Coco Basile é um técnico ultrapassado. A seleção não tem jogo pelos lados do campo. O time abusa da lentidão e da Riquelmedependencia. Os nossos jogadores só jogam bem na Europa e no Playstation, porque falta compromisso com a camiseta celeste e branca. Esses foram os principais pontos negativos levantados por público e crítica na Argentina, sobre o ciclo de Coco Basile afrente do selecionado nacional.
Em meio a essa análise, Julio Grondona pegou sua agenda empoeirada e fez uma ligação para seu velho e conhecido amigo, Carlos Salvador Bilardo.
O comandante do último título mundial conquistado pela Argentina em 1986, propôs ao presidente da Asociación del Fútbol Argentino(AFA)a volta daquela geração vencedora para comandar os craques mimados, que brilham apenas nas grande ligas da Europa( e no Winning Eleven). Como todos sabem, Maradona aceitou o cargo, e tem em Carlos Bilardo o seu mentor para questões táticas e técnicas. A sua função seria passar a imagem do mito, do gênio, e acima de tudo: o compromisso pela camiseta celeste e branca.
Foi o que pode ser observado nesses dois primeiros amistosos do ciclo Maradona/Bilardo. Muita entrega, atenção, suor, pressão no adversário, abraços com o novo treinador, agressividade, cartazes de incentivo no vestiário, mostra de espírito de equipe e por ai vai...
Na minha modesta opinião, isso de pouco vale, pois esses espírito todo tem prazo de validade, e já estamos a um ano e meio da Copa do Mundo. A Argentina tem a melhor geração desde muitas décadas, sendo assim e assim sendo, Maradona e Bilardo tem como função principal frente da Seleção argentina, encontrar o melhor funcionamento para que brilhem esses craques, para assim tirar a Argentina desta fila que completará 24anos em 2010.
Sem poder contar com Riquelme e Verón para os dois primeiros amistosos, Maradona e Bilardo armaram um esquema de jogo mais vertical com a entrada no time de Jonás Gutierrez e Maxi Rodriguez . O primeiro atua pelo lado esquerdo, travando duelos com o lateral direito rival. Já Maxi Rodriguez, atua pelo direito fazendo a mesma função. O time perde assustadoramente em qualidade técnica, mas ganha em vitalidade e dinamismo, que infelizmente são características essenciais para quem pensa em ganhar uma Copa do Mundo ainda nesta década. A dupla de volantes acabou sendo sobrecarregada, além de marcar implacavelmente os rivais, Javier Mascherano e Fernando Gago tiveram que participar mais ativamente da elaboração de jogo do time. e principalmente o segundo, fez este trabalho de forma impecável: deu rápida saída de bola, toques de primeira e muita classe.
Em Março a Argentina voltará a jogar pelas eliminatórias(contra a Venezuela no Monumental), a grande questão será a volta de Juan Roman Riquelme.Quem dará lugar para o craque xeneise?. Como funcionará o time? Qual será a reação de publico e critica? Essas e outras questões serão respondidas em breve. Quem verás, viver...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
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