Estádio Nacional.

Confesso que aquele discurso chileno: “Somos o unico país sulamericano que deu certo”, já estava causando uma pequena antipátia. Realmente, senti pouca latinidade em Santiago. A prova tinha que ser tirada neste que era o meu ultimo dia de viagen.Eis que saco a mais verdadeira conclusão: Não há lugar melhor para conhecer as entranhas de um povo latino do que num estádio de futebol.

Tomei um ônibus e para minha surpresa não precisei desenbonsar nenhum misero peso chileno para chegar a estação de Metro, conhecida como Escuela Militar. Paguei 380 pesos chilenos e desci as modernas instalações do subterraneo de Santiago. Logo na plataforma, um mar de hinchas da “U”, já faziam algazarra. Não foi preciso mais do que 5 minutos para sentir a diferença entre as torcidas da U do Chile e da U.Catolica. A fanfarra, diferentemente de quinta, era geral.

Após 15 minutos de recorrido, chegamos a estação de Ñuble. Caminhei cinco longas quadras, em meio a uma fantasma avenida. Logo, me deparo com o antigo, e não menos encantador Estádio Nacional. Muitas imagens a cabeça: Os gols de Vavá, Amarildo e Garrincha em 1962, até a mais doce derrota da historia do São Paulo F.C(derrota por 2x0 para a Universidad Catolica, que deu aos comandados de Telê, o bicampeonato da Libertadores em 1993). Enfrente a bilheteria, tive outra resposta quanto a tal “não latinidade de Santiago”: Me deparei com os conhecimos pedintes de porta de estádio.Em vez do famoso: “Me vê um real...”, escutei: “Una monedita para alentar al León”. Juro que fiquei satisfeito com a latinidade do pedido, e logo contribui com o supliciante torcedor.O ingresso custou 5.000 pesos chilenos, o equivalente a 20 reais

A Univeridad de Chile tem o apelido de León(mascote), Los azules(obviamente, suas cores) e los bullangueros. A sua barrabrava é conhecida como Los de Abajo.E como o nome já diz, seus membros se colocam na parte inferior da arquibancada. Este setor é carinhosamente conhecido como Galeria Popular. A banda do Los de Abajo é formada por inumeros cabeludos com oculos escuros. O ritmo é marcado por imensos bumbos. As cançoes se repetem pouco, e a influencia das barrabravas argentinas é nitida. Eis que surgem os primeiros cantinhos da tarde: “Vamo bulla, hoy te venimos a ver/soy de abajo no podemos perder/te llevamos dentro del corazón/este año te queremos ver campéon”. “Vamos,vamo leones,vamo leones, salgam campeones/yo al bulla lo quiero,lo llevo adentro del corazón”.

A partipação dos demais torcedores da “U” é destacavel,acompanham a barrabrava a todo instante nos cantinhos. Aproximadamente 20.000 pessoas foram ao Estádio Nacional para apoiar ao conjunto bulla. A torcida visitante veio, segundo o instituto Dataflaco, com não mais de 200 torcedores desde Antofagasta. Muitas faixas e três bandeirões davam o colorido. O mais curioso era um bandeirão contendo o glorioso Homer Simpsom, desenhado com a camisa da U enforcando o seu filho colocolino, o não menos famoso, Bart Simpsom.

Papel picado, confetes e bobinas de calculadoras davam inicio ao excelente recebimento na entrada do time. Cantinho especial para o Matador Salas, que completava neste dia, 200 partidas com a camisa da Universidad do Chile. Eis a homenagem: “Campeón en Argentina, Campeon en Europa, el mas grande goleador tambien de la Roja, Matador matador, el mas grande goleador”.

No domingo seguinte se jogaria o superclássico chileno entre Colo-Colo e Universidad de Chile. A torcida já preparava o clima com cantinhos agressivos aos caciques: “ El bulla va caminando para Pedreiros(bairro do Colo-Colo), El índio píde custodia porque es cagón,vamos a romper los baños y El alambrado(AL índio culiao) para ver cual hinchada es La mejor(La Del león)/oh oh oh oh porque El bulla es un sentimiento, oh oh oh oh a balazos se van a tirar/Porque soy de abajo y tenemos aguante, a este índio hueco lo vamos a reventar/somos de La brava, siempre te acompaño y a ese índio hueco lo vamos a reventar”.

Do aspecto técnico, não há muito para destacar. Pude ver o bom volante Astrada, que também atua pela seleção de Marcelo Bielsa e a veteraníssima dupla de ataque, formada pelo argentino Raúl “El Pipa” Estevez e Marcelo Salas. A Universidad venceu o Antofagasta por 3x0. A figura do jogo foi Rául Estevez, que além de anotar os dois primeiros gols do encontro, ainda teve tempo de fazer lindas jogadas, como no passe que resultou no terceiro gol. Talvez, este fato, de um veterano jogador argentino ser a figura de um dos principais times do futebol chileno, mostre o pobre momento do campeonato mais importante desse país.

Para a minha surpresa, ainda passei por uma revista policial dos Carabineros chilenos na entrada da estação de Ñubel do metro.Para minha felicidade, não passei por nenhuma restrição por parte dos mal-encarados policiais.Já nos vagões, ainda pude conferir mais fanfarras dos rapazes do Los de Abajo, esses que seguiam cantando em referencia ao esperado clássico contra o Colo-Colo: “Que domingo al índio hay que culiar”. Saí do Estádio Nacional com o sentimento de dever futebolístico cumprido. Pude conhecer a cultura geral de mais um país sulamericano e compreender sua relação com o esporte bretão. E de tudo isso, o que pude tirar de conclusão, é o seguinte: Enquanto houver um estádio de futebol e moças de ancas largas, nunca deixaremos de ser latinos. E tenho dito...

FLACO BIGLIAZZI

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

DOIS EMPATES E UM CHIMARRÃO

Nem bem acordei.Nem bem tomei o meu café da manhã, e lá estavam eles a me perguntar: “O que fez de bom no final de semana, meu caro Flaco?”.Sem dar muita confiança a terceiros, disse apenas que havia desfrutado em grande estilo: chimarrão e futebol argentino. E se o castigo vem a cavalo e viaja em Zeppelin, nada melhor que analisar, de uma tacada só, dois jogos da quinta rodada do Campeonato Argentino. Certame este, que tem dois ponteiros: Boca Juniors e San Lorenzo. Líderes, que tiveram uma rodada distinta. O conjunto Xeneise empatou por 1x1 em La Bombonera, num frustrante clássico contra o Independiente.Já o clube de Boedo, venceu de virada o Rosário Central por dois tentos contra um, gols do calibrado Adrián González, em idênticas cobranças de falta. Sem mais datos para destacar, vamos as análises dos principais jogos da rodada.

RACING CLUB 0 X 0 TIGRE

Sábado, na patagônica noite de Avellaneda, o Racing recebeu o Tigre, num repleto Estádio Presidente Perón. A torcida visitante, como de costume, veio em grande número desde Victória. Apesar da derrota na última rodada, frente ao San Martín de Tucúman, o conjunto dirigido por Diego Cagna vinha confiante para enfrentar um Racing, que vinha cheio de alta-estima, após a primeira vitória do ano como visitante, conquistada na última rodada, frente ao Argentinos Juniors em La Paternal.Sem mais milongas, vamos as formações:

RACING CLUB ( D.T JUAN MANUEL “EL CHOCHO” LLOP)

-----------------------M. GULLOTA--------------------------
--------------PEPINO-------------------MERCADO-------------
F.SOSA------------------YACOB----------------------SCHAFFER
----------------- ------------------ZUCULINI---------------
PRICHODA -----------M.MORALEZ ----------------LUCERO-------
--------------------LUGÜERCIO------------------------------

TIGRE (D.T DIEGO CAGNA)

---------------------D.ISLAS--------------------------
-----------BLENGIO--------------FONTANELLO------------
SAN ROMÁN------------D.CASTAÑO ------------ARRUABARRENA
J.BLANCO-------------M.MOREL--------------M.GIMENÉZ----
--------------VILLEGAS---------------C.LUNA-----------

O Racing foi a campo com Martinez Gullota no gol. O calvo arqueiro acadêmico, se firmou de vez com a camisa 1 do Racing, deixando a sombra de Gustavo Campagnuolo para o postêr do Campeão do Torneio Apertura de 2001. Mercado pela esquerda(expulso, após o segundo amarelo) e Pepino pela direita, formaram a dupla de zaga neste encontro. Lembrando que Pepino, substituía o contundido Cáceres.

A dupla de laterais é a velha conhecida da torcida racinguista: Franco Sosa pela direita(pobre atuação) e Schaffer pela esquerda. Yacob atuou como volante central, muito bem na partida, um dos responsáveis pelo domínio racinguista no meio-campo.Pela esquerda do meio-campo, com função mais defensiva neste cotejo, atuou Zuculini.

Lihué Prichoda, Maxi Moraléz e Lucero: eis o tridente responsável pelas ações ofensivas do Racing. Princhoda atuou com desenvoltura, aberto pela extrema direita, infernizando o experiente Arruabarrena.Adrián Lucero,cumpriu a mesma função pelo flanco esquerdo, auxiliando Maxi Moraléz.Este que atuava livre na criação, rodando de um lado a outro sob indicação de Chocho Llop. No ataque, mais solitário que lombriga de preso político, estava o ex- Estudiantes, Pablo Lugüercio.

O Tigre veio a campo com o experiente Daniel Islas no gol. Fontanello pela direita, e Blengio(de grande atuação no segundo tempo) pela esquerda, completavam o miolo de zaga. San Román pela direita(com maior projeção ao ataque) e o ex-Boca e eterno vilão palestrino, Arruabarrena pela esquerda, formavam a dupla de laterais.

Diego Castaño, um dos mais regulares jogadores do conjunto azulgrana no torneio, atuou outra vez mais como único volante central. Perdeu o duelo com Maxi Moralez e acabou expulso, após receber o segundo amarelo, logo no início do segundo tempo.

Blaco, Martin Morel e Matias Gimenéz são os meias ofensivos do Tigre. Blanco bem aberto pela direita, sequer apareceu. Martin Morel, de pobre atuação, circulava pelo meio, sendo o principal responsável por criar as jogadas do Matador de Victória. Perdeu o duelo com Yacob e pouco fez, sendo substituído pelo ex-Boca, Jerez(atuou como volante pela direita após expulsão de Diego Castaño) na segunda etapa. Matias Gimenéz subia pelo lado esquerdo do meio-campo, porém atuou na maior parte do tempo como volante pela esquerda, auxiliando Diego Castaño e Arruabarrena, na marcação sobre Maxi Moraléz e Lihué Princhoda. Foisubstuído por Rusculleda no segundo tempo.

O ex-Racing, Carlos Luna e o pouco eficiente, Villegas, formaram a dupla de ataque. Sendo que o segundo, que atuava mais pela direita, foi substituído no intervalo pelo também inoperante Altobeli. Pobre atuação de ambos.

Em resumo, o Racing foi amplamente superior. Apesar de criar poucas jogadas e de consagrar o goleiro Islas, com mil cruzamentos na área, foi nítida a melhora deste time, quase juvenil do Racing, que para aplausos da sua fanática torcida, atua com enorme disposição. A falta de um centroavante de ofício é o grande dilema do conjunto dirigido por Chocho Llop. “Que falta faz o Colorado Sava”,devem suplicar os torcedores racinguistas.Lembrando que na próxima rodada, o Racing vai a Mendoza enfrentar o Godoy Cruz. Vinho e gols, La acadé?

O Tigre, talvez tenha feito a pior partida neste campeonato. Um meio-campo inoperante e disperso, viu o Racing tomar conta do jogo, que só não venceu o jogo por carência própria. Destaque para o goleiro Daniel Islas, que atuou com grande desenvoltura, determinando este 0x0 no placar do Cilindro de Avellaneda, Na próxima rodada, o Tigre recebe o Gimnasia y Esgrima de La Plata. A melhorar “muchachos”...



BOCA JUNIORS 1 X 1 INDEPENDIENTE

BOCA JUNIORS ( D.T CARLOS ISCHIA)

-------------------------CARANTA--------------------------
--------------CÁCERES-------------------PALETTA-----------
IBARRA------------------BATTAGLIA--------------------MOREL
-------------VARGAS- ---------------------DÁTOLO----------
------------------------RIQUELME -------------------------
--------PALACIO ---------VIATRI---------------------------

INDEPENDIENTE (D.T CLAUDIO “EL BICHI” BORGHI)

------------------------ASSMANN-----------------------------
--------------GIODA-------------------G.RODRÍGUEZ-----------
MOREIRA----------------------------------------------MAREQUE
-----FREDES------------PUSINERI----------------LEDESMA--
-------------------------MONTENEGRO -----------------------
--------GANDÍN ----------------------------NUÑEZ-----------

Muitos dizem que no futebol não há merecimento. O negocio é bola no barbante, e nada mais.No entanto, é preciso identificar a proposta futebolística de cada equipe. O Boca Juniors, em onze de dez jogos, tenta imprimir seu jogo, com muita posse de bola. Dominando o rival, através do meio campo, sob o comando de um tal, Juan Román Riquelme. O Independiente vinha de uma fervorosa crise: renuncia do técnico(que acabou voltando atrás), barrabravas no treinamento presionando o plantel e um empate amargo contra o maior rival. Nessas condições, Bichi Borghi armou um esquema com marcação individual, com a finalidade de cortar o jogo de posse de bola do conjunto Xeneise e sair de contra-ataque. E como veremos, deu resultado.Sem mais delongas, vamos aos duelos individuais, que marcaram este empate em La Bombonera.

MOREIRA X DÁTOLO:A posição de lateral-direito tem sido um drama para Bichi Borghi. Com a qualidade de Dátolo, para criar jogadas e fazer tabelas com Riquelme e Morel, , fez com que o treinador do rojo optasse por Moreira, de conhecida caracteristíca defensiva. E não foi ruim o trabalho de Moreira, que digamos venceu o duelo, contra um irreconhecível Jesus Dátolo.

MAREQUE X IBARRA: Mareque, claramente venceu o duelos frente a Ibarra. Além de anular suas subidas ao ataque, o ex-River, armou perigosos contra-ataques para o Independiente.

PUSINERI X RIQUELME: Duelo interesante. No primeiro tempo, Román sentiu a seqüencia de jogos pela seleção argentina e participou pouco do jogo, facilitando o serviço de Lucas Pusineri. No segundo tempo, foi mais participativo: deu dois passes para gol, dois bons chutes a gol e algumas pisadinhas clássicas afrente dos volantes rojos. No entanto, foi um jogo regular do “diez” e um bom trabalho de Lucas Pusineri, que comandou o esquema de presionar o Boca Juniors no meio-campo, para sair de contra-ataque.

FREDES X MOREL RODRÍGUEZ: Vantagem para o meia-direita do Independiente, que controlou o lateral paraguaio. Ainda teve tempo, de auxiliar Moreira na marcação sob Dátolo

LEDESMA X VARGAS: Vantagem para o volante colombiano, que vem atuando em grande forma neste início de torneio. Um pouco mais avançado, em comparação ao seu posicionamento durante o primeiro semestre, Vargas apareceu bem no ataque. De seus pés, saiu a melhor chance do Boca na primeira etapa:chute a queima roupa, controlado pelo goleiro Assmann(Figura da partida).

GIODA X VIATRI: Com apenas 20 anos, substituir ao maior artilheiro da história do clube(Martín Palermo), não é das missões mais facéis. Lucas Viatri, pouco apareceu durante o jogo. No entanto, não podemos dizer que perdeu o seu duelo, já que ganhou de cabeça a Gioda, no lance que resultou no gol de Rodrigo Palácio.

GUILLERMO RODRÍGUEZ X PALACIO: O excelente atacante xeneise, a pesar do gol, não fez uma grande partida.Talvéz, sentindo a lesão muscular que vem o perseguindo neste semestre. Eis que o gol do Boca, saiu de seus pés, após linda ação afrente de um destemperado Guillermo Rodríguez. O zagueiro uruguaio, foi expulso após fazer gestos para o bandeirinha(o velho: “está nos afanando”). Para completar, enforcou levemente o mesmo auxiliar, o que certamente renderá uma dura punição.

MONTENEGRO X BATTAGLIA: Rolfi Montenegro fazia uma boa partida, até a sua estúpida expulsão. Havia criado boas chanches em contra-ataques, antes de seu lindo passe que resultou no gol de empate do Independiente, anotado por Gandín.

GANDÍN X PALETTA: Gandín e Paletta se encontraram pouco em campo. Na maioria das vezes em velocidade, após contra-ataques do conjunto de Avellaneda.Em um desses lances rapidos, Gandín se antecipou a Paletta, decretando o gol do Independiete. No segundo tempo, o zagueiro xeneise foi expulso.

NUÑEZ X CÁCERES: Assim como no duelo entre Paletta e Gandín, poucas ações. Em uma delas, Nuñez assinalou um belo gol, ganhando em velocidade ao defensor paraguaio.O juíz não sancionou o tento, alegando que a bola bateu fora do gol. Polêmica em La Bombonera

Importante frisar que o Boca Juniors tem um jogo a menos(Contra o Newell’s Old Boys em Rosário), podendo asumir a liderança isolada do Torneio Apertura. Na próxima rodada, irá ao bairro portenho de La Paternal, enfrentar o perigoso Argentinos Juniors. Promessa de bom futebol?. Veremos.
O Independiente, receberá o Gimnasia de Jujuy em Avellaneda. Interessante notar, se o rojo será capaz de furar a retranca jujeña, sem a presença de seu maior jogador(Rolfi Montenegro). Quem verás, viver…e tenho dito

FLACO BIGLIAZZI

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

PERU NÃO MORRE NA VESPERA

Amigos, a verdade é só uma: O peru não morre de véspera,nem aqui, nem em Lima. Sendo assim e assim sendo, falaremos nesta coluna, sobre o jogo mais atrativo dessa oitava rodada das eliminatórias sulamericanas para a Copa do Mundo de 2010.Nada mais, nada menos que Peru e Argentina O jornalista peruano Ricardo Fernandez Del Aguila destrinchará para os leitores deste prestigioso blog, todos os meandros do selecionado de seu país, que recebe a Aegentina, no Estádio Monumental de Lima. O interessante no caso, é saber um pouco mais sobre esta renovada seleção peruana, que após o importante triunfo frente a Venezuela, tentará sair do fundo da tabela, para quem sabe, brigar com Uruguai, Colômbia, Chile e Equador pela quarta e ultima vaga sulamericana para o mundial.
Sem mais delongas, vamos ao informe do companheiro Ricardo Fernandez Del Aguila, exclusivo para o Toco y me voy.

A Seleção peruana se vê obrigada a superar a Argentina. O time titular para este encontro é o seguinte:

Butron(Goleiro): Iniciou sua carreira no Spórting Cristal. Chegou ao Alianza Lima onde teve atuações dignas de nota, por isso ganhou a oportunidade de ser titular da seleção peruana. Atualmente atua no Deportivo San Martín.

Amiltón Prado(Lateral-direito): Defensor temperamental que tem na marcação o seu ponto forte.Jogou pelo Alianza Lima, onde não brilhou.Atualmente atua pelo Sporting Cristal.

Carlos Zambrano(Zagueiro): Novidade da seleção peruana. Um jogador de categoria, apesar de seus 19 anos. Joga do Schalke 04.Grande habilidade, aliado a garra e boa técnica de marcação.

Vilchez(Zagueiro): Jogado criado no Alianza Lima, de onde saiu direto para o futebol europeu. O seu jogo consiste na marcação e na “pierna fuerte”(Entenderam?.os rivais sim)

Juan Manuel Vargas(Lateral-esquerdo): Jogador criado nas categorias de base do Universitário. Teve uma passagem exitosa pelo futebol argentino, atuando pelo Colón de Santa Fé, o que serviu para emigrar ao futebol europeu, mais precisamente ao Catania da Itália.Jogador temperamental e técnico, que possui um bom tiro a gol com sua perna esquerda. Atualmente defende as cores da Fiorentina.

Rainer Torres(Volante): Bom jogador:astuto e com qualidade no passe. Viveu 11 anos na Alemanha, onde aprimorou técnicas de marcação e de passe. Está em um bom momento futebolístico. Atualmente atua pelo Universitario de Deportes.

Paolo de La Haza (Volante): Atua como volante de contenção pelo FC Chornomorets Odessa da Ucrania. Começou sua carreira pelo Sport Boys, pasando pelo Cienciano, onde teve grande éxito.

Nolberto Solano(volante): Mais de 10 anos na Europa, jugando em alto nivel. Foi considerado como o melhor cobrador de faltas, segundo Fox Sports.
Excelente na execução de passes longos. Teve uma excelente pasagem pelo Boca Juniors, ao lado de Diego Armando Maradona, que o apelidou de “maestrito” por sus grandes dotes con a bola.

Daniel Chavez( Meia-atacante): Jovem jogador que está demostrando valor no futebol Belga, onde milita no Club Bruges da Jupiler League da Bélgica. A seleção peruana tem grande esperança de encontrar em Chavez, o seu atacante de oficio.

Johan Fano(Atacante): jogador de Universitario de deportes

Piero Alva(Atacante):Unas de arena otras de cal(uma no ferro, outro na ferradura).Perú confía em seu faro de gol, para a peleja desta noite contra os albicelestes.

-------------------------BUTRON--------------------------------
--------------C.ZAMBRANO----------VILCHEZ----------------------
A.PRADO---------------------------------------------JUAN VARGAS
----------------R.TORRES-------DE LA HAZA----------------------
---------N.SOLANO------------------------DANIEL CHÁVEZ---------
PIERO ALVA-----------------------------------------------------
-----------------------JOHAN FANO------------------------------

Chemo del Solar. (Diretor Técnico): Esteve como técnico nas categorías de base. Atuou pelo Real Madrid, onde um confuso fato o fez deixar o clube espanhol. Eis, que o atual treinador do seleccionado peruano foi acusado de haber ingerido substancias proibidas, o que gerou suspeitas sobre o consumo de drogas por parte de Chemo del Solar.Posteriormente, se confirmou sua inocencia através dos exames de contra prova.

Após alguns anos, dirigiu o Colón de Santa Fé da Argentino, ao lado de seu grande amigo, Antonio Pizzi.Posteriormente trabalhou afrente do Sporting Cristal, onde sagrou-se campeão nacional.Logo foi contratado por seu antigo clube, a Universidad Católica do Chile, onde fez excelente campanha, conquistando o vice-campeonato chileno.


Chemo del solar, vem recebido muchas críticas devido ao time titular que vem sendo escalado nas eliminatorias. Jogadores como Claudio Pizarro, Jefersson Farfán, mundialmente conhecidos por seus grandes dotes futebolisticos, foram descartados para os próximos jogos da seleção peruana, por causa de um ato de indisciplina praticados por estes jogadores que ocorreu após o empate em Lima contra o Brasil(Em Novembro de 2007), onde tudo indica que levaram mulheres a concentração. Por isso, Chemo del Solar se antecipou as possiveis criticas do povo peruano e decidiu não convocar a este jogadores para o resto das eliminatorias.

Hoje, Chemo del Solar tem um jogo crucial contra o seleccionado argentino, que vem de quatro jogos sem saber o que é ganhar. A seleção peruana vem com maior confiança, logo de seu triunfo frente a Venezuela.Ambos necessitam ganar, mas atuando em casa o lema é vencer. Del Solar é muito claro em sua estrategia: Não deixar espaços a Argentina no ataque e colocará um esquema equilibrado para anular a Juan Roman Riquelme e Lionel Messi, os dois extraordinarios jogadores da seleção argentina.


Ricardo Fernandez Del Aguila

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

UM CHOPPS, DOIS PASTEL E STARBUCKS

Amigos, o Doutor Drauzio Varella tinha mesmo razão: “Quem come manga todos os dias, após uma semana acabará chorando pelos cotovelos”. Sendo assim e assim sendo, venho aqui felicitar e porque não, brindar, o glorioso momento do futebol paulista.
Um exemplo para o resto do país: organização, civilidade, amor pátrio e erradicação da violência. E se o mineiro, só é solidário no câncer e no meio-campo com o Josué, o paulista sim, pode dar o ar de sua graça.

