Quem disse que La Plata - giría para dinheiro na Argentina - não trás felicidade?.A capital da Província de Buenos Aires vive a semana mais feliz, em décadas, dentro do âmbito futebolístico. No último domingo o Gimnasia de La Plata escapou heróicamente do rebaixamento, ao vencer o Atlético de Rafaela no Reducido - espécie de repescagem. Com a vantagem desportiva - por ser o time da Primeira Divisão - o lobo platense foi a Rafaela e trouxe um trágico 3 a 0 na bagagem.No jogo de volta, em pleno Bosque de La Plata, o Gimnasia reverteu a vantagem, vencendo por 3 a 0, com dois gols nos últimos minutos, sendo que o terceiro nos acréscimos.
O primeiro tempo não teve grandes acontecimentos. O cenário parecia fadado ao fracasso, ainda mais depois que o time teve González e Sosa expulsos - o Atletico Rafaela perdeu Gil. Com nove contra dez, os jogadores do time de La Plata tiveram de ser, antes de tudo, torcedores. Só assim para captar o apoio incondicional vindo das arquibancadas. Aos 27min, Diego Alonso fez o primeiro e deu um fio de esperança ao time treinado pelo incansável Leonardo Madellón.
Aos 44 e aos 46min, dois lances idênticos definiram a sorte do Gimnasia no campeonato. Dois cruzamentos da esquerda, duas cabeçadas de Franco Neill, dois gols que mantiveram o time na elite e acabaram com o sonho do Atletico Rafaela. O estádio explodiu em alegria. Os jogadores, como forma de comemoração, imitaram a tradicional "Haka", dança que se tornou conhecida pelos jogadores de rúgbi da Nova Zelândia.
A alegria durou pouco para os sofridos torcedores do Gimnasia já que o seu maior rival teve a façanha de conquistar a Copa Libertadores em pleno Mineirão. Foi a consagração de uma base vitóriosa, que conquistou um heróico título argentino em 2006e um vice-campeonato da Sulamericana, em 2008. Mais do isso, consagrou Juan Sebastián Verón, que com seu enorme talento e notável sentimento pela camiseta pincharata, demonstrou que a alma amateur ainda segue viva em meio ao sem-graça futebol globalizado.
O Caminho do Estudiantes para Libertar a América foi o mais longo entre todos os anteriores campeões da principal competição interclubes da América Latina. O leão platense teve que disputar a pré-Libertadores, onde eliminou o Sporting Cristal do Perú. Estreou na competição perdendo em Lima por 2 a 1, e só classificou-se ao vencer em La Plata por 1 a 0, com gol salvador do centroavante juvenil, Ramón Lentini.Esta vitória o colocou no grupo 5, onde estrearia justamente contra o Cruzeiro. A derrota por 3 a 0 foi um duro golpe inicial. Na segunda partida vitória por 1 a 0 frente ao Universitário de Sucre. Em seguida a derrota frente ao Deportivo Quito colocou a vaga em risco. Era preciso vencer as duas seguintes partidas, e foi o que ocorreu: com duas goleadas por 4 a 0, devolveu com juros e correção monetária as derrotas para Cruzeiro e Deportivo Quito. Com o empate em zero frente ao Universitário de Sucre, garantiu o segundo lugar no grupo e a vaga para as oitavas de final.
O Libertad do Paraguai pintava como um duro rival, mas não foi o que aconteceu: Goleada em La Plata, 3 a 0 , com dois de Mauro Boselli e um de La gata Fernandez.Na volta um empate em zero em Assunção garantiu o Estudiantes nas quartas. Nesta altura os pinchas eram os únicos representantes da Argentina na Competição, já que o Boca Juniors teve o desgosto de ser eliminado pelo Defensor Sporting do Uruguai. Justamente o conjunto uruguaio foi o rival na fase seguinte, onde o Estudiantes obteve duas vitórias por 1 a 0 e carimbou o passaporte para as semifinais.
