quarta-feira, 4 de junho de 2008

PIZARRÓN DEL FLACO: SINTA A LIGA

De Drauzio Varela e Daniel Johnston, todo mundo tem um pouco. Os provérbios chineses e os velhos deitados já haviam dito, mas ninguém se importou. Mas como sou jornalista e tenho que ter uma postura crítica e séria, serei imparcial e deixarei esses casos sociais aos cuidados de Bono Vox e sua turma. Sem mais histórinhas sem graça, poia não é o meu forte, vamos ao que interessa pois o velho Flaco dará mais uma vez um tostão de seu Pizzarón, analisando o grande time desta edição da Copa Libertadores, a LDU de Quito.
Algumas pessoas pensam majoritariamente com o lado direito do cérebro.Isso não é para se levar em conta, mas quando falamos de patriotismo, esse detalhe esta para se destacar. Quando a Libertadores tem início, muitos comentaristas tupiniquins fazem média com os torcedores que almejam tocar o mais importante troféu do futebol sulamericano. No ritmo do carnaval, uma lista de favoritos é confeccionada. Seja ano bissexto ou não, os azarões são sempre os mesmos: Todos os times que não sejam brasileiros ou o Boca Juniors. Tirando o ufanismo e o puxa-saquismo que da audiência, esse raciocínio é lógico. desde que se analise o que vem realizando algumas equipes “marginais” nos últimos anos. É o caso da Liga Deportiva Universitária(LDU) de Quito que construiu uma base sólida nesta década, servindo muitos jogadores para a seleção equatoriana e fazendo boas campanhas nas ultimas edições da Libertadores. Há dois anos sob o comando do argentino Edgardo Bauza, a LDU chegou fortalecida para a disputa da Libertadores, devido ao enfraquecimento dos times brasileiros e argentinos e da renovação da sua base estrutural. O esqueleto do time foi formado no inicio da década por Ceballos, Campos, Urrutia e Ambrosi. Sem contar com os reservar Obregon e Franklim Salas que também servem a seleção. Essa base sólida contou com a incorporação de bons jogadores argentinos que por uma serie de fatores individuais não tinham mercado em seu país, é o caso de Araújo, Manso e Bieler. Além da juventude de Guerrón e Bolaños, peças fundamentais no esquema tático do time.

LDU(D.T EDGARDO BAUZA) 3-3-3-1

----------------------------------CEBALLOS-------------------------

--------------CALLE-------------ARAUJO------------CAMPOS------
-------------VERA---------------URRUTIA----------------AMBROSI

GUERRON---------------------- MANSO------------------BOLAÑOS

-------------------------------- BIELER-------------------------


O goleiro Ceballos não é dos mais seguros. Mas a sua experiência junto a seleção equatoriana e a ascendência sobre o grupo faz dele uma peça importante para a LDU.
A ultima linha é composta por três defensores. O argentino Norberto Araújo é o zagueiro da sobra e vem atuando de forma impecável nesta função. Pelo lado direito se posiciona Calle, que é o menos seguro dos três zagueiros, mas que tem um papel fundamental no esquema defensivo, já que os adversários costumam atacar pelo lado esquerdo do ataque com intuito de tirar o ímpeto do ponta-direita Guerrón, que é a principal arma ofensiva da LDU. Pelo lado esquerdo da defesa atua Campos, o defensor da seleção equatoriana faz às vezes de lateral direito, já que Bolaños e Ambrosi se mandam constantemente ao ataque deixando um buraco pelo seu setor.
Vera e Urrutia são os volantes da equipe. Urrutia atua mais como cabeça de área central. É o capitão da equipe e o responsável pela saída de bola da equipe e pela marcação da faixa esquerda do meio campo, quando Ambrosi se manda ao ataque. Pela faixa direita do meio-campo atua o ótimo Vera. O jogador tem um bom passe e a função de cobrir os avanços do ponta-direita Guerrón. Ambrosi fecha o meio-campo pelo setor esquerdo, é o mais ofensivo dos meio campistas, auxiliando Bolaños e Manso pelo lado esquerdo do ataque e retrocedendo alguns metros para ajudar Campos e Urrutia na marcação pelo seu setor.
A LDU talvez seja a única equipe da Libertadores que atue com dois pontas autênticos.O habilidoso Guerrón pela direita e o não menos veloz e sagaz, Bolaños pela esquerda. Guerrón foi a revelação do torneio e a principal arma ofensiva da LDU. Tornou-se a enxaqueca dos treinadores adversários, que se desdobravam em buscar formulas e marcadores para o deter.
Com liberdade total para jogar no ultimo quarto do campo atua o argentino Damian Manso. Baixinho ranheta, que conduz bastante a bola e tenta chutes venenosos da entrada da área. É o responsável em abrir o jogo para Bolaños e Guerrón e servir o único atacante de área que tem o time, o seu compatriota Bieler. O centroavante argentino conquistou a vaga de titular deixando o veterano Delgado na reserva. É um jogador apenas esforçado que se destaca pelo empenho e por certo faro de gol.

EU ANALISO

Os matemáticos dizem que o futebol não tem lógica e quem sou eu para descordar?!. Por isso mesmo, não aposto meu dinheiro em nenhum time nesta Libertadores. Isso não me tira o direito de analisar. E segundo meu pizarrón, nenhuma equipe foi superior a LDU neste campeonato. O Boca Juniors tem grandes individualidades e este gênio chamado Juan Román Riquelme, mas chegou a essa instancia da competição com grandes dificuldades. O ótimo trabalho coletivo e os 2.800 metros da altitude de Quito podem sim fazer da LDU, o primeiro time equatoriano a libertar a América, para que chorem San Martin e Dom PedroI. E dito cujo...

FLACO BIGLIAZZI

Nenhum comentário: