sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CURANDO A RESSACA

Sim amigos, nem bem terminou o carnaval e já estou aqui mais uma vez, afim de relatar a programação da quarta rodada do Torneio Clausura 2009. Se os campeonatos estaduais espalhados pelo Brasil não empolgam, o negocio é se ligar no que acontece pelos campos argentinos.

A quarta rodada será aberta nesta sexta-feira com dois jogos: O Gimnasia La Plata, que vem de uma excelente vitória frente ao Huracán, recebe o também animado Independiente.O jogo acontece no Bosque de La Plata, ás 18 horas. Para encerrar a noite futeboleira, teremos Banfield e Rosário Central no Florencio Sola, cotejo que ocorrerá ás 20h15.

Vélez e Godoy Cruz abrem a jornada de sábado no José Amalfitani, ás 18h10. O time de Liniers vem de uma bela vitória como visitante frente ao Tigre.Já o conjunto mendocino é um dos líderes do torneio e quer seguir dando pelea após a vitória na última rodada frente ao Arsenal.Também no sábado, o San Martín de Tucumán recebe o último vice-campeão do futebol argentino: o Tigre. Os comandados de Diego Cagna seguem ao lado do Racing na última colocação, e tentarão a ressurreição no torneio, em plena província do norte argentino.O jogo acontece ás 18h30.No mesmo horário, o Newell's Old Boys recebe o Colón, no Parque Independência, neste que é o choque de líderes dessa quarta rodada.

Um dos jogos mais esperados dessa rodada, fechará a jornada do sábado:Racing e Argentinos Juniors. A academia que vem de uma vexatória derrota do clássico de Avellaneda, terá a estréia do seu novo treinador:Ricardo Caruso Lombardi. Este que terá pela frente seus ex-comandados do Argentinos Juniors.O time de La Paternal vem de um começo titubiante neste torneio, nem por isso o jogo perde em atrativos. A partida será disputada no Cilindro de Avellaneda, ás 20h30.
No domingo mais quatro partidas. O Arsenal recebe em Sarandí ao Estudiantes, em jogo marcado para ás 16h10. No mesmo horário, o grande clássico da rodada: San Lorenzo e River Plate no Nuevo Gasômetro.O confronto pode ser um suprassumo para os amantes do futebol viril. Isso porque desde o histório confronto entre as duas equipes nas oitavas de finais da Libertadores do ano passado, a rivalidade entre os jogadores chegou a níveis que beiram o amadorismo. Pancadaria, confusões e bom futebol a vista.

Seguindo a programação dominical, teremos em Jujuy ao Gimnasia y Esgrima local, enfrentando ao Lanús, partida que ocorre ás 17h30.
Para fechar a rodada, outro tradicional confronto do futebol argentino: Boca e Huracán.O time de Parque Patricios visita o Boca em La Bombonera, tentando manter-se perto do líderes. Já o conjunto xeneise, que vem de duas derrotas seguidas no torneio, contará com o regresso de Palermo e Riquelme para tentar acabar com este mal momento.
Para assistir os jogos pela internet, acesse: www.fenixtv.com.ar.Preparem o amendoim e a desfrutar muchachos...

Felipe Bigliazzi

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

OS QUATRO NOVOS LÍDERES

Trago com atraso(devido a falta de luz que abateu a minha residência no dia de ontem) o resumo da terceira rodada do Torneio Clausura 2009. Como é de conhecimento geral, a rodada teve ínicio com dois dos três líderes em campo na sexta-feira: O Newell's empatou por 1 a 1 com o Gimnasia de Jujuy, em pleno Parque Independência.Já o Huracán, decepcionou a sua fanática torcida, que foi em bom número ao Tomás Adolfo Ducó, e viu o seu querido Globo perder por 2 a 0 para o Gimnasia La Plata.

No sábado tivemos o clássico de Avellaneda, que como já é de costume(8 jogos que o Racing não vence o Independiente) teve o Independiente como vencedor: 2 a 0 e pedido de demissão do treinador academico, Chocho Llop, o seu substituto será Ricardo Caruso Lombardi, que fez bons trabalhos comandando o Tigre, Argentinos Juniors e o Newell's Old Boys.O Colón venceu ao Rosário Central por 2 a 0 e se tornou um dos quatro líderes do campeonato com 7 pontos ganhos. Outro que se tornou líder nesta rodada foi o Godoy Cruz de Mendoza, que recebeu e venceu o então líder Arsenal de Sarandí, por 1 a 0. O Vélez foi a Victória e venceu de virada o Tigre, com estréia iluminada do seu novo goleador, Joaquim Larrivey. O ex-Huracán, anotou o segundo gol na vitória frente ao Matador por 2 a 1. O Tigre segue na lanterna ao lado do Racing,ambos sem nenhum ponto conquistado.

No domingo tivemos o empate entre Argentinos Juniors e San Martín de Tucumán. O time de La Paternal vencia até os 48 do segundo tempo, quando o time do norte argentino empatou, selando o 2 a 2. Em Lanús, o time da casa recebeu o atual campeão e não tomou conhecimento. O jovem Eduardo Salvio anotou o gol da vitória granate: 1 a 0.
O Estudiantes recebeu o San Lorenzo no Estádio Unico de La Plata e venceu ao Ciclón por 2 a 1. Já o River, fechou a rodada vencendo o Banfield, nesse que foi o grande jogo da rodada: 2 a 0 e líderança para o conjunto millonario.

CLASSIFICAÇÃO:
1 Newell`s 7
2 River 7
3 Colón 7
4 Godoy Cruz 7
5 Arsenal 6
6 Lanús 6
7 Huracán 6
8 Gimnasia 6
9 Vélez 5
10 San Martín (T)4
11 Estudiantes 4
12 Independiente 4
13 Banfield 4
14 San Lorenzo 3
15 Boca 3
16 Argentinos 2
17 Gimnasia (J)1
18 Rosario Central 1
19 Tigre 0
20 Racing 0

FELIPE BIGLIAZZI

NÃO ENGRENA

CRÔNICA DO DIÁRIO OLÉ SOBRE A VITÓRIA DO LANÚS POR 1 A 0 FRENTE AO BOCA JUNIORS

Aqui não tem verão,está claro...não, pelo menos para este Boca que havia sido a sensação em um Janeiro que já parece tão longe... em outra estação.Ontem em Lanús houve chuva, campo pesado, barro, divididas fortes e um rival incômodo, incômodíssimo, este que não apenas colocou o Boca em um clima difícil com o gol de Salvio.Este time de Zubeldia joga bem e é capaz de misturar as coisas boas do futebol: jogar bem e bonito.Mas esta vez não ficou para nada grande a roupa de combate.Lanús dividiu, peleou, se defendeu, aguentou o campeçao e o deixou recalculando suas ambiçoes na partida. O deixou sem sol e com pouca praia a margem, em um torneio que já soma duas derrotas...seguidas.