Ontem estive no Morumbi, e pude apreciar mais um belo espetáculo. Um pouco menos de 15.000 pessoas, foram ao imponente estádio tricolor para ver o grande clássico San-São. Só de lembrar que há décadas atrás, esse mesmo recinto era compartindo entre oitenta, noventa e as vezes(que horror!), cento e setenta mil pessoas, me da um profundo sentimento de nostalgia as avessas. Quero por meio deste espaço(cedido pelo magistral, porém um pouco professoral, Flaco Bigliazzi), citar meu eterno agradecimento aos prestigiosos: Fernando Capez, Doutor Farah e Marquinho Del Nero(desculpe a intimidade, mas é um grande amigo que está sempre em minha casa em Maresias), que por inúmeras e brilhantes ações, afastaram a ralé do estádio, aliás futebol é um esporte bretão, coisa para homens refinados. Convenhamos, no mundo globalizado, onde o businnes fala mais alto, não cabe mais espaço para balburdias de Zé povinho.

Hoje posso levar meu filho, Carlos Augusto, com toda segurança. O serviço é de primeira linha, apesar da comida ainda deixar um pouco a desejar. Tudo bem, que melhorou muito. Amendoins cor-de rosa(O famoso, cinco é um real), sorvetes feitos no quintal de casa e os indigestos pernis de porta de estádio são coisas do passado. Já dei a dica para a alta cúpula tricolor, o negócio agora é Starbucks no Morumbi. Café cremoso a não menos de dez reais, servido por lindas atendentes, em serviço europeu e de bom gosto. O que acham?. Uma ótima opção, não.

O preço do ingresso também é algo para ser discutido. 30 reais, uma entrada de arquibancada é coisa de terceiro mundo. Temos que pensar grande, não como os cariocas, e dar exemplo para o resto do Brasil. Aliás, seremos sede de Copa do Mundo, não é verdade?.Temos que ensinar desde já aos torcedores brasileiros, algumas normas de conduta, para que tenham compostura diante de semelhante evento.
Ainda sobre venda de ingressos, quero aqui dizer que apesar dos avanços, falta muito para o serviço ser enquadrado no selo de qualidade ISO 9.001. As entradas devem ser vendidas antecipadamente, através de cartões de crédito. Se for em dinheiro vivo, a venda deve ser feita em postos afastados da periferia da cidade, em horário comercial(Sendo assim e assim sendo:o proletariado terá mais dificuldade para adquirir os bilhetes). Lembrando, que como já acontece nos clássicos paulistas, e na minha modesta opinião, deveria ocorrer em qualquer evento esportivo na cidade de São Paulo, os ingressos não podem ser vendidos no dia do jogo, afim de evitar, possíveis peraltices preparadas .

Sem mais delongas, vou me despedindo. Hoje a agenda está lotada, sabem como é. Tem coquetel da campanha do meu grande amigo Kassab, que esta subindo nas pesquisas.Tenho aula de Tênis ás cinco, preciso treinar meu Back-hand, que anda meio defasado. Saindo de lá, vou buscar a Carla Luiza no colégio, que aliás já está progredindo em seu duplo twist carpado. Sem contar aquela passadinha básica no Campo Belo, para o meu ansiado momento de relaxamento...e tenho dito

EDUARDO AUGUSTO ALCÂNTARA DE BASTOS E SILVA

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

PIZARRÓN DEL FLACO: AMARGA RETRANCA

Amigos, o filosofo Bichi Borghi tinha mesmo razão: A retranca nunca é plena, mata a alma e a envenena. E não venham falar em futebol moderno ou em ideais do cálcio, pois o clássico de ontem, entre Racing e Independiente, deu uma vez mais, razão a Muricy Ramalho. Não por suas idéias futebolísticas, que são ferrolhianamente conhecidas, mas por sua celebre frase: “A bola pune”. E como pune. Um time que começa a peleja com três atacantes e termina sem nenhum, inevitavelmente invoca os deuses do futebol contra si. O gol fica maior, a bola vem para o adversário como íman, o zero a esquerda vai pra direita e vira herói, o rival se enche de brios e não dá outra,o castigo é batata... Mas antes de entrar fundo nessas historia, vamos analisar os duelos individuais que marcaram esse empolgante clássico de Avellaneda.

RACING CLUB(D.T: Juan Manuel Llop)

----------------MIGLIORE----------------------

--------CÁCERES------------MERCADO-----------

FRANCO SOSA------YACOB---------------SCHAFFER

PRICHODA-----------------------------ZUCULINI

---------------MAXI MORALEZ-----------LUCERO

---------------------LUGÜERCIO-------------

INDEPENDIENTE (D.T: Claudio Borghi)

---------------------ASSMANN------------------------

----------------------GIODA-------------------------
------------MATHEU--------------G.RODRIGUEZ---------

--------LEDESMA-------PUSINERI---------------MAREQUE

GANDÍN--------------MONTENEGRO--------------F.HIGUAÍN

-------------------------NUÑEZ----------------------

OS DUELOS

O Racing foi superior durante todo o jogo, e se tivesse um centroavante pelo menos razoável, iria ao vestiário com uma significativa vantagem, já na primeira etapa. Mas, Racing é sofrimento, e quem sou eu para mover os pauzinhos?. O domínio celeste e branco, teve início no meio-campo, onde ganhou a maioria dos duelos individuais. Sendo assim e assim sendo, acabou alugando o setor e conseqüentemente, a pelota.

A estratégia do Racing era: roubar a bola e agredir o Independiente pelo lado esquerdo. Zuculini, Lucero e Maxi Moralez investiriam no deficiente setor direito da defesa rival. Cláudio Borghi quebrou a cabeça, e ainda quebra, para encontrar um substituto do lesionado Fredes, na gloriosa lateral-direita. Tentou com Moreira, e deu com os burros na água. Improvisou Ledesma e nada feito. Então apelou para a famigerada linha de três, com Matheu como zagueiro-lateral pela direita, e Ledesma na cobertura, como volante-lateral pelo mesmo setor.

O Independiente atacava com três atacantes: Federico Higuaín, aberto pela esquerda ficava sob a guarda de Franco Sosa, onde foi sutilmente controlado durante todo o primeiro tempo pelo lateral racinguista. Gandín, aberto pela direita, sob a marcação de Schaffer, também fracassou. Leonel Nuñez, foi o homem fixo na área, ficou aos cuidados dos centrais racinguistas, Mercado e Cáceres. O ex- Argentinos Juniors, era um mero espectador do clássico, tendo que sair da área para gerar situaçoes.

Montenegro, atuava como meia-atacante, o famoso 1 do Zagallo. O médio-volante Yacob, era o responsável por custodiar-lo, e o jovem volante-central se saiu melhor que a encomenda.
Lucas Mareque, atuava como lateral-volante, subindo constantemente ao ataque pelo setor esquerdo. O Garoto Prichoda, retrocedia alguns metros para marca-lo. Foi por este setor que nasceu o gol do Independiente, em um rápido contra-ataque. Montenegro, abriu pela esquerda, encontrando Mareque passando como um raio nas costas de Franco Sosa e Prichoda, e a cobrar. Rebote de Migliore e gol de Rolfi Montenegro.
Ledesma avançava pouco ao ataque, e quando o fazia, era acompanhado pelo meio-campista Zuculini.

O setor defensivo do Independiente, tinha Lucas Pusineri como volante central, responsável por conter o talentoso Maxi Moralez. Sofreu bastante com o meia-atacante racinguista, antes que o mesmo sentisse uma velha lesão muscular e deixasse a cancha, quase aos prantos.
Mareque, ficava na responsabilidade de marcar os avanços do jovem Prichoda, onde obteve certa vantagem. Ledesma, além de cobrir o improvisado Matheu, era o responsável de marcar Zuculini. Matheu, atuando como zagueiro pela direita, batia com o meia- atacante Lucero.O uruguaio Guillermo Rodriguez, saia no bote pelo setor esquerdo da defesa, batendo literalmente com Lugüercio, sofreu no começo mas o controlou. Gioda, era o libero, atuando na sobra.

SEGUNDO TEMPO

Com o placar a favor e com o preocupante futebol apresentado, Bichi Borghi tentou reconquistar o meio-campo.Sacou seus atacantes extremos(Gandin e Higuaín) e colocou os volantes, Calello e Toti Rios. Segurou Mareque como lateral-esquerdo e Matheu pela direita.
Callelo pela esquerda, Pusineri pelo centro e Ledesma pela direita, fizeram o trio de volantes. Montenegro, Rios e Nuñez, eram os únicos avançados. Com a entrada do colombiano Grisales no lugar de Nuñez, Montenegro ficou como único atacante. E o rojo, pagou caro por esta decisão.

Com este panorama, o treinador racinguista liberou seus laterais ao ataque. Franco Sosa pela direita e Schaffer pela esquerda. Colocou mais um atacante, o jovem Sanchez Sotelo e terminou o jogo com três meias ofensivos: Zuculini pela direita, Leandro Gonzalez pelo centro e Arrieta pela esquerda. Lembrando, que o Racing perdeu na primeira metade do segundo tempo, o meia Maxi Moralez.

Foi assim que o Racing sufocou o Independiente em busca do empate. Teve o domínio da posse de bola, mas tinha seu impulso cortado. Ora pelo cansaço físico, ora pela falta de qualidade técnica de seus jovens jogadores. E o merecido empate não saia, e parecia que jamais sairia. No entanto, os deuses do futebol apareceram no Cilindro de Avellaneda, para dar justiça ao clássico. Após pelotazo(chutão) do zagueiro Mercado, a cabeça de Sanchez Sotelo sutilmente ajeita a bola, servindo de assistência, no famoso: Seja o que deus quiser.Eis que o lateral-direito Franco Sosa, pinta como o Careca em 86 na área vermelha, para fusilar Assmann, e desatar a loucura acadêmica em Avellaneda.Sem mais para destacar, maestros. Me despido e desejo uma ótima semana futeboleira. E tenho dito...


FLACO BIGLIAZZI

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

ARBITRAGEM DE AMARGAR

Praga do dia: que você tenha suas partidas apitadas por Jailson de Freitas pro resto de sua vida. Caso você não leia o texto, praticamente, de hoje...

Amigos, todos nós sabemos que futebol é programa obrigatório das noites de quarta. Eu reservei a minha para assistir o clássico do Beira-Rio, Internacional e Palmeiras, pela Rede Globo. Os alternativos tinham outras opções: Estudiantes e Independiente, pela Sportv 4(!) além de Ipatinga e Santos pela TV Bandeirantes.

Pois bem, vamos ao sul...

Com 2' de partida eu já estava começando a me arrepender da escolha. Em faltinha à brasileira, dois palestrinos se aproveitam da linha de impedimento colorada e aparecem livres para balançar as redes. Mas o auxiliar Alessandro Matos marcou o que ele acha que pode ter acontecido, assim como fez no restante da partida. Errou. Aos 3', o belo passe de Martinez encontra Mineiro sem marcação dentro da área, o avante cai na disputa com Clêmer e o juiz, sem razão, não hesitou ao assinalar a penalidade. Mineiro cobrou com paradinha, pra variar, e abriu o marcador.

O jogo seguia, na medida do possível, pois o bahiano Jailson de Freitas tratava de parar o jogo a cada minuto(foram 28 faltas em 47 minutos jogados). Quando a bola rolava, a Globo nos trazia o comovente patriotismo olímpico. Em suma, não consegui ver o primeiro tempo com a atenção devida. Por sorte, a Sportv 4 transmitia oum clássico argentino pela Copa Sulamericana.

Enfim, o Palmeiras esteve melhor até os 20', quando Jumar dá carrinho limpo em investida de Marcão. Novamente Jailson erra e marca falta. Na cobrança Alex encontra Índio livre de marcação para empatar. No minuto seguinte um lance para ilustrar o que Tite espera desse novo Inter: tiro de meta cobrado por Clêmer, Nery desvia para Nilmar, que domina e toca para Alex finalizar bonito de fora da área. 2 – 1.

O Inter melhora na partida e Alex é o condutor. Aos 30' o camisa 10 inicia jogada no campo defensivo e toca para o Andrés "cabeção" D'Alessandro, o argentino cadencia e encontra Alex chegando de frente, mas finaliza nas mãos de Marcos. No lance seguinte, outra falta inexistente é assinalada e quase a equipe paulista chega ao empate em cabeçada de Kleber. A partir daí alguma coisa interessante acontecia no vôlei, mas não demonstrei receio e sintonizei o Sportv 4. Ufa!

No fim da primeira etapa protesto de Luxa, Tite e o coro da razão: "ei juiz, vai tomar no cú". Pelo menos não era só eu que estava amargurado com a arbitragem.

