Um grande amigo, que regularmente escreve neste prestigioso blog, me presenteou no início deste mês com o Guia do Torneio Clausura da Argentina. Uma das coisas que mais me chamou a atenção no enredo da revista, foi a campanha publicitária do Diário Olé, intitulada Hombres de Olé bajo el brazo, aonde existe uma fantástica defesa ao folclore do futebol e uma critica irônica ao “superprofissional” futebol moderno.
A propaganda que ocupa uma página inteira,contém uma foto de um homem, levando seu Diário Olé dobrado por debaixo de seu braço direito, enquanto caminha em frente ao Estádio Monumental de Nuñez. Acima da foto, estão os mandamentos de como deve se comportar um “HOMBRE DE OLE BAJO EL BRAZO” quando joga futebol: não pede cartão amarelo para um rival, não deixa o time com dez em campo, pede para bater o quinto pênalti da série(Edílson e Gustavo Nery reprovados), divide forte porém lealmente, mete um rolinho quando o jogo esta zero a zero ou perdendo, não manda em cana a um companheiro(Grafite reprovado), si tiver que dar bicão assim o faz, não escapa de fazer sexo antes das partidas(Romário aprovado), não põe o cabelo atrás da orelha(Sérgio Ramos e Fernando Gago, reprovados), canta o hino, não agacha a cabeça na barreira( Roberto Carlos...), reconhece a superioridade do rival , joga da mesma forma em qualquer campo(bolivianos, reprovados), não exagera quando sofre falta(Valdivia, reprovado), grita o gol e não dança nas comemorações(Inzaghi e Cambiasso aprovados), não grita o gol contra o time que o revelou( Denilson, reprovado), Não chora, somente no rebaixamento ou em uma eliminação de Copa Do Mundo(Betão, aprovado), Põe a caneleira apenas por causa das regras( Renato Gaúcho, aprovado), se estiver bem não pede para sair, se não estiver bem pede para sair.
É irritante ver como as pessoas que vivem do futebol ignoram o lado folclórico do futebol, alegando que já não há espaço para esse tipo de coisa num esporte profissional que move cifras cada vez maiores. Porém, muitos se esquecem que exatamente esse ingrediente é faz do futebol algo a mais do que um simples esporte. A ultima discussão nos programas esportivos que ilustra o meu argumento, é no caso Denílson. Na questão se deveria ou não comemorar o gol contra o São Paulo. Quase 100 % dos comentaristas ridicularizaram o discurso do ex-são paulino, que disse que não comemoraria um gol contra a equipe que o viu nascer. Lamentável que o jogador tenha voltado atrás, e contrariado o seu discurso inicial, quando de fato fez um gol contra o São Paulo e comemorou de forma veemente, influenciado pela repercussão negativa na mídia, aliado ao péssimo tratamento que recebeu dos “barões do Morumbi”( Denílson, foi impedido que realizar tratamento no C.T da Barra Funda pois segundo os dirigentes tricolores, séria uma péssima influência para o grupo. Assim como seus colegas de balada, Carlos Alberto e Adriano...?).
Faz parte da ética do jogador argentino não comemorar gol contra a ex-equipe, assim como outras condutas que a propaganda do Olé enfatizou brilhantemente, que por aqui são ocultadas ou ridicularizadas pelas pessoas envolvidas com o futebol(treinadores, dirigentes, jogadores, jornalistas e torcedores). É preciso mudar a mentalidade antes de criticar o Roberto Carlos e seu meião, a dança do creu, a falta de comprometimento dos jogadores com a seleção e outros fatos lamentáveis que já viraram praxe no nosso futebol. E tenho dito...
FLACO BIGLIAZZI
A propaganda que ocupa uma página inteira,contém uma foto de um homem, levando seu Diário Olé dobrado por debaixo de seu braço direito, enquanto caminha em frente ao Estádio Monumental de Nuñez. Acima da foto, estão os mandamentos de como deve se comportar um “HOMBRE DE OLE BAJO EL BRAZO” quando joga futebol: não pede cartão amarelo para um rival, não deixa o time com dez em campo, pede para bater o quinto pênalti da série(Edílson e Gustavo Nery reprovados), divide forte porém lealmente, mete um rolinho quando o jogo esta zero a zero ou perdendo, não manda em cana a um companheiro(Grafite reprovado), si tiver que dar bicão assim o faz, não escapa de fazer sexo antes das partidas(Romário aprovado), não põe o cabelo atrás da orelha(Sérgio Ramos e Fernando Gago, reprovados), canta o hino, não agacha a cabeça na barreira( Roberto Carlos...), reconhece a superioridade do rival , joga da mesma forma em qualquer campo(bolivianos, reprovados), não exagera quando sofre falta(Valdivia, reprovado), grita o gol e não dança nas comemorações(Inzaghi e Cambiasso aprovados), não grita o gol contra o time que o revelou( Denilson, reprovado), Não chora, somente no rebaixamento ou em uma eliminação de Copa Do Mundo(Betão, aprovado), Põe a caneleira apenas por causa das regras( Renato Gaúcho, aprovado), se estiver bem não pede para sair, se não estiver bem pede para sair.
É irritante ver como as pessoas que vivem do futebol ignoram o lado folclórico do futebol, alegando que já não há espaço para esse tipo de coisa num esporte profissional que move cifras cada vez maiores. Porém, muitos se esquecem que exatamente esse ingrediente é faz do futebol algo a mais do que um simples esporte. A ultima discussão nos programas esportivos que ilustra o meu argumento, é no caso Denílson. Na questão se deveria ou não comemorar o gol contra o São Paulo. Quase 100 % dos comentaristas ridicularizaram o discurso do ex-são paulino, que disse que não comemoraria um gol contra a equipe que o viu nascer. Lamentável que o jogador tenha voltado atrás, e contrariado o seu discurso inicial, quando de fato fez um gol contra o São Paulo e comemorou de forma veemente, influenciado pela repercussão negativa na mídia, aliado ao péssimo tratamento que recebeu dos “barões do Morumbi”( Denílson, foi impedido que realizar tratamento no C.T da Barra Funda pois segundo os dirigentes tricolores, séria uma péssima influência para o grupo. Assim como seus colegas de balada, Carlos Alberto e Adriano...?).
Faz parte da ética do jogador argentino não comemorar gol contra a ex-equipe, assim como outras condutas que a propaganda do Olé enfatizou brilhantemente, que por aqui são ocultadas ou ridicularizadas pelas pessoas envolvidas com o futebol(treinadores, dirigentes, jogadores, jornalistas e torcedores). É preciso mudar a mentalidade antes de criticar o Roberto Carlos e seu meião, a dança do creu, a falta de comprometimento dos jogadores com a seleção e outros fatos lamentáveis que já viraram praxe no nosso futebol. E tenho dito...
FLACO BIGLIAZZI
2 comentários:
Finalmente o senhor Flaco mostra seus dotes jornalísticos! Parabéns pelas crônicas;
besos da gabi lee!
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