O que acontece com o campeão que não engrena?. Não vamos confundir: O Boca não é uma equipe sem atitude, sem ganas, relaxado pelo título.De fato, si algo o colocou perto de empatar o jogo foi o seu amor próprio, sua entrega e vontade.Ainda assim, o Boca é um time sem volume de jogo.Ontem não teve nem a Riquelme, nem a Gracián, o seu substituto.Desconectado, o Tano(Apelido de Leandro Gracián) não foi nem o receptor, nem tampouco o condutor.Palacio e Noir, os ligeiros atacantes que escolheu Ischia, tiveram o campo ao contrário: jogaram mais de costas do que frente, e assim ficou fácil para a marcação.Por isso, desacostumado a jogar sem centroavante, Boca ficou sem peso na área. Conclusão: rápido para trocar passes e para sair de contra-ataques, seu rival sentiu que podia e devia aumentar a diferença.

Certa vez disse Madelón(Treinador do Gimnasia de La Plata): "Ou você mata o Lanús, ou eles tem matam". Lanús não matou e o Boca se viu vivo e com balas no gatilho: Gaitám entrou melhor que Gracián, Palermo é Palermo(Sábado jogará frente ao Huracán), Vargas aportou claridade e chances de gol, Battaglia marcou território e Ischia mudou de planos: tirou os dois ligeiros e colocou dois goleadores de área(Viatri e Palermo). Com um atenuante:Palacio pediu para ser substituido e assim, Ischia teve que manter os cinco defensores.Assim, como Ibarra de um lado e Krupoviesa de outro, apostou em jogar bolas na área para Viatri e Palermo. E o Tucu(apelido de Krupoviesa) chegou como ponta-esquerda, não somente para meter cruzamentos senão também para rematar ao gol.Mas falhou na resolução das jogadas, e por conseqüência direta, o plano B tampouco deu resultado.

Com garotos que por primeira vez foram titulares, sem sua formação completa, sem seu goleador(Sand), Lanús se bancou com Bossio como figura do jogo e engrena outra vez. Já o Boca não, isso está claro...

OS TIMES

LANÚS(D.T ZUBELDIA)

--------------------------BOSSIO----------------------------
---------------VIEIRA-------------------FACCIOLI------------
LEDESMA--------------------------------------------VELAZQUEZ
------------------D.GONZALEZ----------FRITZLER--------------
---------N.RAMÍREZ-------------------------------VALERI-----
-----------------E.SALVIO-----------------------------------
------------------------------------MENÉNDEZ----------------

BOCA JUNIORS(D.T CARLOS ISCHIA)

-----------------------ABBONDANZIERI--------------------------
---------------------------CACERES----------------------------
---------------RONCAGLIA------------FORLÍN--------------------
IBARRA--------------------BATTAGLIA-----------------KRUPOVIESA
--------------VARGAS-----------------GRACIÁN------------------

--------------NOÍR--------------------PALACIO------------------

A PONTA PARA O RIVER

CRÔNICA DO DIÁRIO OLÉ SOBRE A VITÓRIA DO RIVER PLATE POR 2 A 0 SOBRE O BANFIELD

O Cholo Simeone disse que a equipe iria aparecer apenas na quinta rodada.Se supõe que ele se referia ao torneio passado, ou talvéz tenha sido uma profecia do que seria este River modelo 2009, que joga como pode.E pode, como se ve, ganhar sem o áfán de respeitar a idéia futebolistica que pede a Tribuna San Martín(Arquibancada central do Monumental de Nuñez, onde se localiza os torcedores mais exigentes do River).

Neste River que transmuta por bipolaridade, o lado de agora é o da euforia.O fato de vencer gera o mesmo efeito dessas pílulas(azuis?)que levantam o ânimo das damas e dos cavalheiros.Duas seguidas...é a mesma quantidade de vitórias em todo o Torneio Apertura.

Não ter a posse de bola é o maior pecado que pode cometer um time que se predispõe a ser protagonista.E o River jogou ontem varias partidas dentro de uma só, mas em nenhuma delas fez caso para ter a posse da redonda.Este quadro negativo ocorreu por carências próprias, falta de movimentação e certas posições desfavoráveis, como no caso de Buonanotte, que partia quase como gêmeo de Ahumada, porque o digno rival o obrigava a voltar alguns metros para escapar da pressão que o Banfield exercia no campo do River, esta que forçavam os jogadores millonario a darem chutões.Além disso, as tabelinhas eran uma constante da dupla Erviti e Bertolo, que foram um pesadelo para Ferrari e Augusto Fernandez.

Buscar a identidade futebolística é mais fácil quando se esta ganhando.Fácil para pensar no próximo jogo, fácil para ver o vídeo de ontem e para não sofrer com a repetição da defesaça de Ojeda frente a Bertolo, jogada esta que poderia ter mudado a história da partida.O River não foi largo, nem profundo, não desequilibrou a partida em consequencia do seu jogo associado, apenas conseguiu abrir o placar graças ao gesto duvidoso do árbitro Pompei.No Primeiro tempo, o Banfield encontrou mais buracos nas costas de Augusto Fernandez e Ferrari, do que em queijo suiço.No segundo tempo, cansou de perder chances através de bolas paradas, talvéz porque não tenha jogado o Tano Nasuti(zagueiro do Banfield que em uma propaganda local é o protagonista ao usar a perna de Maradona para cobrar faltas,perna que o próprio Diego disse que a cortaram após o famoso caso de dopping na Copa de 1994).

River resultou 100% efetivo, o que não é pouco.E se acomodou, sem excessos de pudor, para buscar o contra-ataque.Também explorou a ponta esqueda, zona que não havia visitado nos primeiros jogos.Recuperou outras essencias como as cobranças de Abelairas e o poder de marcação de Ahumada, que apesar das polêmicas com a torcida, segue sendo fundamental para o equilibrio da equipe.Há de se destacar também a raça de Falcão.Já vão quase 500 palavras nesses texto e ainda não falamos de Fabbiani.Quanto ele tem que ver com a história dessa partida?.Pois bem, durante a semana ele joga pelo Sportivo Verborragia(Cristian Fabbiani é conhecido por esquentar os jogos com polêmicas declarações durante a semana).Durante os domingos joga pelo Club Atlético Vou Entrar e Inventar Alguma Coisa.E foi isso que ele fez, dando um novo momento de otimismo ao River.Da ponta para cima, mas na liderança, finalmente.

Os times

RIVER PLATE(D.T NÉSTOR GOROSITO)

----------------------OJEDA-----------------------------
--------------GERLO-----------N.SANCHÉZ-----------------
FERRARI---------------AHUMADA-------------------VILLAGRA
--------A.FERNANDEZ---------------ABELAIRAS-------------
---------------------BUONANOTTE-------------------------
-------ROSALES-------------------------------------------
----------------------FALCÃO-----------------------------

BANFIELD(D.T JORGE BURRUCHAGA)

--------------------LUCCHETTI-----------------------------
------------DEVACA--------------V.LÓPEZ-------------------
GALARZA----------------------------------------------BROGGI
-----------M.BUSTOS--------------ERVITI--------------------
-------PIO--------------------------------BERTOLO----------
------------S.FERNÁNDEZ-----------F.FERREYRA---------------

domingo, 22 de fevereiro de 2009

O PRINCÍPIO E O FIM

(Crônica do jornalista Carlos Rodriguez Duval, do Diário Olé, sobre a vitória do Independiente no clássico de Avellaneda)

Um desafogado , o outro afogado.Em meio a suas névoas pré-clássico, o Independiente encontrou a luz e um pouco de relâmpago, mas convincente como um ganhandor. Um indomavél ínicio e um ressonante final.

