segunda-feira, 1 de setembro de 2008

UM CHOPPS, DOIS PASTEL E STARBUCKS

Amigos, o Doutor Drauzio Varella tinha mesmo razão: “Quem come manga todos os dias, após uma semana acabará chorando pelos cotovelos”. Sendo assim e assim sendo, venho aqui felicitar e porque não, brindar, o glorioso momento do futebol paulista.
Um exemplo para o resto do país: organização, civilidade, amor pátrio e erradicação da violência. E se o mineiro, só é solidário no câncer e no meio-campo com o Josué, o paulista sim, pode dar o ar de sua graça.

Ontem estive no Morumbi, e pude apreciar mais um belo espetáculo. Um pouco menos de 15.000 pessoas, foram ao imponente estádio tricolor para ver o grande clássico San-São. Só de lembrar que há décadas atrás, esse mesmo recinto era compartindo entre oitenta, noventa e as vezes(que horror!), cento e setenta mil pessoas, me da um profundo sentimento de nostalgia as avessas. Quero por meio deste espaço(cedido pelo magistral, porém um pouco professoral, Flaco Bigliazzi), citar meu eterno agradecimento aos prestigiosos: Fernando Capez, Doutor Farah e Marquinho Del Nero(desculpe a intimidade, mas é um grande amigo que está sempre em minha casa em Maresias), que por inúmeras e brilhantes ações, afastaram a ralé do estádio, aliás futebol é um esporte bretão, coisa para homens refinados. Convenhamos, no mundo globalizado, onde o businnes fala mais alto, não cabe mais espaço para balburdias de Zé povinho.

Hoje posso levar meu filho, Carlos Augusto, com toda segurança. O serviço é de primeira linha, apesar da comida ainda deixar um pouco a desejar. Tudo bem, que melhorou muito. Amendoins cor-de rosa(O famoso, cinco é um real), sorvetes feitos no quintal de casa e os indigestos pernis de porta de estádio são coisas do passado. Já dei a dica para a alta cúpula tricolor, o negócio agora é Starbucks no Morumbi. Café cremoso a não menos de dez reais, servido por lindas atendentes, em serviço europeu e de bom gosto. O que acham?. Uma ótima opção, não.

O preço do ingresso também é algo para ser discutido. 30 reais, uma entrada de arquibancada é coisa de terceiro mundo. Temos que pensar grande, não como os cariocas, e dar exemplo para o resto do Brasil. Aliás, seremos sede de Copa do Mundo, não é verdade?.Temos que ensinar desde já aos torcedores brasileiros, algumas normas de conduta, para que tenham compostura diante de semelhante evento.
Ainda sobre venda de ingressos, quero aqui dizer que apesar dos avanços, falta muito para o serviço ser enquadrado no selo de qualidade ISO 9.001. As entradas devem ser vendidas antecipadamente, através de cartões de crédito. Se for em dinheiro vivo, a venda deve ser feita em postos afastados da periferia da cidade, em horário comercial(Sendo assim e assim sendo:o proletariado terá mais dificuldade para adquirir os bilhetes). Lembrando, que como já acontece nos clássicos paulistas, e na minha modesta opinião, deveria ocorrer em qualquer evento esportivo na cidade de São Paulo, os ingressos não podem ser vendidos no dia do jogo, afim de evitar, possíveis peraltices preparadas .

Sem mais delongas, vou me despedindo. Hoje a agenda está lotada, sabem como é. Tem coquetel da campanha do meu grande amigo Kassab, que esta subindo nas pesquisas.Tenho aula de Tênis ás cinco, preciso treinar meu Back-hand, que anda meio defasado. Saindo de lá, vou buscar a Carla Luiza no colégio, que aliás já está progredindo em seu duplo twist carpado. Sem contar aquela passadinha básica no Campo Belo, para o meu ansiado momento de relaxamento...e tenho dito

EDUARDO AUGUSTO ALCÂNTARA DE BASTOS E SILVA

Um comentário:

guru disse...

A senhora dona bica q o artista, em questão, tomou neste domingo de San-São parece ter cultivado no seu intimo uma fluvial,e pq não pluvial, corredeira poética que proporcionou a criação desta obra otimista do sec XXI.
O autor deixa de lado a fase pessimsta e parece voltar as origens quando solicita ao seu ego a valorização do senso cômico, criando um paradigma em relação ao homem moderno.