Outra vez um time uruguaio no caminho. Dessa feita toda a tradição do Nacional de Montevídeu. As lesões de Agustín Alayes e Marcos Angeleri, fizeram com que a diretoria do Estudiantes fosse atrás de um zagueiro. O escolhido foi Rolando Schiavi, devido a sua enorme experiência - havia chego a três finais de Libertadores, sendo que duas com o Boca Juniors e uma com o Grêmio. Com um gol de Diego Galván - meia-direita que perdeu a posição para Enzo Perez nas fases finais - venceu em La Plata. Na volta, em pleno Estádio Centenário, outra vitória, agora por 2 a 1, com dois gols de Mauro Boselli.
Na final um velho conhecido: o Cruzeiro. No jogo de ida em La Plata, um preocupante 0 a 0. E ontem, com enorme coragem e talento do maestro Verón, o Estudiantes levantou a sua quarta Libertadores. Desde 1996, quando o River Plate sagrou-se campeão, que um clube argentino fora o Boca Juniors, não levantava a Libertadores.
Mais do que nunca La Plata trouxe a felicidade...
Felipe Bigliazzi
quinta-feira, 16 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
ESTUDIANTES É BRASIL NA LIBERTADORES
Duas torcidas - além de Estudiantes e Cruzeiro, obviamente - viveram esta final da Copa Libertadores de uma forma mais do que especial.Atleticanos e triperos estaram secando, com toda alma e coração, contra a gloria de seus eternos rivais.Mas perguntará toda a Galocura:" como joga esse time do Estudiantes?".
O pincharrata é um time inferior técnicamente ao Cruzeiro, mas tem bons valores para alegrar a metade alvinegra de Belo Horizonte. O goleiro, Mariano Andujár, é o goleiro titular da seleção nacional.Conquistou a posição devido a sua segurança e reflexos rápidos. A zaga é composta em uma linha de quatro.Christian Cellay é um lateral direito com caracteristícas defensivas. Ganhou a posição de titular, após a lesão do selecionavel, Marcos Angeleri. O lateral pela esquerda é German Ré.O ex-Newell's tem mais projeção ofensiva e travará um duelo durissímo com Jonathan, fato que poderá retrair os seus avanços ao ataque.A dupla de zaga é composta por Leandro Desabato e Rolando Schiavi. O ex-zagueiro do Grêmio foi contratado junto ao Newell's apenas para disputar as finais da Copa Libertadores, devido a lesão de Agustín Alayes, e claro, pela enorme experiência copera que tem Schiavi, lembrando que já disputou três finais de Libertadores, duas com o Boca e uma com o Grêmio.
Rodrigo Braña é o responsável pela recuperação da posse de bola no meio campo pincharrata. Travará um duelo chave com Wagner, onde poderá levar vantagem por sua impressionante disposição e eficiência nos desarmes. Além do craque Verón, que atua, hora como segundo volante, ora como meia centralizado, o meio-campo do Estudiantes conta com duas peças fundamentais: Enzo Peréz e Leandro Benitez. Enzo Perez atua bem aberto pela direita e terá a dura missão de frear as subidas de Marquinhos Paraná, pelo setor esquerdo do meio-campo cruzeirense. Já Chino Benitez é o segundo jogador mais talentosos do Estudiantes. O canhoto é o responsável pelas bolas paradas, e municiar o ataque pelo flanco esquerdo. Travará um duelo indigesto com Ramires.
A dupla de ataque é composta por La gata Fernandez e Mauro Boselli. Fernandez atua mais fora da área, saindo para tabelar com Benitez, Enzo Perez e Verón. Boselli é o típico camisa 9: trombador, raçuco e goleador. Fez os dois gols contra o Nacional e sonha em ser o artilheiro da competição, e assim, responder aos dirigentes do Boca Juniors, que o dispensaram na temporada passada.
As duas equipes já se enfrentaram nesta atual edição, com dois resultados atípicos: 3 a 0 para o Cruzeiro no Mineirão e 4 a 0 para o Estudiantes no Estádio Ciudad de La Plata. O técnico do Estudiantes, Alejandro Sabella, sabe o que é ser campeão da Libertadores. Fez parte do time tricampeão sulamericano no final dos anos 60, que tinha como craque e figura, nada mais, nada menos que Juan Ramon Verón,ou La Bruja, pai de Juan Sebastián.
O fato é que para o torcedor atleticano, mais do que nunca, o Estudiantes é Brasil na Libertadores.
D.T ALEJANDRO SABELLA
-------------------------------ANDUJAR------------------------------
----------------SCHIAVI-------------------------DESABATO------------
CELLAY----------------------------------------------------------G.RÉ
-------------------------------BRAÑA--------------------------------
---------E.PEREZ--------------VERÓN---------------------L.BENITEZ---
------------------G.FERNANDEZ------------BOSELLI--------------------
Felipe Bigliazzi
O pincharrata é um time inferior técnicamente ao Cruzeiro, mas tem bons valores para alegrar a metade alvinegra de Belo Horizonte. O goleiro, Mariano Andujár, é o goleiro titular da seleção nacional.Conquistou a posição devido a sua segurança e reflexos rápidos. A zaga é composta em uma linha de quatro.Christian Cellay é um lateral direito com caracteristícas defensivas. Ganhou a posição de titular, após a lesão do selecionavel, Marcos Angeleri. O lateral pela esquerda é German Ré.O ex-Newell's tem mais projeção ofensiva e travará um duelo durissímo com Jonathan, fato que poderá retrair os seus avanços ao ataque.A dupla de zaga é composta por Leandro Desabato e Rolando Schiavi. O ex-zagueiro do Grêmio foi contratado junto ao Newell's apenas para disputar as finais da Copa Libertadores, devido a lesão de Agustín Alayes, e claro, pela enorme experiência copera que tem Schiavi, lembrando que já disputou três finais de Libertadores, duas com o Boca e uma com o Grêmio.
Rodrigo Braña é o responsável pela recuperação da posse de bola no meio campo pincharrata. Travará um duelo chave com Wagner, onde poderá levar vantagem por sua impressionante disposição e eficiência nos desarmes. Além do craque Verón, que atua, hora como segundo volante, ora como meia centralizado, o meio-campo do Estudiantes conta com duas peças fundamentais: Enzo Peréz e Leandro Benitez. Enzo Perez atua bem aberto pela direita e terá a dura missão de frear as subidas de Marquinhos Paraná, pelo setor esquerdo do meio-campo cruzeirense. Já Chino Benitez é o segundo jogador mais talentosos do Estudiantes. O canhoto é o responsável pelas bolas paradas, e municiar o ataque pelo flanco esquerdo. Travará um duelo indigesto com Ramires.
A dupla de ataque é composta por La gata Fernandez e Mauro Boselli. Fernandez atua mais fora da área, saindo para tabelar com Benitez, Enzo Perez e Verón. Boselli é o típico camisa 9: trombador, raçuco e goleador. Fez os dois gols contra o Nacional e sonha em ser o artilheiro da competição, e assim, responder aos dirigentes do Boca Juniors, que o dispensaram na temporada passada.
As duas equipes já se enfrentaram nesta atual edição, com dois resultados atípicos: 3 a 0 para o Cruzeiro no Mineirão e 4 a 0 para o Estudiantes no Estádio Ciudad de La Plata. O técnico do Estudiantes, Alejandro Sabella, sabe o que é ser campeão da Libertadores. Fez parte do time tricampeão sulamericano no final dos anos 60, que tinha como craque e figura, nada mais, nada menos que Juan Ramon Verón,ou La Bruja, pai de Juan Sebastián.
O fato é que para o torcedor atleticano, mais do que nunca, o Estudiantes é Brasil na Libertadores.
D.T ALEJANDRO SABELLA
-------------------------------ANDUJAR------------------------------
----------------SCHIAVI-------------------------DESABATO------------
CELLAY----------------------------------------------------------G.RÉ
-------------------------------BRAÑA--------------------------------
---------E.PEREZ--------------VERÓN---------------------L.BENITEZ---
------------------G.FERNANDEZ------------BOSELLI--------------------
Felipe Bigliazzi
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