Para isso, teve dois faros anti-névoa: Pusineri e Montenegro.E algo determinante: mediu desde o começo, com fibra temperamental e disposição espiritual, que ressaltaram em contraste os cacos de um Racing sem alma, nem jogo e nem bússola(pelo menos na dose necessária).

Na verdade, durante a primeira metade do primeiro tempo, o Independiente marcou o território, demonstrando uma sensação de dominador.Talvez por isso, Moreno tenha sido um pouquinho parecido a Denis ou a Frutos.Foi um começo de orquestra, com caráter e chances de gol. Quatro escanteios, duas faltas e um gol.

Fechou o resultado quando reconstituiu seu sentido ofensivo, com a entrada de Rios, e assim retomou a iniciativa, a posse de bola e selou uma diferença abrumadora.

De certo modo, foi um Independiente inédito comparado a esses dois jogos iniciais do Torneio Clausura, tão empobrecido pelo seu nível de jogo.Eis as decições chaves para a ressureição do Rojo: 1) A volta de Pusineri como titular, porque simplificou tudo, caminhou pelo campo como os deuses, foi um líder na retomada da bola e na distribuição. 2) Por momentos, Montenegro jogou como em seus melhores tempos, com suas cobranças de escanteios, faltas e magia com a bola, 3) Colocar dois atacantes afrente de Montenegro, mesmo que Moreno tenha errado tanto com a bola, no entanto serviram os piques de Sosa, muito melhor que em suas antigas atuações, 4) A busca profunda pela direita, incluindo alguns avanços de Moreira pelo setor, 5) O trabalho de Tuzzio, com marcação por centímetro.

Houve pedaços declinantes no jogo, como se aburguesara, não podendo manter o domínio do jogo com três meio-campistas contra quatro do Racing.Perdeu a posse de bola.Mas entrou Rios com a seguinte função: assegurar a posse de bola e ser o socio de Montenegro

Assim, para o time desafogado, o 2 a 0 pode resultar em um começo de tempos mais felizes. Para o afogado, é o fim de uma condução em tempos prolongadamente tristes.

OS TIMES

INDEPENDIENTE(D.T PEPE SANTORO)
-------------------------ASSMANN-----------------------------
----------------TUZZIO---------------G.RODRIGUEZ-------------
MOREIRA------------------PUSINERI---------------------MAREQUE
----------S.VITTOR----------------------MANCUELLO------------
------------------------MONTENEGRO---------------------------
----------------------------------------I.SOSA---------------
------------------------MORENO-------------------------------

RACING CLUB(D.T CHOCHO LLOP)

-----------------------CAMPAGNUOLO---------------------------
---------------PEPPINO---------------MERCADO-----------------
F.SOSA------------------------------------------------SCHAFFER
---------------FALCÓN----------------YACOB--------------------
-------L.GONZÁLEZ------------------------------LUCERO---------
---------------LUGÜERCIO--------------------------------------
--------------------------R.RAMIREZ---------------------------

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

SUSPENDAM A MURGA

Carnaval, folia, lança- perfume...Nada disso nos apetece.Para nós, amantes do esporte bretão, nada melhor que passar esses dias de folga apreciando o futebol mundo à fora. Para quem se liga em futebol argentino, a terceira rodada do Clausura é uma excelente pedida.

A rodada tem início nesta sexta-feira de carnaval, com dois dos três líderes em campo.Ás 18 horas, o Newell's Old Boys recebe o Gimnasia de Jujuy no Parque Independência, tentando manter os 100 % de aproveitamento. O lobo Jujeño vem de duas derrotas, e já faz contas para tentar seguir na máxima categoria do futebol argentino.Ás 20h10, o também líder Huracán recebe o Gimnasia La Plata no Tomás Adolfo Ducó. O time de Parque Patricios ilusiona os seus torcedores(que não sabem o que dar uma volta olímpica desde 1973)após duas vitórias inicias, sendo a última uma histórica goleada no Racing por 4 a 1, em Avellaneda. O lobo platense vem de uma importante vitória frente ao Lanús, mas precisa seguir somando pontos para escapar da temida Promoción.

No Sábado de carnaval teremos o encontro mais esperado da rodada: o clássico de Avellaneda.O jogo que é tenso por si só, tem condimentos extras nesta oportunidade. A metade celeste de Avellaneda vem de duas derrotas, sendo a última uma humilhante goleada frente ao Huracán.Os jonais argentinos informam que o cargo de Chocho Llop esta em jogo nesta partida. Já do lado vermelho as coisas não são diferentes.Os Diablos rojos vem de uma goleada sofrida fora de casa frente ao San Martín de Tucumán e teve durate a semana a possibilidade de renuncia de seu treinador, o ex-goleiro e ídolo dos anos 60 e 70, Pepe Santoro.A partida será disputada no estádio do Huracán, ás 16h10.

Completam a rodada de Sábado: Colón e Rosário Central em Santa Fé(ás 17h45), Godoy Cruz e Arsenal de Sarandí(também líder), em Mendoza(ás 20h30) e Tigre versus Vélez Sarsfield em Victória(ás 20h30).

No Domingo, quatro jogos fecham a rodada. O Argentinos Juniors recebe o embalado San Martín de Tucumán em La Paternal(ás 16h10).No mesmo horário teremos um grande jogo, técnicamente o melhor da rodada:Lanús e Boca Juniors(ás 16h10). O bom time do sul da Grande Buenos Aires recebe os xeneises. Estes que vem de derrota para o Newell's em plena La Bombonera. Promessa de bom futebol.

Fechando a rodada dominical, o animado River Plate enfrentará o Banfield no Monumental(ás 18h30).Os Millonários vem de uma importante vitória frente ao Rosário Central, e já começam a dar mostras de recuperação, após o fiasco do último campeonato. No mesmo horário em La Plata, teremos o encontro dos dois times argentinos que perderam nesta semana pela Copa Libertadores: Estudiantes e San Lorenzo(ás 18h30). O ciclón de Boedo vai a La Plata, trazendo uma amarga derrota desde Lima(1 a 0 para o Universitário). No Campeonato local, os comandados de Miguel Angél Russo vem de uma derrota em casa para o Godoy Cruz por 2 a 1. Já o Pincharrata, trouxe um doloroso 3 a 0 do Mineirão e continua sem encontrar o rumo em 2009.Apesar da péssima fase, o jogo promete pelo rico plantel das duas equipes e pelo calíbre de alguns jogadores como Verón, Barrientos e Bergessio.

Os canais Sportv irão transmitir a rodada dupla do domingo: Lánus x Boca, ás 16h10 e River Plate x Banfield, ás 18h30. Suspendam a murga, preparem a Quilmes... que o fim de semana futeboleiro promete.

Felipe Bigliazzi

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

CORTE E COSTURA

(CRÔNICA DO DIÁRIO OLÉ SOBRE A ESTREIA DO BOCA JUNIORS NA COPA LIBERTADORES)

Este Boca da estreia, tomou uma decisão desde o vestiário: posicionar-se entre a linha do meio campo e a intermediária rival. Daí o time não se moveu, com um desenho tático 4-2-1-3. O que faltou, apesar da determinação de jogar do campo do adversário, foi encontrar a forma de chegar ao gol. Este que chegou após um belo chute vindo de um rebote, o que evidenciou a dificuldade do time em gerar oportunidades claras por seus próprios méritos.

As decisões mais importantes de Carlos Ischia foram duas, uma ligada a outra. A primeira foi apostar na dupla de volantes centrais(Battaglia e Vargas) sem recorrer a marcadores pelo flanco esquerdo do campo(trabalho que era feito por Dátolo em 2008), dando toda a responsabilidade em recuperar a bola para esses dois jogadores(14 bolas recuperadas por Fabián Vargas e 10 por Sebastián Battaglia).E a outra, que foi colocar três atacantes, dois pelos lados do campo e um dentro da área.

Com este esquema, o time ficou equilibrado. Vargas e Battaglia foram os unicos volantes na marcação, sendo que Roncaglia e Julio Cáceres adiantavam-se cobrindo as costas dos dois volantes centrais do Boca. Enquanto aos laterais, Hugo Ibarra se posicionou no ataque, junto da linha dos meio-campistas. Morel apenas se somou ao ataque em ocasioes especiais e surpresivas, porque pelo seu setor atacava o time do Deportivo Cuenca.Assim o Boca foi um time curto que deu pouco espaço.

No ataque, um passo mais afrente de Riquelme estavam: Viatri foi pelo meio, como referente de área, e Palacio e Mouche atuavam pelos lados. Mas, com dois pontas, o time não encontrou a forma de desbordar e lateralizou muito as jogadas, e assim acabou forçando muito pelo meio, ficando sem opções de assustar o goleiro equatoriano.

O teste com esse esquema se manteve até os 10 minutos do segundo tempo quando Ischia colocou Nicolás Gaitán no lugar de Mouche, voltando ao velho 4-3-1-2. Com Gaitán fechando o lado esquerdo, Vargas o direito e Battaglia como unico volante central.

O teste de Ischia, em definitivo, foi superado pelo funcionamento do meio-campo apesar do trabalho regular dos três atacantes.Ainda, que no fim das contas, conseguiu vencer.

O TIME

--------------------------ABBONDANZIERI----------------------
---------------RONCAGLIA-----------------CACERES-------------
IBARRA---------------------------------------------------MOREL
---------------VARGAS-------------------BATTAGLIA-------------
---------------------------RIQUELME---------------------------
PALACIO-------------------------------------------------MOUCHE
----------------------------VIATRI----------------------------

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

UM DOMINGO DE CINEMA

RESUMO DA SEGUNDA RODADA DO TORNEIO CLAUSURA

River teve um domingo feliz, e muito em função da imponente presença de Cristian Fabbiani, que levou os comandados de Gorosito para a vitória sobre o Rosário Central como visitante.El Ogro, que na temporada anterior havia jogado pelo Newell's, foi o protagonista exclusivo: entrou quando o Millonario perdia por 1 a 0, e foi determinante para a virada, selando o 2 a 1 com um golaço. O novo idolo já começou a pagar as dividas...no entanto, a ponta do campeonato é propriedade de três equipes: Huracán, Arsenal e Newell's Old Boys.

Justamente o Newell's que foi o destaque desta rodada, ao derrotar o Boca Juniors em plena la Bombonera. Foi um justo 2 a 0 que opacou a volta de Martín Palermo aos gramados, logo de uma lesão no joelho ocorrida em 24 de Agosto do ano passado. A Lepra(apelido do Newell's) quer manter a escrita: nas últimas duaz vezes que ganhou neste estádio, acabou sendo campeão.

Huracán humilhou o Racing, este que segue sem encontrar um rumo. O Globo(apelido do Huracán)deu uma lição de futebol em Avellaneda e tem 100% de aproveitamento. Arsenal também somou os seis pontos que disputou. No sábado deixou pelo caminho o Tigre, graças a efetividade de Luciano Leguizamón, um dos três goleadores do certame, com três gritos. Os outros são Sand e Canio.

RESULTADOS:
RACING CLUB 1 X 4 HURACÁN
COLÓN 1 X 0 GIMNASIA DE JUJUY
BOCA JUNIORS 0 X 2 NEWELL'S OLD BOYS
VÉLEZ 1 X 1 ARGENTINOS JUNIORS
BANFIELD 1 X 0 ESTUDIANTES DE LA PLATA
ARSENAL DE SARANDÍ 2 X 0 TIGRE
ROSÁRIO CENTRAL 1 X 2 RIVER PLATE
GIMNASIA DE LA PLATA 3 X 2 LANÚS
SAN LORENZO 1 X 2 GODOY CRUZ
SAN MARTÍN DE TUCUMÁN 3 X 0 INDEPENDIENTE

domingo, 15 de fevereiro de 2009

QUE RETORNO!

(Crônica do Diário Olé sobre a vitória do Newell's Old Boys contra o Boca Juniors)

Quando entrou Palermo, me pentiei para sair na cena do filme, e Disse:" Este cara vai fazer algo".
Sebastián Peratta estava pronto para ser a vítima do filme, aceitava o seu destino de ator coadjuvante, porque os refletores apontavam para a cabeça loira do galã da tarde. O certo é que, em uma super produção, nem sempre a estrela consegue levar o Oscar.Haviam muitos nomes importantes. Mas dessa vez, os outros brilharam mais. Na tarde em que voltava Martín Palermo, tarde em que Roberto Abbondanzieri pisou novamente sob o gol de La Bombonera, tarde em que regressava Carlos Bianchi, que dessa vez,não vinha a La Boca para ser um mero espectador.Tarde que o campeão do futebol argentino pisava por primeira vez em sua casa em 2009...nessa mesma tarde, o "retornado" que mais festejou foi Santiago Salcedo, a figura das novelas de verão.O paraguaio finalmente voltou pra o Newell's, em meio a operação de Fabbiani(Foi posto como moeda de troca para que Cristian Fabbiani pudesse ir ao River Plate).Ele e seus companheiros roubaram o espetáculo. Penteie-se Peratta, que neste filme você saí...

"Na jogada do gol, vi que estavam chamando a Salcedo no banco de reservas.Mas veio a jogada bem rápida e pude definir.Formica fez uma jogada brilhante, me deixou no mano a mano e consegui dar de bico, por sorte entrou.Foi o primeiro gol, um grande alivio que me deixou bem contente" disse Leandro Armani.

"Te digo a verdade, vi que pintava o rebote depois da jogada de Salcedo, chutei e terminou lá dentro. Não vi bem o gol. Em casa analizarei bem, ficarei mais contente.Foi uma alegria enorme, converti meu primeiro gol como profissional, e ainda mais neste estádio e contra o Pato Abbondanzieri" afirmou Mauricio Sperdutti.

Justo ontem, os garotos resolveram fazer zueira. Faltar com respeito ao Boca, a Pato, a Palacio, a Palermo, a Bianchi e ao campeão. Mal educado também foi Formica, que meteu luxos como aqueles que mereceu uma rusga no seu primeiro treino com o plantel profissional do Newell's, quando meteu um rolinho no Schiavi, segundo contou o proprio zagueiro.Claro, aprendeu a não fazer isso em casa, apenas contra os adversários. E tive a oportunidade de fazê-lo denovo, nada menos que em La Bombonera."Ganhamos bem, em um estádio dificil, jogando bem, por isso estamos contentes", confessou o atrevido, que nem 21 anos ainda tem.

"Agora não temos que nos apequenar em nenhum lugar, temos que jogar igual em todos os lugares". Disse Bernardello, que não completou os 23 mas que foi a figura do jogo. Claro, depois de ganhar em La Bombonera e de opacar uma tarde que seria azul e dourada, qualquer outro rival vai ficar pequeno para eles...

OS TIMES

BOCA JUNIORS(D.T CARLOS BIANCHI)

---------------------ABBONDANZIERI----------------
------------ RONCAGLIA---------------CACERES------
IBARRA---------------------------------------MOREL
----------------------FORLÍN---------------------
------FONDACARO---------------------GAITÁN-------
--------------------RIQUELME---------------------
-----------------------------------NOÍR----------
--------------------VIATRI----------------------

NEWELL'S OLD BOYS(D.T SENSINI)

----------------------PERATTA--------------------
-----------SCHIAVI---------------SPOLLI----------
PILLUD------------------------------------QUIROGA
-------------------BERNARDELLO------------------
------SPERDUTTI------------------------VANGIONI-
--------------------BERNARDI-------------------
----------FORMICA------------------------------
---------------------ARMANI--------------------

sábado, 14 de fevereiro de 2009

HURACÁN DEU UM GOLPE DURO NO RACING

(CRÔNICA DA REVISTA EL GRÁFICO PARA A VITÓRIA DO HURACÁN POR 4 A 1 FRENTE AO RACING)

Huracán conseguiu uma avassaladora vitória no arranque da segunda rodada do Torneio Clausura.Como visitante, superou ao Racing por 4 a 1 e desta maneira somou seu segundo éxito consecutivo, no inicio do campeonato.O time de Avelllaneda, que vinha de perder na estréia, sofreu um duro golpe antes do classico contra o Independiente.

Começou melhor o Racing.O time comandado por Llop tentava apertar a marcação no meio de campo, buscava jogar pelos lados do campo por intermédio de Castromán e Lucero, enquanto Ramírez e Lugüercio se moviam pelo comando do ataque. E sem fazer muito, chegou ao gol, em uma cabeçada de Martínez depois do escanteio.

Eram 11 minutos, e assim como contra o Lanús, a alegria durou pouco. Ja que aos 17 minutos Huracán armou uma excelente jogada coletiva, que terminou com uma linda definição do jogador De Federico, na saída do goleiro Campagnuolo.

A partida estava outra vez empatada, mas algo havia mudado:ja não tinha o dominio do Racing. O Globo era agora, o dono da bola, jogava com enormes buracos entre os defensores e os meio-campistas racinguistas, e não foi de se estranhar que conseguisse virar o jogo.

Aos 26 minutos, Nieto meteu o segundo gol, de cabeça.Aos 29 foi De Federico que empujou, após rebote de Campagnuolo em chute de Pastore.Este que foi o autor do quarto tento, após uma escapada que começou de um lateral.Tudo muito fácil para o time dirigido por Angél Cappa e todo sofrimento para a Academia, que em menos de 20 minutos tiveram que buscar bola dentro da rede em quatro oportunidades.

No segundo tempo, ja sem Castromán e Shaffer, arrancou como se esperava:Racing tinha a bola e Huracán retrassado esperando de contra-ataque. Yacob teve uma chance, Falcón tentou em duas oportunidades.Campagnuolo mandou para escanteio um chute de direita de Pastore, após um dos muitos erros de Franco Sosa.

Depois de leve dominio da Academia no segundo tempo, Bolatti voltou a controlar o meio-campo, propiciando a posse de bola para o Huracán.Era o fim do sufoco, e ainda sobrou tempo para o time de Parque Patricios aumentar por intermedio de De Federico, após outra péssima saída de Sosa. Depois apenas houve tempo para esperar o fim da partida.

OS TIMES

RACING CLUB(D.T CHOCHO LLOP)

------------------------------CAMPAGNUOLO---------------------------
---------------PEPPINO----------------------------MARTÍNEZ----------
FRANCO SOSA--------------------------------------------------SHAFFER
------------------------FALCÓN----------------YACOB-----------------
------CASTROMÁN-----------------------------------------LUCERO------
--------------------RAMÍREZ-----------------LUGÜERCIO---------------

HURACÁN(ANGÉL CAPPA)

-----------------------------G.MONZÓN-------------------------------
--------------------GOLTZ------------------E.DOMINGUEZ--------------
ARAÚJO---------------------------------------------------------ARANO
------------------------------BOLATTI-------------------------------
--------------------L.DIAZ----------------TORANZO-------------------
---------------DE FEDERICO------------------------PASTORE-----------
-------------------------------NIETO--------------------------------

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

CLAUSURA 2009 : SEGUNDA RODADA

A animadora vitória da seleção nacional frente a França na última quarta-feira, contagiou o povo futeboleiro da Argentina. E como a alegria não é só brasileira, dois dias após o dito triunfo, volta a rolar a pelota pelos campos argentinos. 10 jogos em disputa para a segunda rodada do Torneio Clausura.

A rodada começa nesta sexta-feira 13 com duas partidas. As 19 horas, o Racing recebe no Cilindro de Avellaneda ao animado Huracán(O clube de Parque Patricios vem de uma importante vitória na estréia). A Academia vem de derrota para o Lanús, mas sua fanática torcida comparecerá em peso, devido à estréia das duas maiores contratações da temporada: Lucas Castroman e Rubén Ramirez. As 21h15, o Colón enfrenta no Cementerio de Los elefantes ao necessitado Gimnsia de Jujuy (último colocado no promédio do rebaixamento).

No sábado, o Boca Juniors receberá o Newell's Old Boys em La Bombonera(17h10 com transmissão do Sportv). O destaque do jogo é a volta de Martín Palermo, que ficará no banco de reservas após 5 meses de inatividade(sofreu uma lesão do joelho em Agosto de 2008).No mesmo horário, o Argentinos Juniors irá ao estádio José Amalfitani enfrentar o Vélez Sarsfield. A rodada segue ainda no sábado com duas partidas: Banfield x Estudiantes (19h20) e Arsenal de Sarandí x Tigre (21h30).

No domingo, o River Plate viajará a Rosário para enfrentar o Central no Estádio Gigante de Arroyito (17h10 com transmissão do Sportv). O Gimnasia de La Plata recebe o Lanús no mesmo horário. Fecham a rodada, San Lorenzo x Godoy Cruz no Nuevo Gasómetro e San Martín de Tucumán x Independiente, os dois jogos ás 19h30. Deixem a Quilmes para gelar, preparem o Alfajor, porque a segunda rodada promete. Apreciem sem moderação.

Felipe Bigliazzi

O BILARDISMO MARADONIANO

Coco Basile é um técnico ultrapassado. A seleção não tem jogo pelos lados do campo. O time abusa da lentidão e da Riquelmedependencia. Os nossos jogadores só jogam bem na Europa e no Playstation, porque falta compromisso com a camiseta celeste e branca. Esses foram os principais pontos negativos levantados por público e crítica na Argentina, sobre o ciclo de Coco Basile afrente do selecionado nacional.
Em meio a essa análise, Julio Grondona pegou sua agenda empoeirada e fez uma ligação para seu velho e conhecido amigo, Carlos Salvador Bilardo.

O comandante do último título mundial conquistado pela Argentina em 1986, propôs ao presidente da Asociación del Fútbol Argentino(AFA)a volta daquela geração vencedora para comandar os craques mimados, que brilham apenas nas grande ligas da Europa( e no Winning Eleven). Como todos sabem, Maradona aceitou o cargo, e tem em Carlos Bilardo o seu mentor para questões táticas e técnicas. A sua função seria passar a imagem do mito, do gênio, e acima de tudo: o compromisso pela camiseta celeste e branca.
Foi o que pode ser observado nesses dois primeiros amistosos do ciclo Maradona/Bilardo. Muita entrega, atenção, suor, pressão no adversário, abraços com o novo treinador, agressividade, cartazes de incentivo no vestiário, mostra de espírito de equipe e por ai vai...

Na minha modesta opinião, isso de pouco vale, pois esses espírito todo tem prazo de validade, e já estamos a um ano e meio da Copa do Mundo. A Argentina tem a melhor geração desde muitas décadas, sendo assim e assim sendo, Maradona e Bilardo tem como função principal frente da Seleção argentina, encontrar o melhor funcionamento para que brilhem esses craques, para assim tirar a Argentina desta fila que completará 24anos em 2010.

Sem poder contar com Riquelme e Verón para os dois primeiros amistosos, Maradona e Bilardo armaram um esquema de jogo mais vertical com a entrada no time de Jonás Gutierrez e Maxi Rodriguez . O primeiro atua pelo lado esquerdo, travando duelos com o lateral direito rival. Já Maxi Rodriguez, atua pelo direito fazendo a mesma função. O time perde assustadoramente em qualidade técnica, mas ganha em vitalidade e dinamismo, que infelizmente são características essenciais para quem pensa em ganhar uma Copa do Mundo ainda nesta década. A dupla de volantes acabou sendo sobrecarregada, além de marcar implacavelmente os rivais, Javier Mascherano e Fernando Gago tiveram que participar mais ativamente da elaboração de jogo do time. e principalmente o segundo, fez este trabalho de forma impecável: deu rápida saída de bola, toques de primeira e muita classe.

Em Março a Argentina voltará a jogar pelas eliminatórias(contra a Venezuela no Monumental), a grande questão será a volta de Juan Roman Riquelme.Quem dará lugar para o craque xeneise?. Como funcionará o time? Qual será a reação de publico e critica? Essas e outras questões serão respondidas em breve. Quem verás, viver...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

PARA A ARGENTINA NÃO HÁ AMISTOSO

Crônica do Diario Olé sobre a vitória da seleção Argentina frente a França

Não estava em nenhuma placa, mas é o lema principal de Maradona:não há amistosos.E um dos seus motivos, talvez o principal, do porque a Argentina venceu a França foi sua atitude arrojada, nada de caminhar dentro de campo como aconteceu contra o Chile(derrota nas eliminatórias, última partida do ciclo de Coco Basile no comando da seleção argentina)disputando este amistoso como um jogo de Copa do Mundo.Diego joga sempre para ganhar, nunca para provar(de fato, apenas fez duas mudanças, sendo as duas a nove minutos do final).A seleção ganhou bem, sem maiores problemas, controlando os ritmos da partida desde a comunhão da dupla de volantes(Gago e Mascherano) e a segurança defensiva comandada por Demichelis, o melhor. O melhor do time foi a adrenalina gerada pelo treinador, e isso foi o determinante do 2 a 0. Ao time do "Diez" não sobrou beleza (tirando o golaço de Messi), nem jogo associado no ataque. Mas sem esses atributos conseguiu despachar a um rival de elite.

No começo, os luxos de Ribery e Henry roubavam a atenção. E assustaram, porque as duas linhas de quatro da Argentina estavam juntas perto da área, e o craque do Bayern de Munique (Ribery) fazia desastres pelo lado esquerdo da defesa. Foi aí onde surgiu Demichelis para aguentar os embates, quando seus companheiros de defesa estremeciam mais do que podiam para parar o quarteto ofensivo local. França havia rodeado a meia-lua, apesar do imenso primeiro tempo que fez Javier Mascherano. Um momento crucial foi a defesa de Carrizo na investida de Anelka. Quando o gol tinha sotaque francês, quando a Argentina meteu o terceiro contra-ataque da partida e Jonás Gutiérrez acertou com um drible e um remate com sua perna menos hábil (dado que não tinha Sagna). Com o 1 a 0, apareceram os melhores cinco minutos do jogo para a Argentina, porque se adiantou a Gago, e este começou a comandar o time na elaboração.E Fernando nisso é um especialista. A França? Se derrubou, e o intervalo não serviu para Domenech. Argentina manteve o combate em todos os setores do campo, Gago seguiu alguns metros adiante de Mascherano e a bola começou a ser patrimônio nacional.

O sintoma mais importante se fez presente: depois de muito tempo aflora um time e foi assim que conseguiu fazer dos vice-campeões do mundo, um conjunto que não sabia o que fazer. E para o final, como para que a imagem não fosse tão simples, chegou a jóia de Messi para dar beleza a um jogo em que a seleção mostrou que com Maradona não se jogam amistosos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

UMA LAGRIMA

CRÔNICA DO DIARIO OLÉ SOBRE A NÃO CLASSIFICAÇÃO DA SELEÇÃO SUB-20 PARA O MUNDIAL DA CATEGORIA

A imagem é a cores, com boa definição porque estamos na era digital, mas observar o Sub-20 de Batista atrasa quase 22 anos. Argentina se perderá um Mundial da categoria e a palavra para catalogar esta atuação é fracasso. Não há outra. Não é um olhar resultadista, nem simplista: ganhar um jogo em nove disputados (Apenas venceu o Peru, que perdeu todos os jogos), não ter uma idéia de jogo, não conseguir dar dois passes seguidos, não jogar o último jogo com atitude, especular com substituições quando o empate não nos servia frente à Colômbia, render-se antes da hora. Um pacote fatal: nem batatas fritas, nem refrigerante, nem hambúrguer. A geração do Play Station e a turma da Copa de 86 se encontrara, na Venezuela e fizeram possível algo impossível: Não classificar para ir ao Egito.

