CRÔNICA DO DIARIO OLÉ SOBRE A NÃO CLASSIFICAÇÃO DA SELEÇÃO SUB-20 PARA O MUNDIAL DA CATEGORIA
A imagem é a cores, com boa definição porque estamos na era digital, mas observar o Sub-20 de Batista atrasa quase 22 anos. Argentina se perderá um Mundial da categoria e a palavra para catalogar esta atuação é fracasso. Não há outra. Não é um olhar resultadista, nem simplista: ganhar um jogo em nove disputados (Apenas venceu o Peru, que perdeu todos os jogos), não ter uma idéia de jogo, não conseguir dar dois passes seguidos, não jogar o último jogo com atitude, especular com substituições quando o empate não nos servia frente à Colômbia, render-se antes da hora. Um pacote fatal: nem batatas fritas, nem refrigerante, nem hambúrguer. A geração do Play Station e a turma da Copa de 86 se encontrara, na Venezuela e fizeram possível algo impossível: Não classificar para ir ao Egito.
Argentina foi regular neste Sulamericano: sempre jogou mal, nunca encontrou forças para melhorar sua posição no torneio e se classificou para o Hexagonal final por uma defesa incrível do goleiro Diego Rodrígues para aguentar um 2-2 heróico contra o Equador. Isso porque tinha o grupo mais fácil... Quando parecia que havia passado o pior, se superou na fase final. Sem nenhum Peru pela frente terminou virgem de triunfos e com uma equipe que se arrastava em campo (não foi por problemas físicos).Pode cair a culpa a Batista porque na convocação dos garotos falhou:provou 150 garotos mas não percebeu que levava para a Venezuela jogadores de seleção.Uma coisa é arrebentar num amistoso ou em um treinamento, e outra coisas é colocar a camiseta celeste e branca.é verdade que na sua lista ideal faltaram Musacchio, Piatti e Di Santo.E que rapidamente se lesionou Fideleff e Huracán se negou a ceder o jogador Pastore, ainda assim não há desculpas.
Batista apostou por garotos com mais experiência na primeira divisão, que por garotos que destroem nas categorias menores(exemplo:Marcos Figueroa, goleador do Rosário Central) e esse talvez tenha sido um dos seus erros. Temos que dar um desconto: Não é uma geração brilhante, não há um Messi ou um Riquelme. Desde o começo se pode perceber que tudo estava nos pés de Salvio e ninguém soube mudar esta dependência do único jogador que bancou a pressão. Checho (apelido do técnico Sergio Batista) falhou, mas os jogadores que pintavam como estrelas não se encarregaram da responsabilidade: Zuculini não foi o mesmo que atua no Racing. Os quatro jogadores do Vélez (Tobio, Cristaldo, Bella e Velázquez) não responderam. Rios foi uma sombra do garoto que apareceu no River, e Benavidez apenas parecia a Banega pelo corte de cabelo. A culpa é dividida por todos: os jogadores, comissão técnica e também dos dirigentes, que decidiram apostar pela gloria da Copa de 86, em vez de seguir com a linha dos especialistas, como Pekerman.
Argentina está fora do Mundial. Uma pena
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
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