No segundo tempo o jogo melhorou, mas o juiz seguiu o critério emputecedor. Aos 15' Jéci disputa e ganha a bola de Nilmar, porém Jailson de Freitas estava ali, com a autoridade. Cabeção na assistência e Índio na artilharia. Tranqüilo, com os 3 – 1, o Inter impôs bem o seu jogo. Marcão, Índio e Bolívar formavam o trio defensivo. Nery e Guiñazu pela esquerda, Rosinei e Magrão pela direita davam uma necessária proteção aos zagueiros. Alex e Cabeção se encarregavam de criar chances para Nilmar. A chave desse time futuramente será a polivalência de jogadores como Marcão, Rosinei, Nery, Alex, além do compromisso tático de D'Alessandro. Por vezes o esquema variava do 3-4-2-1 para o 4-4-2, para que Marcão pudesse atacar e fortalecer ainda mais o lado esquerdo colorado.

Alex deu lugar a Taison e o ritmo do Inter seguiu igual. Agora D'Alessandro tomava as ações para os sulistas. Nos 28', o Inter cobra escanteio na frente da Camisa 12 colorada, sai trabalhando a bola e Índio desvia o chute de Maycon, hat-trick. O auxiliar Alessandro Matos, árbitro FIFA, erra novamente e anula o 3º gol do camisa 3 colorado. Pior que Jaílson só o Alessandro mesmo. Pois bem, o jogo está ganho, mas não é pra avacalhar. Tite reclama e é premiado com uma tarjeta roja, sem lero-lero, rojadirecta.com pra Tite, e pra todos que não agüentam mais as lamentáveis transmissões globais. Ah, www.virtualsport.tv, também é muito recomendável para acompanhar o brasileirão.

Tite expulso e Luxa no coberto para não molhar o seu terninho, pois a chuva castigava nesse momento. Aos 38' Denílson rouba a bola de Taison, mas incrivelmente o juiz viu falta. Na seqüência, o quarteto Marcão, Nery, Guinãzu e D'Alessandro trabalham a bola em toques curtos, D'Alessandro enfia boa bola para Adriano que corta e chuta, Marcos dá rebote para Taison marcar o 4º do Inter. Mesmo influenciando diretamente em 4 dos 5 gols, o juiz não demonstrou abatimento e seguiu mostrando cartões inacreditáveis, como os de Marcão e Martinez. Desse jeito tem que mudar de 3 pra 8 cartões amarelos por suspensão.

Apesar de tudo, o Inter agradou tática e tecnicamente, também na suplência. No domingo espero acompanhar Internacional e Flamengo para conferir se o time mantém o padrão de jogo. Os gaúchos contam com um lado esquerdo muito forte, mas seria de fácil marcação um time tão previsível. A esperança é a de que Rosinei encontre o entrosamento ideal com Magrão, D'Alessandro e Nilmar dando dinâmica a esse qualificado time.

Hoje o colorado está com 29 pontos, a 8 da zona da Libertadores e 15 do título, estão pagando o preço de se montar uma equipe no decorrer da competição, mesmo assim acredito que o Internacional deva chegar entre os primeiros. Ainda restam 51 pontos a serem disputados...
TIAGO ZAU

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

PIZARRÓN DEL FLACO: CEROULAS E DESCULPAS ESFARRAPADAS

O filosofo Jardel tinha razão: Clássico é clássico, e vice e versa. Sendo assim, e assim sendo, venho aqui, por meio, dessas bem traçadas linhas, comunicar que terminei de analisar o eminente super clássico olímpico. Encontro coronário, de arrepiar pentelho de cadáver em qualquer IML, no Brasil, e também na Argentina. E vamos e venhamos: Matar o trabalho de manhã é uma delícia. Ainda mais com sucrilhos e capuccino ao lado, e super clássico na telinha, é claro. Sem delongas,vamos ao desenho tático e os possíveis confrontos individuais que irão marcar a peleja:

BRASIL

--------------------------------RENAN----------------------------
--------------------A.SILVA-------------BRENO------------------
RAFINHA---------------------------------------------MARCELO
-------------------------------LUCAS-----------------------------
----------------ANDERSON-------------HERNANES-------------
-------------------------------DIEGO----------------------------
-------------------------------------------------------R.GAÚCHO
----------------------------R.SOBIS------------------------------

ARGENTINA

--------------------------ROMERO-------------------------------
---------------PAREJA--------------GARAY---------------------
ZABALETA--------------------------------------------MONZON
--------------GAGO----------------MASCHERANO--------------
-------------------------RIQUELME------------------------------
--------------MESSI-------------------DI MARIA----------------
---------------------------AGÜERO------------------------------

Os laterais farão um duelo a parte, que a principio é favorável ao Brasil.A vocação ofensiva não é o forte da escola argentina de laterais. Monzón e Zabaleta são bem burocráticos no apoio ao ataque, levando uma seria desvantagem em relação a Rafinha e Marcelo.
Rafinha x Monzón: O Lateral-direito canarinho leva vantagem sob o garoto do Boca Juniors, porém sofrerá muito com as investidas de Di Maria pelo setor. Lionel Messi, na ultima partida frente a Holanda, se deslocou constantemente pelo lado direito da defesa laranja, e foi justamente por ali, que saíram os dois gols argentinos. Mais problemas para o jogador do Hertha.
Monzón não terá vida fácil, além de controlar as investidas de Rafinha, estará no setor de marcação junto a Gago e Mascherano, onde estará Hernanes e Diego. Dura missão, para o pibe boquense.

Zabaleta x Marcelo: Zabaleta não é um jogador talentoso, longe disso, mas fecha bem o lado direito da defesa albiceleste. Terá uma missão duríssima, além de bater com o talentoso Marcelo, um tal Ronaldinho Gaúcho o infernizará pelo setor.
Marcelo também não terá vida fácil. Messi cairá pelo seu setor, e o lateral do Real Madrid já demonstrou que não tem muita disposição para marcar.

Riquelme x Lucas: Román não está atuando de forma convincente nestas Olimpíadas. Lucas vem numa crescente a se destacar, foi o melhor do Brasil nas quartas de finais. Terá uma missão complicada, ainda mais se o craque xeneise estiver num dia inspirado, como costuma acontecer nos grandes embates do camisa 10. Mesmo assim, Lucas é o homem certo para deter Riquelme, quem levará a melhor??. Nem Mãe Dinah para responder.

Mascherano x Diego: Neste duelo, o volante argentino tem uma eminente vantagem. Diego que vinha atuando bem na primeira fase, teve um jogo para o esquecimento contra Camarões. Muito irão dizer: “Mas e o passe no primeiro gol?”.Pois bem, não há mal que dure pra sempre. Mascherano impecável no meio-campo(alias, como sempre). Um Leão no meio-campo, recuperando a posse de bola com uma facilidade impressionante. Vida dura para o ex-santista.

Gago x Ronaldinho Gaúcho: Por incrível que pareça. Vejo vantagem para o meio-campista argentino. Gago vem atuando de forma impecável ao lado de Mascherano. Roubando bolas e saindo com muita qualidade no passe. Se Ronaldinho ficar preso na faixa esquerda do campo, será presa fácil para o volante madrilenho.

Anderson x Messi: Eis o duelo mais esperado do jogo. Anderson terá a tarefa de deter a pulga argentina, que esta jogando o fino nesta Olimpíada. O atacante do Barcelona, vem atuando como meio-campista, dando passes milimétricos para Di Maria e Agüero; A sua movimentação é incrível, começa sempre pelo lado direito do ataque. Ora fora da área, ora pela esquerda. Anderson estará no setor, onde Messi começará a partida, será importante a ajuda de Marcelo para detê-lo. Porém, o talentoso volante do United, poderá complicar o sistema defensivo argentino, quando for ao ataque auxiliar Ronaldinho Gaúcho pelo lado esquerdo.

Hernanes x Di Maria: Outro duelo interessante. Hernanes deverá ficar mais preso pelo lado direito do meio-campo brasileiro, auxiliando Lucas no combate a Riquelme e cuidando pessoalmente do bom meia-atacante Di Maria. Vantagem para Hernanes, que além de ganhar a maioria dos seus duelos, sai com muita qualidade para o ataque. Messi e Di Maria se entenderam muito bem por este setor do campo. Rafinha, Hernanes e Lucas terão que se desdobrar para evitar as tramas argentinas, que tanto lastimaram a defesa holandesa no último sábado.

Amigos, preparem as ceroulas e a desculpa esfarrapada. Pois não ver esse Brasil x Argentina, será de amargar. Tudo bem que não sou um Lambrusco, mas frisarei: Vamos, todavia.

FLACO BIGLIAZZI

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

FESTA DE DEBUTANTES( APERTURA 2008)

Amigos, eis a verdade:Isso não esta certo, nem aqui e nem na China. Não venham taxar, este prestigioso colunista, de anti-esportista e futeboleiro incorrigível. Mas é de cair o cabelo, ver tantas derrotas dos esportistas do terceiro mundo. Ligo a televisão e me deparo com a gloria dos gringos e o choro dos briosos canarinhos. Por tanto, vamos falar de futebol, pois aqui quem manda somos nós.
Mas como amargura é coisa de outro mundo, não irei homenagear, como na semana passada, o Mc Edmundo. Venho aqui, informar sobre a primeira rodada do Apertura Argentino, que teve uma elevada média de gols(2,3 gols por partida), e atuações dignas de nota.
Como, por exemplo, os estreantes goleadores. Facundo Sava, para delírio do Arsenal e dor de cotovelo dos racinguistas, fez logo dois gols na sua estréia em Sarandí, no triunfo de 3x0 do time de Grondona sobre o Argentinos Juniors. O colombiano Jairo Catillo, foi outro que anotou um “doblete” em sua estréia pelo Godoy Cruz, na vitória dos mendocinos frente ao Banfield por 2x1. O ex- Boca, Mauro Boselli também mostrou que vai dar o que falar jogando pelo Estudiantes. Assinalou dois gols na derrota frente ao Rosário Central, o segundo do meio de campo, surpreendendo o arqueiro rosarino. Outra estréia que abalou as estruturas do futebol argentino, foi a do uruguaio Robert Flores. Meia, do River Plate, que fez o gol de empate do conjunto millonario em sua visita ao Colón de Santa Fé. A sua atuação serviu, para dar inicio a comparações exageradas, com outro ídolo charrua que fez história em Nuñez. Nada mais, nada menos, que Enzo Franscescoli. Quem viver, verás...

RESUMO DA PRIMEIRA RODADA

O torneio teve início com a peculiar vitória do San Martin de Tucumán, que bateu o Huracán por 2x0, com gols do veterano Turdó(após linda linha de passes, e desatenção descomunal da defesa rival) e do zagueiro Monge. O San Martin deu mostras de que poderá cumprir um papel digno neste campeonato, mesmo sabendo que terá que brigar muito para escapar do fantasma do rebaixamento, que assombra os recém-ascendidos a máxima categoria do futebol argentino. O Huracán, sem querer ser mãe Dinah, terá um futuro dos bravos. Perdeu seus principais jogadores(Franzoia, Eduardo Dominguez, Turco Zarif, Hugo Barrientos e Barovero) e como vimos nesta peleja inicial, vai depender exclusivamente da raça dos garotos da base, e do aguante da sua fanática torcida. A promoción é um perigo latente em Parque Patrícios, levando em conta sua média que é a oitava pior dos vinte clubes da primeira divisão.Força Globito.
Ainda na sexta, o Gimnasia La Plata recebeu o Newell’s Old Boys em seu estádio. E para desespero da metade azul de La Plata, o conjunto tripero foi derrotado por 1x0, com gol do lateral German Ré. Apesar de ser começo de temporada, a torcida do Lobo platense, já começa a fazer contas. O Gimnasia é o pior colocado na zona de promedio, e o nível futebolístico mostrado na primeira rodada, é de arrepiar cabelo de cadáver em qualquer IML da capital bonaerense(Cidade de La Plata, Capital da Província de Buenos Aires). O Newell’s Old Boys, vem de fazer uma campanha aceitável no ultimo campeonato. Apesar disso, sua situação não é das mais favoráveis, levando em conta sua baixa média de pontos nas ultimas três temporadas(é o décimo quinto no promedio). O conjunto leproso, aposta na tradição de revelar bons jogadores, e na experiência de jogadores rodados como German Ré e Schiavi . Promessa de uma campanha digna para escapar de vez da degola.
No sábado o supra-sumo da rodada. Rosário Central e Estudiantes realizaram um encontro coronário no Gigante de Arroyito. O Central abriu 2x0 com gols de Zelaya e Danelón. No ultimo lance do primeiro tempo, Mauro Boselli descontou, dando esperança ao conjunto de La Plata. No segundo tempo, Killy Gonzalez ampliou para o Central, com uma bomba da entrada área, golaço. Esqueceram de avisar ao goleiro “canalla”, Broun para voltar ao arco depois do festejo. E se Deus perdoa, Boselli não. Na saída de bola, com um tiro de 50 metros, o artilheiro do jogo diminuiu para 3x2.recontra Golaço. E ficou nisso, os rosarinos deixaram uma boa imagem neste jogo inicial. Há de levar em conta, o esforço econômico que o clube fez, para repatriar Equi Gonzalez e para contratar a jovem promessa do Huracán, Franzoia. O Central tem potencial para ser a surpresa do torneio. Com jogadores experientes e identificados com o clube, pode escapar de vez da zona da degola(é o décimo quarto na média das ultimas três temporadas, que definem os rebaixados). O Estudiantes é um dos favoritos ao título. Manteve a base, conduzida futebolisticamente pelo craque Verón e ainda trouxe belos reforços ofensivos( Gata Fernandez, Calderón e Boselli). O Pincha pode dar pelea, para o sofrimento ainda maior dos torcedores do Gimnasia.
Arsenal e Argentinos se enfrentaram em Sarandí. Vitória do conjunto local, 3x0. Estréia triunfal do ex-Racinguista, Facundo Sava. Papu Gómez completou a festa. O Arsenal, que não está ameaçado pelo rebaixamento, pode desfrutar dessa tranqüilidade, para realizar boa campanha neste Apertura, sob o comando do ex-comentarista e meia do Independiente, Daniel Garnero. O Argentinos Juniors está na mesma situação do seu rival na primeira rodada. Goza de tranqüilidade e de bons valores ofensivos, como Peñalba, Hauche e Rengo Diaz. Os bichos vermelhos do bairro de La Paternal, poderão surpreender?. Quem verás, viver...
Outro estreante brilhou na primeira rodada. Foi o Godoy Cruz de Mendoza, que venceu como visitante em Banfield, por 2x1. Com gols do atacante colombiano, Jairo Castillo.Nicolas Bertolo, anotou o empate transitório do time local. O conjunto da terra do vinho, como todo recém-ascendido, tem como meta escapar do perigo eminente de rebaixamento. Apesar da brilhante vitória na estréia, não terá vida fácil. O Banfield, é uma incógnita, do tamanho do cabelo de seu arqueiro Luchetti. Perdeu Cvitanich para o futebol europeu,e poderá sentir muito a falta do seu artilheiro na luta por manter a categoria.
O jogo que encerrou a rodada de sábado, foi também o mais decepcionante. Vélez e Independiente não saíram do zero no José Amalfitani. Apesar disso, as duas equipes prometem brigar pelo titulo. O Rojo de Avellaneda, comandado por Cláudio Borghi, tem uma proposta de jogo interessante. Tratar bem a bola é o lema de Borghi, principalmente pelo lado direito com Fredes e Rolfi Montenegro. A incorporação do jovem Lionel Nuñez poderá ser importante, para suprir a ausência de Dennis, que partiu para a Velha Bota. O Vélez se rearmou bem para o Apertura. Trouxe o bom atacante uruguaio Hernan Lopez, além do meio-campista Somoza. Portanto, abram o olho com o Fortin de Liniers, nenes...
O River Plate debutou com um bom empate em Santa Fé. Saiu em desvantagem, com gol de Alejandro Capurro. Os comandados por Cholo Simeone, empataram no segundo tempo, com gol do uruguaio Robert Flores. O Atual campeão argentino, deve sofrer para defender o titulo, já que seu rival eterno dará prioridade ao certame nacional neste semestre. A traumática saída de Ariel Ortega poderá ser um obstáculo, veremos nas próximas rodadas a real situação do conjunto de Nuñez. O Colón se reforçou bem para está temporada, e tem obrigação de realizar boa campanha, pois sua situação é bastante incomoda na tabela de promedio(décimo sétimo, jogaria a Promoción).
Racing e desespero, parecem que andam lado a lado. Ninguém em Avellaneda esconde a triste situação do clube. A meta é escapar do rebaixamento, custe o que custar(pouco de preferência, pois o clube esta falido e em situação institucional calamitosa). E para desgosto da sua famosa torcida, a Academia perdeu em casa na estréia para o Lanús. 2x0, gols do artilheiro José Sand. Os jovens jogadores não souberam consumar o domínio racinguista e pagaram caro.O Lanús, manteve a base que conquistou o Torneio Apertura em 2007. A única baixa, foi o atacante Lautaro Acosta, que partirá ao velho mundo, após a participação argentina nas Olimpíadas. A campanha granate é uma tremenda incógnita, já que no ultimo torneio, com este mesmo time, o futebol apresentado foi desalentador, como diria Nelson Rodrigues: foi o anti-Lánus . Qual Lanús veremos?. Eu não me habilito a dizer.
O San Lorenzo perdeu em casa para o Tigre, 1x0. Gol de Jonathan Blanco. O Tigre não cansa de surpreender os apreciadores do futebol argentino. Os jovens talentos comandados por Diego Cagna, seguiram mostrando a personalidade da ultima temporada?. Pelo que vimos domingo no Nuevo Gasômetro, não é de se duvidar. O ciclón não me apetece. Perdeu Ramon Diaz e D’alessandro, e apesar de ter um bom plantel, não o vejo como favorito. Bergessio e Cia, terão que fazer um esforço parecido ao daquela noite histórica no Monumental para levar a taça a Boedo.
O Boca sofreu no domingo frente ao Gimnasia de Jujuy. O primeiro tempo, foi de amargar chimarrão de gaúcho, 0x0 e sono.No segundo tempo, com a entrada de Gracián e Noir, o Boca foi o velho Boca. O Favorito ao titulo, se deu ao luxo de desprezar a ausência de seu grande craque, que serve a seleção olímpica. Palermo foi um show, participou de 3 dos 4 gols da tarde. O Primeiro foi de Noir. O Segundo de Gracián. O Terceiro de Battaglia. O colombiano Vargas, fechou a goleada em La Bombonera. O Gimnasia de Jujuy, que mostrou muita disposição do primeiro tempo, sucumbiu ao talento xeneise na etapa complementar.O lobo jujenho, terá uma vida complicada nesta temporada. Ocupa a penúltima posição na tabela de promedios, acima apenas dos primos platenses. Eis os gols da primeira rodada: http://www.youtube.com/watch?v=mNourBfHGHk

A segunda rodada terá inicio nesta sexta(15/08): as 19 horas se enfretam Estudiantes e Banfield, no Estádio Ciudad de La Plata. As 21h10, o Independiente recebe o San Martin de Tucumán no Cilindro de Avellaneda.
Argentinos Juniors e Vélez abrem a rodada de sábado, ás 16 horas no Estádio Diego Armando Maradona. Gimnasia e Colón se enfrentam em Jujuy, as 18h20. No mesmo horário, Tigre e Arsenal se chocam no Monumental de Victoria. Godoy Cruz e San Lorenzo fecham a rodada de sábado, as 21h10 no Estádio Mundialista de Mendoza.
No domingo, River e Central prometem fazer o melhor jogo da rodada. A Partida será disputada no Monumental de Nuñez, com transmissão da Fox Sports, as 16h20. O Lanús tentará sua segunda vitória, recebendo o já desesperado Gimnasia de La Plata, as 14h10. Huracán e Racing fazem o clássico que fecha a rodada. Peleja marcada para La Bombonera, as 18h30. Lembrando que o Huracán tem o seu campo interditado pela prefeitura de Buenos Aires, por motivos de segurança. O Boca não atuará nesta rodada, pois estará em Barcelona disputando a Copa Joan Gamper, e cederá seu estádio ao Huracán. Promessa de “buen futbol”??. Veremos, a desfrutar papá, e tenho dito...

FELIPE BIGLIAZZI

É TOCO Y ME VOY, TÁ LIGADO MANO?


Vamos e venhamos: O Doutor Drauzio Varella tinha mesmo razão, não esta morto quem pelea. E assim sendo, e sendo assim, venho aqui brindar o colunista Tiago "Pipo" Zau, pela iniciativa de abrilhantar este blog. Para o deleite dos nossos leitores, sua primeira Crônica, entitulada: .É TOCO Y ME VOY, TÁ LIGADO MANO?. Leia na integra.

Amigos e amigas, bicicleteiros, juizes e retranqueiros, todos devem ler os pipacos do pito. Acorda aí mermão!

Os líderes da segundona, Corinthians e Avaí, se encontraram ontem no estádio da Ressacada, na belíssima cidade de Florianópolis. Mais um teste para o famoso Leandro Vuaden. Mais um motivo para não desgrudar o olho da telinha. Apesar das reclamações de Mano Menezes, a arbitragem foi como deveriam ser todas: Falta-é-falta e futebol-não-é-ballet. De acordo Right?
– está acerto o juiz.

Ok, mas eu quero falar de bola. O gaúcho do parque não poderia contar com os titulares Felipe, Chicão e Fabinho, além de Saci que vem entrando com regularidade. Assim a equipe entrou com Júlio César; Carlos Alberto, Ferreira, Willian e André Santos; Nilton, Elias, Lulinha e Douglas; Dentinho e Herrera. A diferença foi que dessa vez o lulinha jogou mais recuado, buscando jogo no meio e ajudando na marcação junto a Elias e Carlos Alberto. Mas por vezes, principalmente com o 0-0, ele apareceu bem pela ponta direita como vinha jogando nas ultimas partidas. O Mano ausentou o Douglas de marcação, exigindo assim que Herrera e Dentinho fizessem a marcação pelo lado esquerdo, com Nilton e André Santos. Ofensivamente o alvinegro aparecia bem com as subidas dos laterais. Os atacantes pouco produziram, Herrera perdeu duas claras e Dentinho, de espírito olímpico, não parava de mergulhar na grama molhada. Douglas novamente esteve bem marcado e sentiu dificuldades para sair da marcação. Mesmo assim o camisa 10 anotou o tento do timão, num ótimo cruzamento de André Santos, que deveria centralizar menos e jogar mais pela linha de fundo com o Dentinho. Douglas ainda puxou um belo contra ataque, passando por quatro e deixando Herrera em clara condição de definir a partida, mas o argentino pegou mal, de carrinho e a coitada saiu lentamente à linha de fundo. Nilton era o dono do jogo pelo lado corinthiano, marcava muito forte e se apresentava na intermediaria ofensiva. Surpreendendo a defesa adversária, Nilton passou por 3 avaianos e invadiu a área, mas faltou a mesna pegada da direita na canhota.

O Avaí buscava jogo e fazia uma partida equilibrada. Mesmo quando esteve com o placar adverso, os comandados de Silas colocaram a bola no chão e trataram de criar boas jogadas. As melhores passavam pelos pés Válber e Marquinhos, autor de um passe romanesco para o centroavante, passando por 4 alvinegros. Porém a dupla de ataque, Costa e Odair, era o problema conhecido da torcida avaiana, que desde o início exclamava por "Evando! Evando! Evando!". Na segunda etapa o pedido foi ouvido por volta dos 10'. Silas mostrou que o Avaí não está em segundo lugar por acaso. Conhecendo a dificuldade de marcação do André Santos, sacou o lateral esquerdo colocando um zagueiro, liberando o lateral direito Ferdinando. O jogo do Avaí passou a concentrar-se pelo flanco direito, com investidas de Válber, Marquinhos e Ferdiando. Evando incomodava muito dentro da área. E foi numa dessas investidas que o Avaí chegou ao empate. Quase aos 40' do segundo tempo, Marquinhos coloca Ferdinando em boas condições para alçar na área. Evando, mais esperto que Ferreira, consegue emendar uma bicicleta no cantinho direito, invadindo a privacidade do arqueiro alvinegro. Ao final, o protagonista da noite estava visivelmente emocionado enquanto concedia entrevista aos repórteres. Eis o golaço de Evandro: http://www.youtube.com/watch?v=-6-SfsZIdWo

Com pouco mais de 5' pra rolar, o jogo abriu. Batista fez grande jogada partindo do campo defensivo e parou em Júlio César. Marquinhos ainda encontrou tempo de deixar Odair na cara do gol mais uma vez, porem dessa vez o bandeira marcou mal o impedimento. Na ultima do timão, Herrera aparece bem, mas novamente sente dificuldade na finalização, cai e reclama de pênalti. Mano engrossou o coro e na coletiva argumentou contra o único juiz brasileiro, esses de futebol.

Por favor, alguém diz pro mano que não foi pênalti, que o André Santos não marca ninguém e que não se segura um resultado com 4 volantes? Tem que aprender com o Flaco.

Enquanto isso, no rádio segue tocando o velho reggae'n roll


TIAGO ZAU

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

CAMPEONATO ARGENTINO - APERTURA 2008/2009

Amigos, eis a verdade: Férias de inverno que não tem frio, e muito menos futebol, não é férias. Um precavido patriota irá me perguntar: “Mas e o campeonato brasileiro, não o satisfaz??”. Eu digo que não, falta o inglês(não o molho) e o argentino(pode ser um vinho, Cabernet Savignon de Mendoza, de preferencia).
Nunca foi tão fácil acompanhar o campeonato argentino. O tal do Roja Directa(http://www.rojadirecta.com/), mudou de vez a vida sociável dos fanáticos por futebol internacional.Podemos desfrutar e acompanhar, os campeonatos nacionais de quase todas as ligas importantes do mundo.
O Campeonato argentino é um caso aparte. O canal de esportes que detém o direito de transmissão(TORNEOS Y COMPETENCIAS), arma um esquema impar, para quem quer acompanhar o torneio na integra. Na sexta-feira, abre-se a rodada com dois jogos. O primeiro, as 19 horas, e o segundo, as 21horas. No sábado, temos três jogos no final da tarde e um exclusivo as 21 horas, sempre com um dos três grandes em ação(Racing, San Lorenzo ou Independiente).Lembrando que Boca e River, atuam sempre aos domingos no esquema pay-per-view(Codificado, como eles dizem em Buenos Aires, pelo canal TYC SPORTS MAX). Pasen y vean!.

Eis as 20 agremiaçoes, que disputam o principal campeonato de futebol da Argentina.


ARGENTINOS JUNIORS

Estádio Diego Armando Maradona( capacidade 24.000)
Representa: Bairro de La Paternal
Time Base: Torrito, Leandro Fleitas, Matias Carruzo, Andrés Scotti, Prosperi, Ortigoza, Mercier, Sergio Escudero, Rengo Diaz, Hauche e Peñalba
Diretor Técnico: Nestor “Pipo” Gorosito

ARSENAL

Estádio Humerberto Grondona “El Viaducto”(capacidade 18.300)
Representa: Bairro de Sarandí, na cidade de Avellaneda(Grande Bs As)
Time Base: Mario Cuenca; Darío Espínola, Mosquera, Matellán, Cristian Díaz; Sebastián Carrera, Carlos Casteglione, Cristian Pellerano, Yacuzzi; Alejandro Gómez e Facundo Sava.
Diretor Técnico: Daniel Garnero

BANFIELD

Estádio Florêncio Sola (Capacidade 35.000)
Representa: Banfield(Grande Bs.As)
Time base: Lucchetti, Galarza, Victor Lopez, Bustamante,Devaca,Nicolás Bertolo, Maximiliano Bustos, Walter Erviti, Civelli, Raymonda e Barrales
Diretor Técnico: Jorge Burruchaga

BOCA JUNIORS

Estádio La Bombonera (Capacidade 50.000)
Representa: Bairro de La Boca
Time Base: Caranta, Ibarra, Paletta, Cáceres, Morel Rodriguez, Battaglia, Vargas, Datolo, Juan Roman Riquelme, Palácio e Palermo
Diretor Técnico: Carlos Ischia

COLÓN

Estádio Cementerio de Los Elefantes (Capacidade 32.500)
Representa: Santa Fé
Time Base: Blázquez; Aguilar, Garcé, Crosa, Garnier, Falcón, Capurro, Rivarola, Chitzoff; Valdemarín e Ramírez.
Diretor Técnico: Antonio “Turco” Mohamed

ESTUDIANTES DE LA PLATA

Estádio Jorge Hirsch em reforma.Atuará no Estádio Único de La Plata
Representa: La Plata
Time Base: Mariano Andujár, Angeleri, Alayes, Desabato, Rodrigo Braña, Verón, Iván Morero y Fabianesi, Chino Benitez, Gastón Fernandez, José Luis Calderón e Mauro Boselli
Diretor Tecnico: Roberto Sensini

GIMNASIA Y ESGRIMA DE JUJUY

Estádio 23 de Agosto (Capacidade 23.000)
Representa: Provincia de Jujuy
Time Base: Nereo Fernández; Rocco, Loeschbor, Desvaux; Franco,Ricardo Gómez, Ramasco, Pieters, Ariel Montenegro, Carranza e Calandria.
Diretor Técnico: Omar Labruna

GIMNASIA Y ESGRIMA DE LA PLATA

Estádio Bosque de La Plata (Capacidade 24.000).
Representa: La Plata
Time Base: Gaston Sessa, Olmeño, San Esteban,Ariel Agüero, Iriarte, Alderete, Esteban González, Ignacio Piatti, Mariano Messera, Pampa Sosa e Juan Cuevas
Diretor Técnico:Guillermo Sanguinetti

NEWELL’S OLD BOYS

Estádio El Coloso del Parque Independência (Capacidade 38.000)
Representa: Rosário
Time Base: Germán Caffa, Pablo Aguiar, Schiavi, Insaurralde, Germán Ré, Machin, Bernardello, Pablo Pérez, Vangioni, Alejandro da Silva e Juan Ferreyra
Diretor Técnico: Fernando Gamboa

HURACÁN

Estádio: Tomás Adolfo Ducó (Capacidade 48.000) – Atuará no estádio do Argentinos Juniors. Seu estádio foi obrigado a passar por reformas de segurança
Representa: Bairro de Parque Patrícios
Time Base: Oscar Limia, Carlos Araujo, Pablo Goltz, Kevin Cura, Chiche Arano, LeandroDiaz, Gastón Esmeraldo, Castillo, Pastore, Colzera e Casartelli
Diretor Técnico: Cláudio Ubeda

SAN MARTIN DE TUCUMÁN

Estádio: La Ciudadela ( Capacidade 30.000) – Atuará no estádio de seu rival local, o Atlético Tucumán
Representa: Provincia de Tucumán
Time Base: Marcos Gutiérrez, Noce, Monge, Villavicencio, Solana, Serrano, Cantero, Leone, Patricio Pérez, Ibáñez e Turdó
Diretor Técnico: Carlos Roldán

GODOY CRUZ

Estádio: Malvinas Argentinas (Capacidade 21.000)
Representa: Provincia de Mendoza
Time Base: Ibáñez; Dutari, Franco, Sigali, Salomón,Barrera, Garipe,Martín Fabro, Aguirre; Leandro Caruso e Jairo Castillo.
Diretor Técnico: Daniel Oldrá

INDEPENDIENTE

Estádio Doble Visera – Atuará no campo do Racing Club. A Doble Visera passa por reformulação geral.
Representa: Avellaneda(Grande Bs As)
Time Base: Assmann, Fredes, Guillermo Rodriguez, Leandro Gioda, Lucas Mareque, Pusineri, Ledesma, Centurión, Rolfi Montenegro, Leonel Nuñez e Ismael Sosa
Diretor Técnico: Claudio Borghi

LANÚS

Estádio Ciudad de Lanús (Capacidade 46.000)
Representa: Lanús (Grande Bs As)
Time Base: Bossio, Graieb, Hoyos, Faccioli, Velázquez;Pelletieri, Diego González,Blanco, Valeri; Biglieri e Sand
Diretor Técnico: Luis Zubeldía

RACING CLUB

Estádio Juan Domingo Perón – Cilindro de Avellaneda( Capacidade 64.100)
Representa: Avellaneda(Grande Bs As)
Time Base: Martinez Gullota, Sosa, Aveldaño, Mercado, Shaffer; Prichoda, Yacob, Zuculini, Maxi Moralez; Lugüercio e Sánchez Sotelo.
Diretor Técnico: Juan Manuel Llop

RIVER PLATE

Estádio Monumental de Nuñez (Capacidade 65.600)
Representa: Bairro de Nuñez
Time Base: Juan Ojeda, Ferrari, Tuzzio, Cabral, Ponzio, Villagra, Ahumada, Abelairas, Robert Flores, Radamel Falcao e Diego Buonanotte
Diretor Técnico: Diego Simeone

SAN LORENZO

Estádio Nuevo Gasometro (Capacidade 37.000)
Representa: Bairro de Boedo
Time Base: Orión, Adrián González, Aguirre, Mendez, Acevedo, Rivero, Chaco Torres, Hirsig, Aureliano Torres, Bernardo Romeo e Bergessio.
Diretor Técnico: Miguel Angél Russo

ROSARIO CENTRAL

Estádio Gigante de Arroyito (Capacidade 41.600)
Representa: Rosário
Time Base: Jorge Broun; Danelón, Ribonetto, Braghieri, Jorge Núñez, Jesús Mendez, Leonardo Borzani, Killy González, Ezequiel González, Zelaya e Vizcarra
Diretor Técnico: Pablo Vitamina Sanchez

TIGRE

Estádio Monumental de Victoria (Capacidade 30.000)
Representa: Victoria e parte da Zona norte de Gran Buenos Aires
Time Base: Daniel Islas, San Román, Paparatto, Blengio, Arruabarrena; Blanco, Castaño, Giménez; Luna, Villegas y Lázzaro.
Diretor Técnico: Diego Cagna

VÉLEZ SARSFIELD

Estádio José Amalfitani (Capacidade 49.700)
Representa:Bairro de Liniers
Time Base: Montoya; Díaz, Tobio, Uglessich, Papa, Cubero, Somoza, Nico Cabrera, Zapata; Hernan Lopez e Santiago Silva
Diretor Técnico: Hugo Tocalli

PRIMEIRA RODADA

O recém ascendido San Martín de Tucumán, abre o torneio nesta sexta-feira(Dia 08) a partir das 19 horas, recebendo o Huracán no estádio José Fierro. A jornada de sexta, será completa, as 21h10, com a peleja entre o Gimnasia La Plata e o Newell’s Old Boys, que se enfrentam no estádio Bosque de La Plata.

No sábado(dia 09), as 16h10, o Arsenal de Sarandí receberá o Argentinos Juniors em seu estádio. As 18h10, o Banfield recebe o recém ascendido, Godoy Cruz de Mendoza. No mesmo horário, o Central recebe o Estudiantes de La Plata no Gigante de Arroyito. As 21h10, Vélez e Independiente se enfretam no Jose Amalfitani, neste que promete ser o melhor jogo da rodada.

No Domingo(dia 10) a jornada continuará com quatro partidas: Colón e River Plate, as 14h10, em Santa Fé . Boca e Gimnasia de Jujuy, as 16h20 em La Bombonera. Racing e Lanús, também as 16h20 em Avellaneda e San Lorenzo e Tigre, fecham a primeira rodada, as 18h40, no Estádio Nuevo Gasômetro.

Todos os jogos são emitido pelo site http://www.rojadirecta.com/. Ou no link: http://www.justin.tv/widgets/jtv_live.r8444.swf?channel=brujita_veron03

Com os links é possivel acompanhar os principais programas de futebol da Argentina, anote na agenda:
ESTUDIO FÚTBOL(TYC SPORTS): Segunda a sexta , 13 horas. Debates com partipação de famosos cronistas argentinos: Alejandro Fabbri, Gaston Recondo, Horacio Pagani, Gordo Palacios, Leo Farinella e Marcelo Guerrero
FÚTBOL DE PRIMERA(CANAL 13): Domingo , 22 horas. Compacto imperdivel com todos os jogos da rodada.
PASO A PASO(TYC SPORTS): Domingo, meia-noite. Programa que destaca os bastidores da rodada.