Argentina foi regular neste Sulamericano: sempre jogou mal, nunca encontrou forças para melhorar sua posição no torneio e se classificou para o Hexagonal final por uma defesa incrível do goleiro Diego Rodrígues para aguentar um 2-2 heróico contra o Equador. Isso porque tinha o grupo mais fácil... Quando parecia que havia passado o pior, se superou na fase final. Sem nenhum Peru pela frente terminou virgem de triunfos e com uma equipe que se arrastava em campo (não foi por problemas físicos).Pode cair a culpa a Batista porque na convocação dos garotos falhou:provou 150 garotos mas não percebeu que levava para a Venezuela jogadores de seleção.Uma coisa é arrebentar num amistoso ou em um treinamento, e outra coisas é colocar a camiseta celeste e branca.é verdade que na sua lista ideal faltaram Musacchio, Piatti e Di Santo.E que rapidamente se lesionou Fideleff e Huracán se negou a ceder o jogador Pastore, ainda assim não há desculpas.

Batista apostou por garotos com mais experiência na primeira divisão, que por garotos que destroem nas categorias menores(exemplo:Marcos Figueroa, goleador do Rosário Central) e esse talvez tenha sido um dos seus erros. Temos que dar um desconto: Não é uma geração brilhante, não há um Messi ou um Riquelme. Desde o começo se pode perceber que tudo estava nos pés de Salvio e ninguém soube mudar esta dependência do único jogador que bancou a pressão. Checho (apelido do técnico Sergio Batista) falhou, mas os jogadores que pintavam como estrelas não se encarregaram da responsabilidade: Zuculini não foi o mesmo que atua no Racing. Os quatro jogadores do Vélez (Tobio, Cristaldo, Bella e Velázquez) não responderam. Rios foi uma sombra do garoto que apareceu no River, e Benavidez apenas parecia a Banega pelo corte de cabelo. A culpa é dividida por todos: os jogadores, comissão técnica e também dos dirigentes, que decidiram apostar pela gloria da Copa de 86, em vez de seguir com a linha dos especialistas, como Pekerman.
Argentina está fora do Mundial. Uma pena

TUDO CONTINUA IGUAL

RESUMO DA PRIMEIRA RODADA DO TORNEIO CLAUSURA 2009(DIARIO OLÉ)

Arrancou um novo torneio, voltou o futebol ainda que pareça que nunca se foi. O Clausura começou com as mesma tendências com que havia terminado o Apertura. Boca, Lanús e San Lorenzo estão um escalão acima dos demais. River não se levanta, e ainda acontecem coisas incríveis. Racing sofre e o Independiente não encontra o caminho.

O campeão vigente trouxe uma vitória mais do que valiosa de Jujuy. Apoiado em Riquelme e nos garotos, que outra vez deram a cara por Ischia: 2x1 com gols de Noir e Viatri. Lanús outra vez foi uma maquina e virou frente ao Racing com um Sand Intratável. San Lorenzo, em Victoria, acabou levando um triunfo muito duro frente ao Tigre, último vice-campeão.

River ganhava de 2-0 no Monumental com um homem a mais, mas o Colón empatou no finalzinho com dois chutaços de Capurro e Prediger. Inacreditável. Em Parque Patricios, o Huracán venceu ao San Martin na sexta, já no domingo Independiente e Vélez empataram sem gols. Boas estréias de Newell's e Arsenal.

A figura: José Sand foi peça chave na vitória do Lanús contra o Racing. O goleador do último Apertura arrancou o Clausura com tudo. Dois gols, um de pênalti e a contundência de sempre para deixar os três pontos no Sul.

O Golaço: Tiveram vários. O segundo do Boca em Jujuy (calcanhar de Riquelme, definição de Viatri. As duas bombas do Colón no Monumental e o segundo de Mauro Formica nos 3-0 do Newell's sobre o Gimnasia La Plata, que deu de cobertura a Sessa desde fora da área.

O Goleiro:Nelson Ibáñez, do Godoy Cruz.Pegou um pênalti cobrado por Lucchetti no último minuto e manteve o empate em Mendoza. Um ponto importante para a equipe comandada por Cocca.

O Erro:Tiveram dois no jogo entre Tigre e San Lorenzo. Paparatto abriu o marcador mas contra para o Cuervo, e depois Silvera descontou, mas para o Matador de Victoria.

O Melhor: O regresso de Mario Bolatti ao futebol argentino para dar a vitória ao Huracán. O volante central cordobés da mais brilho ao futebol local. A dez minutos do choque com o San Martin não havia chegado os documentos da transferência. No final jogou e cravou o 1x0 com uma cabeçada tremenda. Bem-vindo.

O pior: A lesão de Juan Sebastián Verón.Teve uma distensão muscular na perna esquerda durante o horrível empate de 0-0 entre Estudiantes e Rosário Central, em La Plata. Virou dúvida para a estréia na Libertadores e perderá o amistoso da seleção argentina na França.

Resultados:
Tigre 1 x 3 San Lorenzo
Huracán 1 x 0 San Martín de Tucumán
Newell's Old Boys 3 x 0 Gimnasia La Plata
Argentinos Juniors 0 x 2 Arsenal de Sarandí
Godoy Cruz 1 x 1 Banfield
Lanús 3 x 1 Racing Club
Estudiantes de La Plata 0 x 0 Rosário Central
River Plate 2 x 2 Colón
Independiente 0 x 0 Vélez Sarsfield
Gimnasia Jujuy 1 x 2 Boca Juniors

domingo, 8 de fevereiro de 2009

NÃO É POSSIVEL ACREDITAR

Crônica de River Plate x Colón de Santa Fé (Diário Olé)

Uma tarde de apresentações em Nuñez. Se apresentava o River no Monumental. Se apresentava Néstor Raúl Gorosito como o novo treinador do time da casa.Antes da partida também se apresentaram Cristian Fabbiani e Marcelo Gallardo...Primeiras sensações.Ovação para o “Muñeco”(apelido do Gallardo), bom recebimento para o Ogro(apelido do Fabbiani), mas também se escutou: “ortegaaa,ortegaaa”.Havia expectativa na torcida do River, enfrente o duro Colón comandado por Antonio Mohamed.
O começo foi lento e muito mal jogado por parte das duas equipes. Se notava que nos jogadores do River ainda reluzia esse temor de um novo tropeço. Nos primeiros instantes, Colón, bem ordenado na defesa e com Esteban Fuertes solitário no ataque, parecia mais cômodo no campo de jogo. Mas a bola passava mais pelos pés dos jogadores locais. Teve que esperar até aos 10 minutos para ver perigo sobre ambos os arcos. Matias Abelairas executou uma falta desde a esquerda, pelo segundo pau apareceu Rosales que mandou de voleio. Perto

Passavam os minutos e o Colón cada vez se refugiava mais sobre o gol defendido por Diego Pozo. Não por mérito do River, senão por erros próprios. No entanto, neste pedaço do jogo contou com sua melhor e única chance na etapa inicial. Aos 18 minutos, Mansilla deu um chutão, Fuertes ajeitou de cabeça e Fabián Castillo rematou de direita, abaixo. Defendeu bem Ojeda.
Atacou muito mais River, mas ainda assim não foi superior ao rival. Chegava até a entrada da área rival mas abusava dos cruzamentos para Falcão, quase sempre acompanhado pela marcação de Chitzoff, Ferrero ou Mansilla. Ferrari apoiou pouco e Rosales não desbordou o suficiente para quebrar a defesa do Colón. Aos 28 minutos, Rosales chegou ao fundo e mandou um cruzamento para Falcão, que ensaiou uma bicicleta imperfeita.

Sobre o final da primeira etapa se viu o melhor do River. Porque o Colón apostava nos contra-ataques, que nunca chegavam, e porque se agigantou o jogo do Enano Buonanotte. O meia se estacionou muito sobre a esquerda no inicio e ficou quase esquecido por seus companheiros mas depois se moveu para o centro do campo e criou as melhores situações do River. No ultimo minuto deu uma caneta Barbara em Aguilar. O zagueiro o levantou e o arbitro Savino lhe mostrou o cartão vermelho. Com um a mais, River foi superior:- Nico Sanchéz (peito e voleio) e Villagra(cabeça) tiveram oportunidades claras, mas em ambos os casos apareceu bem o goleiro Pozo. O intervalo foi um alivio para o Colón.

O fantasma do homem a mais pareceu ficar no passado. River pode aproveitar a superioridade numérica frente ao Colón. Fez sentir sua hierarquia, algo que estava esquecido no Monumental. Mesmo q eu as duvidas ainda haviam. Num contra-ataque de Abelairas aos 10 minutos, o próprio meia-esquerda não se animou a chutar e depois Rosales definiu muito mal. No entanto, se abria o jogo e chegou o alivio. De um escanteio desde a direita, apareceu Cabral sozinho dentro da área para marcar o 1-0.

Tudo mudou com o gol. Colón se entregava ante Buonanotte e Cia. Agora sim os jogadores do River mudavam sua atitude e se animavam com tudo. El Enano provou de canhota aos 16, perto. Depois rompeu a trave direita de Pozo. E na jogada seguinte estabeleceu o 2-0: Grande passe de Abelairas, Rosales ficou cara a cara com Pozo, tocou no meio e Falcão empurrou para a rede. O jogo estava liquidado.
Colón não oferecia respostas, River tinha a posse de bola, dominava o campo, os jogadores haviam recuperado a confiança perdida... O cenário indicada uma goleada Millonaria no Monumental. Mas o futebol é assim. Sem que ninguém percebesse, Capurro mandou uma canhota tremenda desde fora da área no ângulo esquerdo de Ojeda, aos 35 minutos. Gorosito colocou a Villalba primeiro e depois Robert Flores, para fechar definitivamente o jogo. Mas o terceiro gol nunca chegou. Brilhou Pozo com uma tripla defesa: primeiro a Buonanotte e dos rebotes de Falcao. E no final do jogo todos os fantasmas ressuscitaram em Nuñez...

Prediger, que havia entrado no primeiro tempo no lugar do lesionado Mansilla, ficou na posição de volante central e quando faltavam segundos para o final, se acomodou e mandou um belo chute de direita de mais de 30 metros. Todo o Monumental seguiu o recorrido da bola, que pela historia recente do River, tinha destino assegurado. Nada pode fazer Ojeda. Impressionante, de não poder acreditar. Savino apitou o final, instantes depois e o 2-2 ficou selado. Colón festejou e desde as tribunas, outra vez baixou o “ortegaa, orteega”...

FORMAÇÕES

River Plate(D.T Néstor Gorosito)
-------------OJEDA-------------------------------
----CABRAL--------------N.SANCHÉZ----------------
FERRARI------AHUMADA---------------------VILLAGRA
----A.FERNANDEZ-------------M.ABELAIRAS---------
---------------BUONANOTTE-----------------------
----ROSALES-------------------------FALCÃO-----

COLÓN(D.T ANTONIO MOHAMED)

------------------POZO---------------------------
--------------FERRERO----------------------------
------MANSILLA------------AGUILAR----------------
CHITZOFF-----------------------------------TORRES
------------CAPURRO----------RIVAROLA------------
GARNIER-----------------------------------CASTILLO
------------------FUERTES-------------------------

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

OS PRIMEIROS FORAM OS ÚLTIMOS, OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS?

Após um tremendo hiato, o Toco y me voy está de volta. Sem perder o trocadilho do titulo, vamos recomeçar da melhor maneira, falando do Torneio Clausura 2009 que terá início neste final de semana. Hoje projetaremos os dois gigantes do futebol argentino, ironicamente o primeiro e o último colocado do Torneio Apertura de 2008: Boca Juniors e River Plate.

O ano de 2008 terminou da melhor forma possível para os Xeneises: Campeões após um espetacular triangular no Torneio Apertura contra o San Lorenzo e o Tigre, além de ver o rival de "toda la vida" na ultima colocação.

Tendo em vista a humilhação, o presidente millonario José Maria Aguilar foi atrás de um técnico identificado com o clube: Néstor Gorosito. O jovem treinador, que ainda possui a sua vasta cabeleira de tempos de jogador, iniciou sua carreira nas categorias inferiores do River nos anos 80. Após exitosa carreira como jogador, onde brilhou no San Lorenzo e na Universidad Católica do Chile, Gorosito investiu na carreira de treinador, chegando ao ápice na última temporada onde se destacou dirigindo o bom time do Argentinos Juniors, semifinalista da última edição da Copa Sulamericana.

Ano novo, vida nova? Não é o lema em Nuñez. O River outra vez foi humilhado no pentagonal de verão (2x2 contra o San Lorenzo, 1x1 contra o Independiente, 1x1 contra o Racing, 1x2 e 0x2 contra o Boca) onde teve pífio desempenho técnico e duas derrotas no superclássico, a primeira com um homem a mais desde os 30 do primeiro tempo, quando foi expulso o volante xeneise Sebastián Battaglia.

Para amenizar a crise, o River foi atrás de reforços e contratou um dos últimos ídolos da torcida: Marcelo Gallardo, além do irreverente atacante Cristian Fabbiani, confesso torcedor millonario que brilhou na última temporada defendendo as cores do Newell's Old Boys de Rosário.

Enquanto os reforços não estréiam, este será o time titular que disputará as primeiras partidas no torneio Clausura. O goleiro segue sendo Juan Ojeda, o ex- Rosário Central não conseguiu substituir a altura a Juan Pablo Carrizo, que atualmente milita na Lazio, mas por falta de opção seguirá defendendo o arco millonario.

A linha defensiva continuará a mesma: Ferrari na lateral-direita, Cristian Villagra ( convocado por Maradona para o amistoso frente a Escócia, no ano passado) na lateral-esquerda, Nico Sanchez e Gustava Cabral no miolo de zaga.

O meio campo contará com Oscar Ahumada como volante central, Augusto Fernandez(deve deixar a equipe para a entrada de Gallardo) aberto pela direita, Matias Abelairas aberto pela esquerda e Buonanotte como “enganche”. No ataque: Mauro Rosales (deve deixar o lugar para Fabbiani) aberto pela direita e Radamel Falcão como centroavante.


O TIME

------------------OJEDA-------------------
-------N. SANCHEZ----------CABRAL----------
FERRARI----------AHUMADA---------VILLAGRA
A.FERNANDEZ---------------------ABELAIRAS
---------------BUONANOTTE----------------
ROSALES----------------------------------
-----------------FALCAO------------------

Domingo (07- 02) o River recebe o Colón de Santa Fé na estréia do torneio, seguiremos o jogo, portanto... pasen y lean.

FELIPE BIGLIAZZI