terça-feira, 29 de abril de 2008

PIZARRÓN DEL FLACO: NO LO CANTEN, NO LO GRITEN, NO SE ABRAZEN

No lo canten, no lo griten, no se abrazen.O Boca está mais vivo do que claro, nesta Libertadores. O clube de la ribera, mostra outra vez que tem muito crédito em torneios internacionais, devida a uma impressionante mística copera. Todas as equipes sobreviventes dessa competição já começam a lamentar, ao compasso do jargão usado por Sebastian Vignolo, narrador esportivo do canal 13 da Argentina. Como no ano passado, o conjunto xeneise se safou da eliminação com uma goleada dramática somada a uma dose de ajuda do Atlas, clube mexicano comandado pelo ídolo do clube, Miguel Angel Brindisi. O clube precisava vencer o Maracaibo por quatro gols de diferença, fez três, mas foi o suficiente para se classificar em segundo lugar na chave, graças ao empate do clube mexicano contra o Colo-Colo no estádio Monumental de Santiago.

O Boca versão 2008, comandado por Carlos Ischia, é uma copia irregular do time campeão sul americano do ano passado. Joga num esquema 4-4-2, onde as ações ofensivas ficam a cargo de Juan Roman Riquelme e da entrosada dupla de ataque formada por Palacio e Palermo. A equipe ainda conta com experientes jogadores na parte defensiva como Ibarra, Morel Rodriguez e Sebastian Battaglia.
O goleiro, como no ano passado é Mauricio Caranta. O cordobês venceu a desconfiança da torcida e foi o primeiro a se firmar no clube, após a saída de Pato Abbondanzieri e do fracasso do paraguaio Bobadilla.Caranta não é um arqueiro seguro na saída do gol, porém possui um bom reflexo e personalidade.

A zaga é o ponto fraco do time. O miolo defensivo é composto pelo paraguaio Cáceres e pelo jovem Paletta, que se lesionou no jogo contra o Maracaibo e poderá ser substituído por Maidana ou por Morel Rodrigues improvisado, que no ano passado atuou como zagueiro pela esquerda. Hugo Ibarra, o lateral-direito mais vencedor da historia do clube, tem características parecidas a un lateral brasileiro. Boa técnica, preparo físico para ir ao ataque e boa noção de cobertura.Essas características somadas a sua experiência de tricampeão sulamericano(2000,2003 e 2007) deixam a torcida boquense tranqüila, a lateral-direita esta bem representada. Ibarra vem de uma lesão que o afastou de boa parte da primeira fase da competição, seu substituto foi o uruguaio Álvaro Gonzalez.
O Dono da lateral-esquerda é o paraguaio Cláudio Morel Rodriguez. Jogador de boa técnica que possui um bom índice nos cruzamentos, além de bater boas faltas e de ser eficiente nos desarmes defensivos. A lentidão em subir ao ataque é sua debilidade. Pode atuar como zagueiro pela esquerda, como jogou na edição passada da libertadores, onde se sagrou campeão atuando ao lado de Cata Diaz. Sofreu uma lesão na partida de volta contra o Atlas em Guadalajara, que o deixou de fora dos últimos dois na primeira fase, quando foi substituído pelo jovem Monzon.

A segunda linha do time tem o mesmo desenho da temporada passada. Um losango que tem Sebastian Battaglia como cabeça de área. O experiente meio campista é o responsável pela retomada de bola. Terá a mesma função que desempenhou na temporada passada, Ever Banega, que hoje atua no Valência.
Pelo lado direito do losango está o ex- jogador doInternacional de Porto Alegre e do América de Cali, Fabian Vargas.Quando o time possui a pelota, o colombiano será o encarregado de desafogar o meio campo pelo lado direito. Retrocede alguns metros para ajudar a Battaglia quando o time não esta com a bola. Por esta característica mais defensiva, leva vantagem sobre Ledesma, que atuou nesse posto na temporada passada.Pela faixa esquerda estará Jesus Datolo, que conquistou a posição após amargar a reserva de Nery Cardozo em 2007. O jovem revelado pelo Banfield esta no melhor momento da carreira. Por sua irregularidade no passado, foi muito cobrado pela torcida, mas desde a chegada de Carlos Ischia, conquistou a posição, após disputa com o não menos irregular, Nery Cardozo.
O extremo ofensivo do losango é composto pelo maior jogador do futebol sulamericano, Juan Roman Riquelme. Como todos sabem, as ações ofensivas do Boca passam por seus pés. O perigo vem por todos os lados. Com sua pausa e rapidez mental é muito difícil marca-lo. Para completar o repertorio, suas cobranças de bola parada são letais. Pode consagrar-se nesta temporada como o mister libertadores, com quatro conquistas como principal figura do torneio. Como bem lembram, palestrinos(2000 e 2001) e gremistas(2007).
O ataque é composto pela dupla mais bem entrosada do futebol sulamericano. O rápido e habilidoso Rodrigo Palácio e o sagaz goleador Martin Palermo.

O Boca é treinado por Carlos Ischia, que era auxiliar técnico de Carlos Bianchi nas conquistas de 2000 e 2001. Iniciou a carreira como treinador no Vélez Sarsfield e teve uma passagem apagada comandando o Rosário Central no ano passado.
A equipe que iniciará as oitavas de final não poderá contar com os titulares: Ibarra, Morel Rodriguez e Paletta que seram substituídos por Álvaro Gonzalez, Fabian Monzon e Jonathan Maidana.


....................................CARANTA..........................

A.GONZALEZ.........MAIDANA.............CACERES............MONZON

...................................BATTAGLIA..........................

......................VARGAS......................DATOLO.....

.....................................RIQUELME.........................

.....................PALACIO....................PALERMO..


EU ANALISO!
Apesar do ótimo plantel de jogadores, o Boca Juniors tem um começo irregular na temporada. As seguidas lesões de jogadores importantes, forçou Carlos Ischia a implantar um sistema de rotatividade do plantel, o que tardou um melhor entrosamento que resultou em um rendimento medíocre. A equipe terminou ou fase de grupos na segunda colocação, com 10 pontos. A defesa, ponto fraco do time, sofreu nove gols em seis jogos. Enquanto o ataque anotou doze gols. No torneio Clausura da Argentina, o Boca se encontra na quarta colação com 23 pontos em doze rodadas disputas.

Mistica em um torneios como a libertadores é importante, mas não é esse o segredo do dominio do Boca Juniors nessa decada. Desde a chegada de Mauricio Macri, as finanças se arrumaram e o exito institucional começou a aparecer. Principalmente com o trabalho nas categorias inferiores do clube, que armou a base dos times campeões da america. Além do fator estrutural, o Boca contou com uma formula futebolistica sequencial. 4-4-2, com bastante prata da casa, toque de bola curta, dinamica coletiva para exercer pressão sobre o adversario em todas as suas linhas e personalidade para encarar os jogos como visitante como se estivesse em La Boca. Somados a qualidade invidual de craques como Riquelme e o temor que La Bombonera gera nos adversarios, faz do Boca um monstro continental. a ver o proximo capitulo deste ROMANce entre Boca e a Libertadores, que aparentemente não tem fim.

FLACO BIGLIAZZI

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