A desfrutar muchachos, a desfrutar...y tengo dicho

FELIPE BIGLIAZZI DOMINGUEZ

domingo, 3 de agosto de 2008

PERSONAGEM DA SEMANA: EDMUNDO

Amigos,eis a verdade: - só pode ser culpa desse maldito ano bissexto.O que se esperar de um ano, que além de ter um dia a mais, possui um seis a menos para virar o ano das bestas?!. Mas pensando melhor, vamos mudar de assunto, pois besta é coisa de idotas. Ou Vai que a ordem do dia, seja botar a culpa, no tal dos energéticos. Quem veras, viver!.
Hoje na fila do banco, meu amigo Mitevi queria saber, desaforadamente, e porque não dizer, indecentemente , quem seria o meu personagem da semana. Jogou um verde tremendo e começou a chutar, tentando o método da adivinhação como ultima esperança: “já sei, é o Dagoberto e sua volta por cima”, “ Muricy, o melhor técnico do Brasil”, “ Dercy Gonçalves”, “a crise na aviação argentina, esta na cara, meu caro”. Meu amigo Mitevi, parecia um apostador da loteca, e pior, da turma dos azarados e compulsivos. Todos seus chutes estavam equivocadamente longe da meta.
Meu personagem da semana, me remete a saudosa infância. Era terrível acordar naqueles domingos de choque-rei e saber que ele iria jogar. Meu pai sempre foi destro e comprova o Estadao aos finais de semana. Religiosamente cedo, após abrir a fabrica, trazias as noticiais quentinhas. O esporte bretão sempre foi o meu caderno preferido, ainda mais nos tempos de URV, Pé de uva e calçados ortopé-ortopé, tão bonitinho.
E-D-M-U-N-D-O, apenas lia essas iniciais na ficha técnica do choque-rei, e de minha jovem face, pintava uma férrica careta de preocupação. Um tormento o ex-vascaino.Rápido, habilidoso, genioso e genial. Polemico, briguento e irritantemente corajoso. Enfrentou quase todo o time do São Paulo em uma briga épica. Primeiro discutiu com a alta cúpula do Morumbi, que palpitavam o jogo a beira do banco. Depois, uma entrada criminosa, onde demonstrava toda a sua fúria.Alias, o animal que sempre teve o São Paulo engasgado ao longo de sua carreira, culminou este arrebato, armando uma batalha campal no Morumbi: um tapa na face do pequeno Juninho para intimidar. Um direto em André Luis, que gerou a ira de todos os jogadores tricolores e deste jovem torcedor.
O tempo passou, e o animal continuou armando das suas. Brigou com Luxembrugo, Antonio Carlos, Rincon, Luxembrugo denovo, Justiça, Câmeras equatorianas, Cristina Mortagua, Bernardo, Zandona, Romário, Eurico Miranda, Mascherano, Wilson Sousa de “São Paulo” Mendonça, Caio Junior, Antonio Lopez....ufa, ora pois, ufa.
Domingo no Morumbi, nos reencontraremos. Talvez pela ultima vez., e por isso nada mais justo, que fazer dele o meu personagem da semana.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

LA PROMOCIÓN A LA PUTA QUE LA PARIÓ

Hoje o dia amanheceu nublado, mas para mim o céu nunca esteve tão celeste e branco. Nem para mim e muito menos para os milhares de racinguistas, que por fim puderam desfrutar de um domingo de alegria. Que semestre maldito, poderia ter menos meses, menos dias, menos rodadas. São coisas de ano bissexto e tivemos que jogar a maldita promoción, essa que definiria a sorte de um clube que sofreu grave crise institucional e futebolística gerada pelo amadorismo da empresa gerenciadora que renunciou o apoio dos sócios e dos fanáticos torcedores para fechar-se em uma empreitada em que não podiam caminhar sozinhos.Estes só puderam contribuir dentro do campo e com inúmeras manifestações de repudio a Blanquiceleste e seu gerenciador Fernando de Tomasso.
Ontem eu acordei como se estivesse em 2001. A Argentina vivendo uma grave crise econômica e política, devido as tolas medidas do governo Kirchner(gestão publica não parece ser coisa de racinguistas) em relação ao conflito com os ruralistas que aguçou a já caótica inflação no país. Dentro desse deja vu, pude perseber que o Cilindro estava repleto, desde 2001 não o víamos tão bonito. Coloquei a minha camisa celeste e branca e sintonizei a gloriosa Justin Tv. Os 10 minutos iniciais foram coronários, o Racing não conseguir ser o dono da pelota, regalava a redonda sempre para os cordoboses. Era bicão pra cá, passe errado pra lá e pouca lucidez. Eis que uma jogada daria a noção que a má sorte das 19 rodadas e do jogo de ida haviam terminado.Após um “pelotazo” da defesa, o atacante do Belgrano ganhou na corrida de Mercado e de Cáceres e chutou rente ao poste de Martinez Gullota. O calvo arqueiro, tirou essa com o olhar e com seus escassos cabelos. O Grande momento estava por vir. Segundos depois viria a grande jogada racinguista do semestre. Matías Sánchez Trava, ganha a dividida e, no chão, da o passe para Maxi que avançou alguns metros em diagonal e tocou no meio para Sava. O Colorado, que não é o Chapolin, mas é astuto, viu que o “Enano” entrava na área, e deu um passe riquelmeano Livre de marcação, o camisa 10 encara, pensa, olha para o lado para saber se chega um companheiro mas percebe que ele mesmo é quem devia definir a jogada, e de direira ante a saída de Olave anota o gol da salvação. Golaço que o saudoso Jorge festeja lá no céu dizendo “ La promoción a la puta que la parió”. E temos como nunca dito...

FELIPE BIGLIAZZI DOMINGUEZ

quarta-feira, 4 de junho de 2008

PIZARRÓN DEL FLACO: SINTA A LIGA

De Drauzio Varela e Daniel Johnston, todo mundo tem um pouco. Os provérbios chineses e os velhos deitados já haviam dito, mas ninguém se importou. Mas como sou jornalista e tenho que ter uma postura crítica e séria, serei imparcial e deixarei esses casos sociais aos cuidados de Bono Vox e sua turma. Sem mais histórinhas sem graça, poia não é o meu forte, vamos ao que interessa pois o velho Flaco dará mais uma vez um tostão de seu Pizzarón, analisando o grande time desta edição da Copa Libertadores, a LDU de Quito.
Algumas pessoas pensam majoritariamente com o lado direito do cérebro.Isso não é para se levar em conta, mas quando falamos de patriotismo, esse detalhe esta para se destacar. Quando a Libertadores tem início, muitos comentaristas tupiniquins fazem média com os torcedores que almejam tocar o mais importante troféu do futebol sulamericano. No ritmo do carnaval, uma lista de favoritos é confeccionada. Seja ano bissexto ou não, os azarões são sempre os mesmos: Todos os times que não sejam brasileiros ou o Boca Juniors. Tirando o ufanismo e o puxa-saquismo que da audiência, esse raciocínio é lógico. desde que se analise o que vem realizando algumas equipes “marginais” nos últimos anos. É o caso da Liga Deportiva Universitária(LDU) de Quito que construiu uma base sólida nesta década, servindo muitos jogadores para a seleção equatoriana e fazendo boas campanhas nas ultimas edições da Libertadores. Há dois anos sob o comando do argentino Edgardo Bauza, a LDU chegou fortalecida para a disputa da Libertadores, devido ao enfraquecimento dos times brasileiros e argentinos e da renovação da sua base estrutural. O esqueleto do time foi formado no inicio da década por Ceballos, Campos, Urrutia e Ambrosi. Sem contar com os reservar Obregon e Franklim Salas que também servem a seleção. Essa base sólida contou com a incorporação de bons jogadores argentinos que por uma serie de fatores individuais não tinham mercado em seu país, é o caso de Araújo, Manso e Bieler. Além da juventude de Guerrón e Bolaños, peças fundamentais no esquema tático do time.

LDU(D.T EDGARDO BAUZA) 3-3-3-1

----------------------------------CEBALLOS-------------------------

--------------CALLE-------------ARAUJO------------CAMPOS------
-------------VERA---------------URRUTIA----------------AMBROSI

GUERRON---------------------- MANSO------------------BOLAÑOS

-------------------------------- BIELER-------------------------


O goleiro Ceballos não é dos mais seguros. Mas a sua experiência junto a seleção equatoriana e a ascendência sobre o grupo faz dele uma peça importante para a LDU.
A ultima linha é composta por três defensores. O argentino Norberto Araújo é o zagueiro da sobra e vem atuando de forma impecável nesta função. Pelo lado direito se posiciona Calle, que é o menos seguro dos três zagueiros, mas que tem um papel fundamental no esquema defensivo, já que os adversários costumam atacar pelo lado esquerdo do ataque com intuito de tirar o ímpeto do ponta-direita Guerrón, que é a principal arma ofensiva da LDU. Pelo lado esquerdo da defesa atua Campos, o defensor da seleção equatoriana faz às vezes de lateral direito, já que Bolaños e Ambrosi se mandam constantemente ao ataque deixando um buraco pelo seu setor.
Vera e Urrutia são os volantes da equipe. Urrutia atua mais como cabeça de área central. É o capitão da equipe e o responsável pela saída de bola da equipe e pela marcação da faixa esquerda do meio campo, quando Ambrosi se manda ao ataque. Pela faixa direita do meio-campo atua o ótimo Vera. O jogador tem um bom passe e a função de cobrir os avanços do ponta-direita Guerrón. Ambrosi fecha o meio-campo pelo setor esquerdo, é o mais ofensivo dos meio campistas, auxiliando Bolaños e Manso pelo lado esquerdo do ataque e retrocedendo alguns metros para ajudar Campos e Urrutia na marcação pelo seu setor.
A LDU talvez seja a única equipe da Libertadores que atue com dois pontas autênticos.O habilidoso Guerrón pela direita e o não menos veloz e sagaz, Bolaños pela esquerda. Guerrón foi a revelação do torneio e a principal arma ofensiva da LDU. Tornou-se a enxaqueca dos treinadores adversários, que se desdobravam em buscar formulas e marcadores para o deter.
Com liberdade total para jogar no ultimo quarto do campo atua o argentino Damian Manso. Baixinho ranheta, que conduz bastante a bola e tenta chutes venenosos da entrada da área. É o responsável em abrir o jogo para Bolaños e Guerrón e servir o único atacante de área que tem o time, o seu compatriota Bieler. O centroavante argentino conquistou a vaga de titular deixando o veterano Delgado na reserva. É um jogador apenas esforçado que se destaca pelo empenho e por certo faro de gol.

EU ANALISO

Os matemáticos dizem que o futebol não tem lógica e quem sou eu para descordar?!. Por isso mesmo, não aposto meu dinheiro em nenhum time nesta Libertadores. Isso não me tira o direito de analisar. E segundo meu pizarrón, nenhuma equipe foi superior a LDU neste campeonato. O Boca Juniors tem grandes individualidades e este gênio chamado Juan Román Riquelme, mas chegou a essa instancia da competição com grandes dificuldades. O ótimo trabalho coletivo e os 2.800 metros da altitude de Quito podem sim fazer da LDU, o primeiro time equatoriano a libertar a América, para que chorem San Martin e Dom PedroI. E dito cujo...

FLACO BIGLIAZZI

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O QUE ANALISAVAMOS... FINAL DA COPA INTERCONTINENTAL 2000

O QUE ANALISAVAMOS..., eis a questão. Por essas e outras, imaginei que teria que atacar de sentimentalismo futeboleiro pra cima do velho Flaco. Ele não deixaria de estudar e analisar os jogos atuais, para voltar no tempo e relembrar com quantos paus se leva um carro japonês.
Mais genial que a pauta em si, foi imaginar onde estaria e o que fazia no dia do jogo.Esse seria meu trunfo para convencer o Flaco O jogo inicial que o relembraremos é a final da Copa Intercontinental de 2000. Boca e Real Madrid disputaram o título num caloroso 28 de Novembro. Aonde estaria nesse momento?. Talvez com minha jovem namorada, indo na excursão do colégio para o Hopi Hari.Não descartaria o convite para uma visita ao Queens, muito menos a uma pizzinha do apocalipse, cheio de futuros rockstars andreenses. Mas o Flaco não, sagaz como só ele, o glorioso analista estava desfrutando e enriquecendo seus conhecimentos futebolísticos. E assim sendo, deixo com o mesmo a batuta para que ele possa dar um tostão do seu Pizarrón. Arrebenta Flaco.

Olá, como vão?.Tudo bem?.me alegro. Pois bem, começo a relatar o que foi esta final da Copa Intercontinental entre Boca e Real Madrid, partindo do desenho tático das duas equipes e dos duelos individuais que marcariam a partida.

REAL MADRID

--------------------------------CASILLAS----------------------------------
GEREMI---------HIERRRO---------------KARANKA-----------R.CARLOS
---------------MAKELELE----------------HELGUERA-------------------
----------------------------------GUTI------------------------------------
--------------------FIGO-----------------------MCMANAMAN
---------------------------------RAUL--------------------------------
BOCA JUNIORS

----------------DELGADO---------------------------PALERMO-----
---------------------------------RIQUELME-------------------------
----------------BASUALDO--------SERNA-----------BATTAGLIA-----
----MATELLAN---- TRAVERSO------------BERMUDEZ---------IBARRA
----------------------------------CORDOBA--------------------



OS DUELOS

O time do Real Madrid escalado pelo técnico Vicente del Bosque, tinha Raul isolado na frente, o que facilitou o trabalho dos zagueiros xeneises Bermudez e Traverso. Figo jogava bem aberto pelo lado direito, batendo na marcação de Basualdo, que retrocedia alguns metros para ajudar na marcação, e de Aníbal Matellán que jogou improvisado no setor justamente para anular as ações do português. Mcmanaman auxiliava Roberto Carlos na subida ao ataque, os dois batiam na dura marcação de Sebastián Battaglia, Serna e Hugo Ibarra. Guti teria muita liberdade pois Serna que seria seu marcador estava sempre na sobra da marcação sobre Roberto Carlos, mesmo assim pouco apareceu no jogo. Makelele e Helguera eram os responsáveis pela saída de bola da equipe. Makelele subiu bastante ao ataque ajudando o Figo nas ações ofensivas pelo lado direito.Sua marcação ficou aos cuidados de Basualdo. Helguera subiu pouco ao ataque devido aos avanços de Chelo Delgado pelo seu setor e pelas inúmeras subidas ao ataque de Roberto Carlos que forçavam Helguera a cobrir o lado esquerdo da ultima linha madrilista. Geremi subiu poucas vezes ao ataque, onde foi bem controlado por Basualdo, Matellan e Traverso .
Carlos Bianchi armou inteligentemente seu time para essa final. Um time que esperaria o Real Madrid para sair rápido nos contra-ataques, que seriam puxados por Delgado. O treinador argentino também apostou na genialidade de Riquelme para meter o passe final e para ditar o ritmo do jogo. Os laterais do time argentino eram nulos nas ações ofensivas. Matellan muito preocupado com Figo e Ibarra sofrendo com os avanços de Roberto Carlos nem passavam do meio-campo. A saída de bola ficava a cargo de Riquelme e Basualdo. Os dois jogavam quase na mesma faixa do campo, aonde batiam na marcação de Makelele e Geremi.No segundo tempo, Riquelme se posicionou mais na faixa central do meio campo, prendendo bola com maestria para desespero de Makelele, que sofreu um bocado com o talento do meia. No inicio do jogo Delgado caia pela ponta esquerda do ataque infernizando Geremi e Makelele. Mas logo iria se deslocar para o lado direito com a finalidade de prender Roberto Carlos na defesa, já que o lateral brasileiro incomodava Ibarra e Battaglia em seus avanços. Palermo ficava isolado entre Hierro e Karanka, pouco apareceu no jogo, mas quando o fez....a cobrar muchachos.
O Boca Juniors já não podia contar com Samuel e Arruabarrena que se foram a Europa. No lugar dos campeões sulamericanos, entraram Traverso e Matellán, respectivamente. O Real Madrid praticamente era o mesmo que meses antes havia conquistado a Champions League. Chega de prosa, vamos ao jogo maestros.

O JOGO

O Boca Juniors iniciou a partida pressionando muito a equipe espanhola com a finalidade de recuperar rápido a bola e evitar inconveniências defensivas. Mas quando o jogo ainda esquentava e os jogadores se estudavam, apareceu um passe magistral de Basualdo nas costas de Geremi e Makelele. Delgado dominou pelo lado esquerdo, teve tempo para pensar e executar um passe cirúrgico entre Karanka e Roberto Carlos, Palermo só teve o trabalho de empurrar pro barbante espanhol, tirando o primeiro zero do placar de Tóquio.1x0 Boca, logo aos dois minutos de jogo, nem o maior pessimista dos torcedores do River poderia imaginar tamanho golpe para a sua ilusão.
Após o golpe inicial, o Real Madrid tratou de se impor, pressionando muito o Boca e apostando nas primeiras investidas de Roberto Carlos pela esquerda e de Luis Figo pela direita. Mas os deuses do futebol resolvem aparecer neste tipo de jogo e quando o time espanhol se restabelecia em campo, uma jogada levou ao orgasmo futebolistico aos quase 5.000 torcedores xeneises que foram ao Japão apoiar o campeão da América.
Aos cinco minutos de jogo, Roberto Carlos bate o lateral, Helguera perde a pelota para Battaglia, que entrega rápido para Riquelme. Numa fração de segundos, os deuses do futebol entregam ao dez argentino uma porção mágica de Gerson. Roman faz um passe de quase 50 metros, a la canhotinha de ouro, nas costas de Geremi. Palermo corre como Jairzinho, e cruza no canto direito de Casillas. 2x0 Boca, a contundência argentina deixa atônita a prepotência européia, de que se poderia conduzir a final ao ritmo da castanhola e toro a unha.
Tudo que havíamos dito na analise anterior ao jogo mudaria. O Real Madrid obviamente adiantou todas as suas linhas, forçando o Boca a esperar em seu campo. Logo aos 7 minutos, Roberto Carlos faz uma linda jogada pela direita, iludindo Ibarra após um domínio excepcional com o peito e metendo um balaço no travessão de Oscar Córdoba, que até então era um mero espectador da final.
O time espanhol começava a rodar a bola com muita qualidade. De um lado para o outro, de Roberto Carlos pra Figo e vice-versa. Os volantes argentinos sofriam com os avanços e nem mesmo conseguiam armar os contra-ataques. Aos 11 minutos, após cruzamento de Figo pela direita, Ibarra afastou pessimamente de cabeça, Roberto Carlos dominou ganhando na corrida de Battaglia deixando o jovem volante argentino a ver navios de Hiroshima-Nagasaki. Bomba no ângulo superior esquerdo de Córdoba, e 2x1 no placar.
O Boca não conseguia ter a pelota e pressionado abusava de chutões e passes imprecisos. O Real recuperava rapidamente a posse da bola e tratava com critério as ações do jogo. Roberto Carlos era um terror para Ibarra e Battaglia, forçando Serna a ajudar na marcação pelo lado esquerdo. Aos 16 minutos, os sumidos Guti e Raul, fizeram uma linda jogada pelo meio da defesa boquense. Raul recebeu de Guti e tocou encobrindo o goleiro colombiano do Boca Juniors, que tirou mentalmente a bola de seu arco.
Aos poucos a pressão espanhola foi abaixando. As linhas espanholas foram retrocedendo como nos minutos inicias da partida. Riquelme voltou a aparecer no jogo, ditando o ritmo e sendo fundamental na valorização da posse de bola que tirava o ímpeto dos espanhóis.Makelele começava a sofrer com a técnica apurada do meia argentino para prender a bola no campo rival. Carlos Bianchi inteligentemente ordenou algumas mudanças de posicionamento do ataque xeneise. Delgado invertia de lado, passando a jogar pelo flanco direito do ataque, forçando Roberto Carlos a retroceder alguns metros para ajudar Helguera na marcação do perigoso atacante argentino.Martin Palermo ficou mais isolado pelo lado esquerdo do miolo de zaga, aos cuidados de Hierro. Riquelme se colocou pelo lado esquerdo do meio-campo e Basualdo caiu mais pelo centro. Foi assim que o Boca controlou o final do primeiro tempo, tendo apenas algum trabalho com algumas investidas surpresas de Makelele pelo lado direito.

SEGUNDO TEMPO

O inicio da segunda etapa começou da mesma forma. O Boca controlando as ações, tocando curto, sem muita objetividade mas tratando de deixar a bola longe de seu arco.Logo aos dois minutos, Hierro comete falta em Marcelo Delgado. Riquelme cobra com maestria no ângulo superior direito de Casillas, obrigando o arqueiro a fazer uma linda defesa.
O jogo se tornava frenético e um minuto depois veio a resposta madrilista. Após ótimo passe de Roberto Carlos( de grande partida), que colocou a bola entre Battaglia e Bermudez, Guti recebeu sozinho dentro da área e chutou pessimamente para fora.
Nos minutos seguintes o panorama do jogo ficava de acordo ao time espanhol. O Real Madrid pressionava muito com seus volantes forçando o Boca a recuar e esperar os espanhóis em seu campo. A armadilha de Carlos Bianchi estava pronta, só faltava uma imprecisão dos campeões europeus, que o contra-ataque com Delgado poderia lastimar o Real Madrid. Foi o que aconteceu aos 8 minutos. Delgado puxou um rápido contra-ataque, Palermo recebeu dele e devolveu em grande estilo, mas o atacante não conseguiu fazer o domínio.
A primeira metade do segundo tempo seguiu este ritmo. O Real Madrid pressionava, induzindo o Boca a dar chutões ou errar os passes. Os espanhóis eram donos do meio campo, tocavam bem a bola se aproximando da área argentina, principalmente pelo lado esquerdo com Roberto Carlos e Mcmanaman. O Boca tinha duas possibilidades, os contra-ataques com Delgado ou a bola parada de Riquelme.
Aos 21 minutos entrou Sávio no lugar de Mcmanaman. No melhor momento do inglês no jogo, o técnico Vicente Del Bosque apostou em Sávio, que atuaria bem aberto pela esquerda, jogando em cima de Ibarra. Riquelme tentava valorizar a posse de bola mas seus companheiros seguiam imprecisos, devolvendo a posse de bola com facilidade para o conjunto merengue e cedendo alguns infantis contra-ataques.Aos 31 minutos entrou Morientes no lugar de Makelele. O treinador espanhol,gastava sua ultima cartada, colocando mais um jogador de área para ajudar Raúl em possíveis cruzamentos. O desespero do Real Madrid era eminente, o time começava a forçar cruzamentos na área mas Bermudez e Traverso estavam impecáveis por cima.
A saída de Makelele fez com que o Real Madrid perdesse o meio-campo, que ficou a cargo do Boca. Riquelme começou a esconder a bola e a gastar o tempo com muita inteligência e categoria. O cansaço do time espanhol começava a aparecer. O time que havia insistido o jogo inteiro, virando a bola de um lado para o outro, já não tinha mais força. Riquelme valorizava a posse de bola a cada segundo, forçando os espanhóis a correr ainda mais para recuperar a pelota. Os 15 minutos finais de Riquelme são para guardar e rever. Muita pausa e Toco y me voy. O Real Madrid ainda tentou alguns cruzamentos com Figo mas já não havia mais tempo. Aos 43 minutos entrou Guillermo Barros Schelloto no lugar do brilhante Delgado, que junto de Riquelme foi a figura do Boca nesta final. Aos 47 entrou Burdisso no lugar de Battaglia apenas para fazer tempo. Mas a taça já estava na mão e como bem diz o velho deitado. Quem ri...quelme primeiro, valoriza a posse de bola e ri ainda mais ao apito final. E tenho dito...

EU ANALISO!
Esta seção pode servir para desmistificar alguns mitos futeboleiros, é se a carapuça serve, demonstrarei para aqueles que apontam La Bombonera e sua torcida como os principais fatores para o domínio continental do Boca Juniors nesta ultima década. Esse jogo que acabamos de destrinchar mostra quatro titulares que ainda fazem parte do atual plantel xeneise.São eles: Hugo Ibarra, Sebastián Battaglia, Juan Roman Riquelme e Martin Palermo. Isso sim explica o motivo para os êxitos esportivos do clube de La ribera. Os jogadores experientes, talentosos e vencedores dão sustentação para que as revelações das categorias de base vão se incorporando ao time de forma natural. Nesta época os jogadores mais experientes eram Chicho Serna, Bermudez, Basualdo e Delgado.Esta filosofia foi implantada no final dos anos 90, quando assumiu como técnico Carlos Salvador Bilardo e foi consagrada nas mãos de Carlos Bianchi. Esta formula foi mantida através de toda a década, e daí saíram os talentosos: Riquelme, Battaglia, Ibarra, Clemente Rodriguez, Nicolas Burdisso, Carlos Tevez, Fernando Gago, Ever Banega, Rodrigo Palacio, entre outros. E gerou para o clube: 4 Libertadores (2000,2001,2003 e 2007) 2 Copas Intercontinenal(2000 e 2003) e a tal mística copera que o persegue.já vinha frisando....

FLACO BIGLIAZZI